Posts com a Tag ‘Will Eisner’

Quadrinhos no Centro da Cultura Judaica

Por Renato Lebeau | 10 março de 2010

hq_expo_judaica

Visto no Cultura Judaica

Nos meses de março e abril o Centro da Cultura Judaica apresenta em sua programação o tema “quadrinhos”, tendo como ponto de partida a exposição Do Superman ao Gato do Rabino, co-realizada pelo Museu de Arte e de História do Judaismo de Paris e pelo Museu de História do Judaismo de Amsterdam.

Em março, o público participa de atividades com o quadrinista e artista visual Tiago Judas, passeia pelas obras de Abie the Agent, Superman, MAD, Crumb, Sfar, entre outros, consulta gibis raros, degusta biscoitinhos de super-heróis, assiste ao imperdível Tampopo, bate papo com Arrigo Barnabé e ouve histórias adaptadas das obras de Will Eisner.

Ao mesmo tempo, o CCJ segue com a mostra Aba Sheli: Meu Pai – pinturas de Émile e Isabelle Tuchband, com obras que misturam paisagens do Brasil e da França em trabalhos de duas gerações de artistas.

(mais…)

tHeatro Q

Por Mariá Coelho | 5 março de 2010

death_note_teatro

Caracterização de um personagem de Death Note para o teatro

É isso mesmo! O nome da coluna é tHeatro Q, uma mistura de teatro com HQ, ou seja, farei a relação entre teatro e HQ (sim, eu gosto de explicar tudo nos mínimos detalhes. Para mim nada é auto-explicativo. Não, não estou tratando ninguém como criança ao fazer isso, all right?).

Sim, dá pra relacionar teatro com HQ desde quando Einstein disse que tudo é relativo. Mesmo antes dele falar isso tudo era relativo. Dá pra relacionar alhos com bugalhos e até coisas que aparentemente e foneticamente não tem relação como parafuso e  andorinha, teatro e HQ….

Tá, vai! A relação não está tão longe. Aposto que vocês, sozinhos, conseguem perceber várias coisas similares entre esses dois mundos. Por exemplo: criação de personagem, trama, roteiro, cenário, figurino…..

Daí, vocês vão dizer que a relação que eu vou traçar é a mesma que existe entre cinema e quadrinhos. Bom, pode ser…. Será? É o que vocês, ou melhor, nós vamos ver.

Pensando cinema e quadrinhos como não falar de Batman, O Homem Aranha, Sin City e V de Vingança? Sem falar do Asterix e  Obelix. Ás vezes essas versões não ficam muito boas, mas às vezes ficam melhores, ou tão boas quanto o original.

(mais…)

Lançamento: Assunto de Família

Por Renato Lebeau | 30 novembro de 2009

assunto_de_familia

Uma obra-prima vigorosa e pungente de Will Eisner, o pai da graphic novel e o criador de The Spirit!

Famílias são fisicamente indistinguíveis umas das outras. Elas não usam insígnias. Elas são, afinal de contas, unidades tribais cujos membros estão lá graças a um evento biológico. E elas são unidas por um núcleo magnético que, às vezes, não parece ser nem amor, nem lealdade.

Em um período de vinte e quatro horas, os segredos mais sombrios de uma família são revelados. Em um período de vinte e quatro horas, memórias há muito suprimidas vêm à tona – traição, depravação, ganância, incesto e coisas ainda piores. Em um período de vinte e quatro horas, uma família estremecida se reúne, simplesmente para ser destroçada.

(mais…)

Existe preconceito contra o uso hqs nas escolas?

Por Renato Lebeau | 24 novembro de 2009

hqs_nas_ecolas

Visto na Revista Bravo – por Gabriela Rassy

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e o Ministério da Educação distribuíram duas HQs consideradas impróprias para escolas públicas, entre elas títulos consagrados como “Um Contrato com Deus”, de Will Eisner. O problema é inadequação à faixa etária ou existe resistência ao uso dos quadrinhos na educação formal de crianças e jovens?

