Nascida em 26 de maio de 1966, Helena Bonham Carter é uma atriz britânica que já está eternizada na cultura pop. Completando 54 anos, Carter é conhecida pelos potterheads como Bellatrix Lestrange, mas também é reconhecida por ser a Rainha Louca de Alice no País das Maravilhas, pelas sua inúmeras colaborações com Tim Burton e, é claro, pelo seu papel de Marla Singer em Clube da Luta.

Para não deixar a data passar em branco, vamos discorrer mais uma vez sobre o polêmico filme de 1999 que adapta o livro homônimo de Chuck Palahniuk, e que traz consigo tantas interpretações e controvérsias que não importa quantas vezes você assista, você sempre verá algo novo. 

O quarto longa de David Fincher, Clube da Luta, é impecável, mas constitui uma arte profundamente fascista, niilista e intransigente. Fascinante, embora hipócrita, longa é uma denúncia descarada da cultura de outdoors que utiliza estrelas glamorosas e novas tecnologias para tornar possível sua realização.

Indiscutivelmente uma obra além de seu tempo, da cultura e de Hollywood. Filme exige certa atenção, pois há algo profundamente perturbador em uma obra que defende acriticamente a brutalidade em função da alienação e da não conformidade.

A produção tem os principais requisitos para o sucesso: diretor comercialmente comprovado, estrelas de grande nome, material ousado para atrair multidões e a inevitável controvérsia gerada pelo assunto. Mas seu apelo é tão limitado quanto o filme é confuso, por isso polarizou os críticos e audiências.

Clube da Luta sintetiza os dois trabalhos anteriores de Fincher, Seven e The Game, explorando as raízes da capacidade de depravação do homem e o inexplicável justaposto ao exame irônico e pós-modernista da forma e do conteúdo, do controle e do fingimento elaborado.

Contado em flashback, a história começa descrevendo a incursão de Edward Norton em grupos de encontro e apoio como um possível antídoto para sua insônia. Nunca identificado, Norton é chamado de Narrador.

Especialista em responsabilidade de uma grande empresa automobilística, sua vida é refletida em seu apartamento decorado com produtos de luxo encomendados em catálogos de marcas. Em uma viagem de negócios, ele conhece Tyler Durden (Brad Pitt), uma pessoa enigmática, solitária e inteligente. E até aqui já aconteceu muito mais coisa nas subtramas que você precisará rever o filme novamente.

Após seu condomínio queimar em um incêndio misterioso, o Narrador se muda com Tyler, dividindo sua casa úmida de três andares. Tyler, que fabrica seu próprio sabão, trabalha como projecionista e garçom.

O Narrador sucumbe rapidamente ao charme diabólico de Tyler e à sua honestidade abrasadora. No estacionamento de um bar, em uma explosão de camaradagem, os dois começam a se esmurrar, testando para ver quanta dor eles são capazes de causar e suportar. Gradualmente, suas brigas atraem uma multidão de espectadores e as lutas se tornam ritualizadas, explorando uma subcultura de homens agressivos e alienados, divididos por distinções de classe.

Todo sábado à noite, no porão do bar, lutas brutais e sem armas estabelecem uma ordem dominante, um grupo de super-homens nietzschianos com regras que todos adoram repetir, mas que de fato poucos cumprem.

Tyler se torna o catalisador da violenta rejeição do narrador à vida burguesa que ele tão assiduamente cultivou. Cada vez mais ele assume as características de Tyler. Dramaticamente, o conflito gira em torno de seu medo de que Tyler tenha saído do controle, quando o mesmo começou a usar a casa como base de uma rede terrorista para orquestrar o “Project Mayhem”, atos violentos de sabotagem corporativa.

E no meio de tudo isso temos Helena Bonham Carter,  que interpreta a disfuncional Marla, uma alma perdida devastada por drogas que se coloca entre os dois homens e é muito usada pelos dois. É a partir dela, e muito em partes, pela bela atuação de Carter, que percebemos que há algo muito destrutivo na relação Tyler e narrador. 

O filme é baseado em nojo e agressão para mostrar seu ponto de vista dramaticamente. Forma e conteúdo se fundem muito desconfortavelmente. O exame crítico da violência e suas repercussões que Fincher coloca na tela se tornam uma celebração, uma estética e uma ideologia, que vão ficando cada vez mais sádicas e cruéis. À medida que a história se desdobra, a estrutura social alternativa que Fincher imagina parece extraordinariamente superficial e incompleta.

Clube da Luta é uma produção muito bonita, mas é coercitiva e implacável. A cinematografia de Jeff Cronenweth é provavelmente a mais obscura já realizada em um grande filme de Hollywood. Com a ausência de luz natural, o filme se desenrola em uma sucessão de interiores subterrâneos e exteriores com luz negra que se tornam tão sufocantes quanto o filme.

Clube da Luta mostra exatamente o que pensar e dizer e ainda assim gera discussões sobre seu enredo há mais de 20 anos de seu lançamento.

Aniversariante da semana: Helena Bonham Carterhttps://impulsohq.com/wp-content/uploads/2020/05/helena-bonham-carter.jpghttps://impulsohq.com/wp-content/uploads/2020/05/helena-bonham-carter-150x150.jpgLucas Manoelfilmes & sériesnotíciasBrad Pitt,Clube da Luta,David Fincher,Edward Norton,Helena Bonham Carter,Jeff Cronenweth,Tyler DurdenFacebook Twitter Instagram Youtube Nascida em 26 de maio de 1966, Helena Bonham Carter é uma atriz britânica que já está eternizada na cultura pop. Completando 54 anos, Carter é conhecida pelos potterheads como Bellatrix Lestrange, mas também é reconhecida por ser a Rainha Louca de Alice no País das Maravilhas, pelas sua...O Impulso HQ é um site e canal no YouTube dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!