Sem dúvidas, hoje ele é um dos astros de Hollywood mais requisitados no momento e estrela das maiores franquias de ação da atualidade. E se pensarmos que no começo da década de 90 isso seria algo inimaginável só podemos dar os parabéns de forma dupla para Dwayne Douglas Johnson, ou se você preferir, Dwayne “The Rock” Johnson, que com muito suor e carisma conquistou uma legião de fãs pelo mundo todo.

Completando 48 anos agora em 2 de maio, o ex-lutador profissional e ex-jogador de futebol americano universitário literalmente apanhou e lutou muito para chegar onde está, por isso, para marcar a data, iremos falar de um filme que ele demonstra a sua veia cômica e ao mesmo tempo todos os seus músculos de forma violenta, “Sem dor, Sem Ganho”, produção de 2013 marca o retorno de  Michael Bay aos filmes de ação raiz e traz a história de um trio que segue “o sonho americano” de se dar bem na vida, mas de forma tortuosa.   

Com roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely, filme adapta a estranha história real de três fisioculturistas que decidiram dar um golpe em um milionário para ficar com toda a grana e curtir a vida do jeito que eles sempre imaginaram que deveria ser, mas os fatos são tão extraordiariamente bizarros que no meio do longa você é avisado de que aquilo ainda é baseado em fatos verídicos.

Depois de dirigir três filmes consecutivos da franquia Transformers, Michael Bay ansiava uma volta às suas raízes: um projeto de baixo orçamento, baseado em eventos ridículos porém verdadeiros que aconteceram nos anos 90 em Miami.

A Paramount concordou em financiar o projeto como um acordo para Bay voltar a dirigir um quarto filme dos Transformers, antes de entregar o trono a outro diretor para futuros filmes.

Daniel Lugo (Mark Wahlberg, Os Infiltrados) é um instrutor de fitness , leva uma vida relativamente simples, que recebe um novo cliente, o abrasivo Victor Kershaw (Tony Shalhoub, MIB) na academia onde trabalha, a Sun Gym em Miami.

Frustrado por sua capacidade de sobreviver com um salário insignificante e enojado com os excessos da riqueza obscena de Kershaw, com a cabeça cheia de ideias de grandezas inspiradas pelo palestrante motivacional Johnny Wu (Ken Jeong), Lugo se une aos viciados em academia Paul Doyle (Dwayne Johnson) e Adrian Dorbal (Anthony Mackie, Vingadores Ultimato), a fim de sequestrar Kershaw e fazê-lo assinar documentos que deixariam a vida dos três muito mais fácil.

O plano funciona, em partes. Lugo logo entra em um escalão socioeconômico muito mais alto, aproveitando do bom e do melhor, Adrian consegue uma namorada e financiar o seu problema com um músculo que não funciona mais devido ao excesso de anabolizantes e Paul consegue consumir todas as drogas que o dinheiro consegue comprar.

Porém, quando o detetive particular Ed DuBois (Ed Harris, O Show de Truman) começa a rastrear o grupo, as pontas soltas, associadas à fuga de Kershaw em conjunto com o estado em que ele se encontra, logo começam a se desvendar.

Michael Bay foi chamado de muitas coisas, mas você nunca poderá acusar o ex-diretor de videoclipe de não ter um olho visual aguçado, o que ele não deixa de trazer em “Sem Dor, Sem Ganho”.

Cenas visualmente fantásticas e sobrenaturais com um tom desagradável e sombrio compõem grande parte do filme. Por mais surreal que seja a história, o estilo de edição de Bay, que utiliza uma variedade de ângulos de câmera e métodos de fotografia que ele adquiriu desde Bad Boys até hoje, ajuda a fundamentar o enredo em uma perspectiva próxima.

O elenco liderado por Mark Wahlberg, sempre bem educado e com planos mirabolantes, se coloca em situações loucas e inimagináveis. O ex-lutador da WWE Dwayne Johnson está tão sutil quanto uma marreta quando no efeito da cocaína e assume as sequências mais engraçadas e violentas do filme. Sua atuação é engraçada e convincente, até mesmo quando ele oferece o seu dedo decepado a um Chihuahua.

Anthony Mackie, fazendo um marombeiro fiel seguidor da palavra de Deus fica meio apagado com a atuação dos dois anteriores e Ed Harris consegue conectar tudo com maestria e experiência.

Apesar das falhas óbvias, uma delas é a duração (mais de duas horas!), não podemos reclamar do resultado final. Depois de duas décadas de carreira, todos sabemos o que esperar de um filme de Michael Bay, um homem cujas limitações artísticas foram estabelecidas há muito tempo.

No entanto, da maneira típica do diretor, o filme é um conto altamente divertido, entregue com todo o talento da sua câmera videoclipnística com cenas mega elaboradas. “Sem dor, Sem ganho” prova que Bay ainda pode dirigir produções de baixo orçamento, assim como foi um dos melhores filmes de sua carreira, Bad Boys (1995).

Aniversariante da semana: Dwayne Johnsonhttps://impulsohq.com/wp-content/uploads/2020/05/dwayne-johnson-impulsohq.jpghttps://impulsohq.com/wp-content/uploads/2020/05/dwayne-johnson-impulsohq-150x150.jpgLucas Manoelfilmes & sériesnotíciasAnthony Mackie,Dwayne Johnson,Ed Harris,Johnny Wu,Mark Wahlberg,Michael Bay,Pain & Gain,Sem Dor Sem Ganho,Tony ShalhoubFacebook Twitter Instagram Youtube Sem dúvidas, hoje ele é um dos astros de Hollywood mais requisitados no momento e estrela das maiores franquias de ação da atualidade. E se pensarmos que no começo da década de 90 isso seria algo inimaginável só podemos dar os parabéns de forma dupla para Dwayne Douglas Johnson,...O Impulso HQ é um site e canal no YouTube dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!