A graphic novel “Um contrato com Deus e outras histórias de Cortiço”, de Will Eisner. O livro foi considerado inadequado pela cena acima e por outra de violência doméstica. Preconceito?

Em maio desse ano, o projeto Ler e Escrever da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo distribuiu 1216 exemplares do livro Dez na área, um na banheira e nenhum no gol para alunos do terceiro ano do ensino fundamental. O livro, feito para o público adulto, reúne 11 histórias em quadrinhos de diversos autores que falam sobre futebol e, como o tema sugere, usam palavrões e uma linguagem que foi considerada por algumas escolas inadequada para crianças. Segundo nota divulgada pela Secretaria, os livros foram recolhidos antes de chegar às mãos dos estudantes.

(mais…)

Livro com palavrão é polêmica nas escolas públicas de Minas

Por Renato Lebeau | 6 outubro de 2009

hq_com_palavrao

Diretor, Ermelindo Martins vê com ressalvas história em quadrinhos – foto de Marcelo Sant’anna/EM/D.A Press

Visto no Uai! – por Glória Tupinambás / Estado de Minas

Federação de pais e alunos condena obra didática com texto obsceno no ensino público.  Professores defendem linguagem.

Palavrões, textos obscenos, xingamentos e agressões verbais. Esses são os ingredientes que fazem pais e professores declararem guerra contra alguns livros didáticos e obras literárias usadas nas salas de aula e bibliotecas de escolas públicas de Minas Gerais. Moralismo ou mau exemplo? A polêmica está lançada.

De um lado, educadores defendem o estudo desses conteúdos com orientação pedagógica, pois eles podem ajudar no ensino das diferentes formas de linguagem e até mesmo na educação sexual dos jovens. Do outro, estão os mais resistentes, que acreditam que o papel da escola não é escancarar nas páginas dos livros tudo o que os pais querem afastar do cotidiano dos filhos.

A discussão gira em torno de dois títulos: Viver, aprender unificado e Um contrato com Deus e outras histórias de cortiço. O primeiro deles, da Editora Global, traz gírias e palavrões condenados pela Federação das Associações de Pais e Alunos das Escolas Públicas de Minas Gerais (Fapaemg).

(mais…)

Curso de Extensão de HQ

Por Renato Lebeau | 2 outubro de 2009

curso_extensao_hq

Visto no Recado Devir

Será realizado, entre os dias 13 de outubro e 17 de dezembro, sempre às terças e quintas, a partir das 14:00 (total de 72 horas/aula), o 2º Curso de Extensão – Criação e Roteirização de Histórias em Quadrinhos . As inscrições estão abertas.

O curso será realizado pelo departamento de comunicação da UEL e coordenado pelo Prof. José Abílio Perez Junior .

O programa completo do curso:

A história das histórias em quadrinhos;
As múltiplas linguagens dos quadrinhos (histórias em quadrinhos, charge, cartum e tiras);
Os diferentes estilos de quadrinhos (comics [quadrinho americano], mangá [quadrinho japonês], manhwa [quadrinho coreano] e quadrinho europeu);
O quadrinho brasileiro (infantil, humor e adulto);
Grandes mestres do quadrinho nacional ( Lourenço Mutarelli , Flávio Colin , Julio Shimamoto , Gedeone Malagola , Rodolfo Zalla , Eugenio Colonnese , Claudio Seto , etc).

(mais…)

A vida real em quadros

Por Renato Lebeau | 7 agosto de 2009

a_vida_em_quadros

Visto no Catraca Livre – Beatriz Monteiro

Em tempo:

O 13º Festival de Cinema Judaico apresenta amanhã, 7, o documentário sobre um dos maiores quadrinistas de todos os tempos, Will Eisner. Criador do herói Spirit, Eisner nasceu em Williamsburg, Brooklyn, e viveu na época em que os quadrinhos eram preciosidades do jornal. Influenciado por seu pai, um sonhador, pintor de cenários, e desencorajado por sua mãe, que não via como os quadrinhos poderia reservar ao seu filho o melhor dos mundos, o filme traz também depoimentos de outros artistas e escritores como Gil Kane e Joe Kubert.

