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Entrevista: Krisnas – Quadrinhista

Por Renato Lebeau | 10 março de 2010

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Antonio Krisnas,vulgo Antonio Carlos Gomes, é Carioca nato, nascido em 1948 no Rio de Janeiro, no dia de São João, cresceu no Largo do Machado, além de desenhista, é músico, programador visual, estudioso da Cultura Negra, rubronegro e salgueirense.

Após descocobrir o trabalho de Getúlio Delphin, iniciou sua carreira nas editoras Vecchi e Bloch, nessa última trabalha por mais de 10 anos.

Atualmente ainda produz quadrinhos, por exemplo o álbum Zumbi, tiras do Meenguito, um urubu torcedor fanático pelo Flamengo e toca baixo profissionalmente na banda do cantor Luiz Meodia.
Com vocês: Krisnas!

Rod Gonzalez: Como começou a curtir quadrinhos?
Krisnas:
Ainda pequeno, descobri alguns livros ilustrados pertencentes ao meu pai, de todos era “Carlos Magno e seus Cavaleiros”, o meu preferido, suas ilustrações seqüenciadas reproduziam a saga daquele rei francês e seus heróicos paladinos, numa Idade Média repleta de mistérios e magia.

Ficava horas rabiscando nos espaços vazios das páginas do livro, criando histórias e seqüências para aquelas aventuras. Creio que à partir daí comecei a curtir o desenho seqüenciado mesmo sem entender bem aquilo que mais tarde se transformaria na minha paixão pelos quadrinhos.

R.G.: Quando descobriu que tinha talento para o desenho?
Krisnas:
Essa descoberta começou cedo também, minha mais remota lembrança vem lá pelos idos de 1955, quando vi pela primeira vez as histórias em quadrinhos do “Fantasma” impressas em preto e branco num formatinho de bolso, tomei gosto pelo traço tosco e cru do desenhista Wilson McCoy, começando então à copiá-lo e à inserir algumas cenas nas minhas próprias histórias.

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SuperMiolos

Por MacAssis | 5 março de 2010

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Ao contrario do que muita gente pensa, quando Mark Millar inseriu nas páginas de Quarteto Fantástico Ultimate (publicada em Marvel Millennium Homem-Aranha 56 a 58) um mundo dominado por zumbis, ele queria apenas fazer graça, e muita, com a maneira carinhosa pela qual Stan Lee se referia ao tipo de fanatismo de um certo grupos de fãs, capazes de idolatrar qualquer porcaria que publicassem com seus personagens favoritos: eram os  Marvel Zombies – ou Zumbis Marvel.

A história fez tanto sucesso que acabou dando origem a uma série de histórias baseadas na premissa de um universo Marvel totalmente habitado por zumbis.

Todo bom fã de HQ’s sabe que não são poucas as vezes em que roteiristas buscam sua inspiração em filmes e livros dos mais variados tipos (na verdade, fica muito feio quando um autor tenta esconder suas fontes de inspiração, como é o caso do seriado Heroes).

O problema é encontrar um bom material de referência, consistente com o universo dos heróis  e ao mesmo tempo capaz de cativar a atenção dos leitores.
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