Eterna, diva, referência, rainha. Você pode escolher qualquer um desses adjetivos, ou até qualquer outro, quando se referir a Audrey Hepburn.

Atriz e filantropa, a estrela britânica nascida em 4 de maio de 1929 em Bruxelas, brilhou dentro e fora das telonas, sendo inclusive sendo nomeada Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF em 1989.

Para não deixar passar essa data em branco, hoje falarei sobre Breakfast at Tiffany’s, ou se você preferir, Bonequinha de Luxo, filme de 1961 e que notoriamente foi o papel mais conhecido de Hepburn, no qual ela recebeu a sua quarta indicação ao Oscar de Melhor Atriz e foi nomeada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia ou Musical.

Há um ano de completar 60 anos, Bonequinha de Luxo me trouxe uma dúvida: o que um cineasta com a vanguarda de Billy Wilder ou Alfred Hitchcock poderia ter feito com o romance de Truman Capote?

Isso porque Blake Edwards e o roteirista George Axelrod transformaram a história azeda de uma socialite de Nova York em uma fantasia romântica açucarada.

A trama apresenta o galã da época, George Peppard, como Paul Varjak, um escritor com bloqueio criativo que fica fascinado e perplexo com a excentricidade de sua vizinha Holly Golightly (Audrey Hepburn).

E não estranho se espantar com Holly e a sua dualidade: em um minuto, ela dá festas hedonistas e procura por solteiros mega ricos, noutro, ela está lutando com mudanças de humor e meditando sobre a separação de seu irmão que está no exército.

A brilhante fotografia de localização e a trilha fenomenal de Henry Mancini, não conseguem camuflar completamente os pontos cegos do filme, com destaque para o personagem grotesco de Mickey Rooney, que interpreta um fotógrafo japonês.

Vale dizer também que a suavidade do desempenho de Peppard ou a superficialidade de algumas de suas observações psicológicas também são pontos fracos da obra.

No entanto, Bonequinha de luxo ainda exerce um charme duradouro na história cinematográfica, principalmente, por causa do equilíbrio e da beleza de Hepburn. Sua entrada de Givenchy, percorrendo uma rua deserta antes de olhar para a vitrine da Tiffany, é um momento de pura admiração.

Esse momento de admiração se tornou eterno no olhar de seus milhares de fãs que idolatram Hepburn (veja Lady Gaga, por exemplo) que nunca se cansam de exaltam a atriz que conseguiu ir além do seu tempo e se tornou símbolo de elegância, talento e filantropia.

Bonequinha de Luxo pode até ficar no passado, Audrey Hepburn não.

https://impulsohq.com/wp-content/uploads/2020/05/Audrey-Hepburn.jpghttps://impulsohq.com/wp-content/uploads/2020/05/Audrey-Hepburn-150x150.jpgLucas Manoelfilmes & sériesnotíciasAudrey Hepburn,Blake Edwards,Bonequinha de Luxo,George Axelrod,Mickey Rooney,Truman CapoteFacebook Twitter Instagram Youtube Eterna, diva, referência, rainha. Você pode escolher qualquer um desses adjetivos, ou até qualquer outro, quando se referir a Audrey Hepburn. Atriz e filantropa, a estrela britânica nascida em 4 de maio de 1929 em Bruxelas, brilhou dentro e fora das telonas, sendo inclusive sendo nomeada Embaixadora da Boa Vontade...O Impulso HQ é um site e canal no YouTube dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!