A biografia de um dos maiores nomes da música nacional chegou aos cinemas em 2014 e a aguardada história de Sebastião Maia, o rei brasileiro do soul, finalmente adentrava às telas brasileiras, porém o resultado não foi o esperado.

Acompanhado de uma narração desde o primeiro minuto, o filme se torna didático demais e não agrega muita coisa do que já está sendo mostrado no quadro. Cauã Reymond é o responsável por tal e, de verdade, chega a incomodar em alguns momentos, assim como a permanência dele e de outros atores durante toda a passagem de tempo, como se não envelhecessem um ano sequer.

Robson Nunes vive a versão adolescente/jovem adulto de Tião e sua atuação foi boa, porém o primeiro ato do filme (no qual ele mais parece), os coadjuvantes tomaram controle total do filme, apagando assim nosso personagem principal. E aí entra Babu Santana, que entrega no segundo ato um Tim confiante, dono do pedaço e de um black power de respeito!

Babu entrega um personagem vibrante e com muito mais presença, elevando muito o nível de quem contracena com ele e torna cada cena memorável com o humor escrachado costumeiro de Tim Maia.

O filme peca em diversos momentos como na montagem executada de forma bem corrida em certos momentos, o que acaba acelerando todo o desenvolvimento das fases artísticas de Tim, desde Os Sputniks até sua morte em 1998. Infelizmente os recortes são rápidos demais e não privilegiam o gênio e grande artista que era Tim Maia.

No fim, a cinebiografia de Tim Maia é uma grande história contada de uma forma apressada que traz um saudosismo bem baixo, a não ser pela trilha sonora ótima e bem colocada nas cenas.

E também não podemos deixar de registrar que um ponto positivo da produção é a reconstrução cinematográfica da Tijuca (RJ) dos anos 60 e 70, que ficou extremamente bem feita.

Fica claro que era muito material para ser contado em apenas um único filme e, talvez, uma minissérie seria o formato ideal para abordar tudo o que o roteiro se baseia, o livro de Nelson Motta: Vale Tudo – O som e a fúria de Tim Maia”. Um desafio muito grande para Mauro Lima, que ficou responsável pela direção e também assina o roteiro ao lado de Antonia Pellegrino.

Assim como Tião se perdeu nas drogas, o filme se perde querendo contar uma história 100% fiel aos fatos e o resultado é uma obra que não chega nem perto do que Tim e todo o seu brilhantismo mereciam.

Tim Maia – Não há nada igual
Diretor – Mauro Lima
Roteiro – Mauro Lima, Antonia Pellegrino
Edição – Quito Ribeiro, Bruno Lasevicius
Fotografia – Ulisses Malta Jr., Eduardo Miranda
Direção de Arte – Valeria de Felice
Compositor – Berna Ceppas
Figurino – Reka Koves
Elenco: Babu Santana, Robson Nunes, Alinne Moraes, Laila Zaid, Cauã Reymond, George Sauma, Tito Neville, Renata Guida, Luis Lobianco, Bryan Ruffo, Paulo Carvalho, Valdinéia Soriano, Marco Sorriso
Produção – Rodrigo Teixeira, Raphael Mesquita, Rômulo Marinho Jr., Chris Bongrine, Fernanda Polastri

Nós Assistimos: Tim Maia - Não há nada igualhttps://impulsohq.com/wp-content/uploads/2020/12/tim-maia-1.jpghttps://impulsohq.com/wp-content/uploads/2020/12/tim-maia-1-150x150.jpgLucas Manoelfilmes & sériesAlinne Moraes,Antonia Pellegrino,Babu Santana,Bryan Ruffo,Cauã Reymond,George Sauma,Laila Zaid,Luis Lobianco,Marco Sorriso,Mauro Lima,Paulo Carvalho,Renata Guida,Robson Nunes,Tim Maia,Tito Neville,Valdinéia SorianoFacebook Twitter Instagram Youtube A biografia de um dos maiores nomes da música nacional chegou aos cinemas em 2014 e a aguardada história de Sebastião Maia, o rei brasileiro do soul, finalmente adentrava às telas brasileiras, porém o resultado não foi o esperado. Acompanhado de uma narração desde o primeiro minuto, o filme se...O Impulso HQ é um site e canal no YouTube dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!