Completando 22 anos, Elle Fanning é uma das mais promissoras atrizes de Hollywood na atualidade. A irmã mais nova de Dakota Fanning, já participou de várias produções menores e independentes, mas foi ao lado de Angelina Jolie, em Malévola de 2014, que ficou conhecida pelo grande público.

Para fazer jus a carreira dessa jovem atriz, em seu aniversário destaco a sua presença como Zan, em “Como Falar com Garotas em Festa” (How to Talk to Girls at Parties), filme de 2017 que foi dirigido por John Cameron Mitchell.

Um dos aspectos mais subestimados da filmografia de John Cameron Mitchell é o quão sério e sem cinismo são suas obras. Ele valoriza a pureza da expressão emocional em todas as suas formas, a expressão da identidade de gênero em Hedwig (2001), a realização do amor em Shortbus (2006) ou a natureza consumidora do luto em Rabbit Hole (2010), isso o tornou o diretor ideal para assumir a tarefa nada fácil de adaptar o conto de ficção científica de Neil Gaiman, Como Falar com Garotas em Festas.

É o retrato da adolescência punk de Gaiman dando lugar à maturidade emocional, o filme resulta na colisão dos dois estilos, o punk inglês do final dos anos 70 e a ficção científica do início dos anos 70.
Mitchell coloca tudo em cena com maestria, muda o tom da cena assim como o da música, quebra todas as regras do cinema punk e é por isso que as pessoas parecem odiá-lo tanto.

Apresenta uma das performances mais estranhas e chocantes de Nicole Kidman e uma mais sedutora de Elle Fanning, como a jovem “heroína” do longa. Enn (Alex Sharp) é o jovem herói que cresceu em Croydon, e junto com os seus amigos estão ansiosos para ter suas primeiras aventuras românticas, quando se perdem no caminho para uma festa, eles acabam encontrando uma casa suburbana cheia de membros de um culto bizarro que usam látex. “Eles devem ser da Califórnia”, concluem os meninos, depois de ouvirem algumas músicas parecidas com o rock progressivo.

De fato, os membros do culto são de outro planeta, que vieram a Terra para uma missão de reconhecimento. Enn imediatamente se dá bem com Zan (Elle Fanning), uma jovem alienígena rebelde que está muito curiosa sobre o que ela chama de “colônia punk”.

Ao longo do filme, o exótico e o cotidiano estão em permanente estado de colisão. O cineasta gosta de colocar os alienígenas no coração do subúrbio de Londres e de mostrar Enn e Zann se divertindo em uma propriedade pública em ruínas. A princípio, os punks e os alienígenas se dão bem. Nenhum dos grupos é “normal”. Os punks parecem até achar charmoso que os alienígenas vomitem quando são beijados.

Como uma história sobre dores de crescimento, primeiro amor e uma adolescência punk cheia de germes, o filme tem muito charme. Elle Fanning e Alex Sharp mostram um relacionamento óbvio como o jovem casal de lados diferentes da galáxia

Quaisquer que sejam os seus exageros e excessos, este é um dos filmes mais estranhos e originais que você verá este ano e nos próximos.

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