Will Eisner

O documentário traz depoimentos emocionados de Eisner sobre sua família, e relatos sobre a infância. “Eu me lembro de passar minhas férias na escada de incêndio por não ter dinheiro”, comenta o artista.

(mais…)

Douglas Wolk e o papel contemporâneo das HQs

Por Renato Lebeau | 21 julho de 2009

falando_sobre_hq

Visto no Universo HQ

O que faz de Reading Comics – How Graphic Novels Work and What They Mean, de Douglas Wolk um dos bons livros sobre este meio é que ele o trata exatamente desta maneira: quadrinhos como meio de comunicação e cultura com particularidades e linguagem que o colocam entre as principais formas de expressão deste e do século passado.

Refletir sobre as histórias em quadrinhos, o modo como elas se disseminaram como parte da cultura dos séculos XX e XXI e sua prevalência como meio sensível às transformações sociais e culturais é o mote do autor.

Douglas Wolk em Reading Comics divide sua reflexão em dois momentos aparentemente distintos, mas que se complementam no fim.No primeiro, o autor empreende uma análise sobre o meio de comunicação que encerra as histórias em quadrinhos, seus referenciais, suas transformações e as implicações resultantes delas.

(mais…)

Quadrinhos proibidos

Por Denilson Reis | 17 julho de 2009

hq_proibida

Fiquei surpreso com a notícia de que a Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul proibiu as obras do Mestre da arte seqüencial Will Eisner: o Jogador, Um Contrato com Deus e O Nome do Jogo.

Logo que li a notícia, corri até a biblioteca do colégio onde trabalho para conversar com a bibliotecária, que me mostrou o ofício da SEC e as obras retiradas das estantes, que foram embrulhadas para posterior envio até a Coordenadoria de Educação da Região.

Will Eisner é considerado um dos principais artistas do quadrinho mundial. Nos Estados Unidos, o principal prêmio anual do quadrinho, uma espécie de Oscar, chama-se Eisner Awards. Foi responsável por criar o personagem Spirit, um detetive no estilo super-herói, embora sem poder algum. Ao parar de desenhar Spirit, Eisner dedicou-se a produzir obras realistas abordando o cotidiano das pessoas.

(mais…)

Will Eisner, o guru dos quadrinhos

Por Renato Lebeau | 17 julho de 2009

will_eisner_spirit

Visto no Giornaletto

William Erwin Eisner foi um dos mais importantes nomes dos quadrinhos neste século e uma das maiores influências no desenvolvimento do gênero.

Depois de alguns trabalhos variados, como Sea Hawks e Sheena, rainha da selva, Eisner teve a idéia de criar um personagem completamente novo para as séries de domingo, alguém que nem mesmo usaria roupas especiais para lutar contra os criminosos. Ele se vestiria à paisana, usaria uma máscara (a qual, anos depois, Eisner confessaria odiar desenhar) para ocultar sua identidade, chapéu e luvas e nada mais que pudesse identificá-lo como um combatente do crime.

The Spirit era uma história muito incomum, é sobre um detetive mascarado, Denny Colt, um herói sem super poderes que protege os habitantes da cidade fictícia de Central City. Ele vivia num cemitério, tendo por fiel assistente um jovem negrinho, o pobre Ebony White. Ele não tinha poderes especiais nem apetrechos para ajudá-lo; ele não tinha nem mesmo um veículo próprio. Seu cartão de apresentação era uma pequena lápide e ele não vencia sempre ao final das histórias. The Spirit poderia ser definido como um cidadão comum lutando por seus direitos.

(mais…)