Posts com a Tag ‘resenha’

Resenha HQB: Gibi Gibi nº1

Por Renato Lebeau | 28 março de 2012

Sempre que me dizem a sensação que era ler uma revista em quadrinhos underground nos anos 1980 eu imaginava como eram essas publicações. Claro que nada me impede de ir a algum sebo e ir procurá-las, mas sempre fica a pergunta: como seria esse sentimento?

Finalmente, depois de quase 15 anos comprando quadrinhos, eu posso dizer que descobri como é essa sensação graças à publicação independente Gigi Gibi º1 de Heitor Yida, Luiz Berger, Mateus Acioli, com as participações de André Berger e Vandão Miranda. E resumindo em poucas palavras, Gibi Gibi é uma publicação para os fortes!

Ok, ok… vamos explicar. Gibi Gibi tem cara de revista independente underground desde o início. Apesar da capa parecer pouco atrativa, essa contém apenas o título da revista ocupando mais que a metade da área, o efeito reticulado do fundo gera uma sensação gráfica interessante. A capa azul impressa em um papel que lembra muito a textura do craft, já passa a aspereza ou a falta de delicadeza que você vai encontrar nas páginas da publicação.

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Resenha HQB: Não Fui Eu nº1

Por Renato Lebeau | 22 março de 2012

Escrito e desenhado por André Valente, “Não fui eu nº1” é uma produção independente que carrega consigo as características de uma boa HQ autoral: a liberdade criativa de uma mente sem limites.

Quando dizemos liberdade criativa nos referimos tanto ao estilo gráfico como os temas e os direcionamentos das histórias. Não estranhe se você se perguntar: “como André conseguiu pensar nisso”, pois esse é justamente um dos grandes atrativos dessa edição.

Diversão também não falta para quem é beatlemaníaco. A primeira história “Goldem Islambers” faz uma brincadeira com as músicas dos rapazes mais famosos de Liverpool. Dentro dela estão escondidas 17 canções, e o autor ainda avisa que os primeiros 20 leitores que enviarem a lista correta com os nomes das músicas ganharão um desenho do seu beatle favorito. A equipe do Impulso HQ não sabe se os 20 já enviaram, mas não custa tentar, vai que você dá sorte?

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Resenha HQB: Rap Dez

Por Renato Lebeau | 20 março de 2012

Quem conhece pessoalmente Márcio Baraldi já pode presenciar o seu discurso e conferir a sua presença marcante. A sua grande estatura corresponde ao seu tom de voz que declama a sua mais forte característica: a vontade de falar o que pensa.

Isso é refletido em suas obras? Com certeza, e Rap Dez, o mais recente álbum de autor, é mais uma vez, um reflexo direto de Baraldi! No entanto, o cartunista inova ao criar um personagem rapper, e mantém a rima em todos, eu disse TODOS, os quadrinhos do livro.

Em 52 páginas o cartunista aborda mais de vinte assuntos, sempre de maneira clara e levando a reflexão. Essa característica do refletir não é à toa, além de ser algo sempre presente nos álbuns de Baraldi, Rap Dez é o tipo de HQ direcionada à formação de uma mente jovem conscientizada.

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Resenha HQB: Vermelho, Vivo

Por Renato Lebeau | 15 março de 2012

Há muito mais dentro de nós do que demonstramos. O nosso verdadeiro eu, ou o que nos define não está estampado em nossa face. “Vermelho, Vivo”, de Cristina Judar e Bruno Auriema, trata dessa e de outras questões.

Publicado pela Devir Livraria no fim de 2011, a dupla repete a parceria já realizada no álbum Lina, e mais uma vez consegue nos apresentar uma história que prende a atenção do leitor, seja pelos belos desenhos de Bruno, ou pelo roteiro que nos apresenta uma personagem interessante e complexa: Clara Martins.

Durante o álbum o leitor é apresentado a uma mulher que aparentemente tem uma vida norma: casa, emprego, e é claro, um trauma de infância. E o que seria de muitas personalidades sem essa peculiaridade?

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Resenha HQB: Ditadura no Ar

Por Renato Lebeau | 13 março de 2012

Pegue todos os conceitos de uma novela policial, junte com um clima noir, adicione o trabalho de dois autores da nova geração, e leve tudo isso para uma das épocas mais negra do Brasil. O resultado? A excelente HQ Ditadura no Ar, de Raphael Fernandes e Abel.

Não leitor, você não está enganado, é o mesmo Raphael Fernandes que edita a MAD, tradicional revista em quadrinhos de paródias e humor escrachado, mas em Ditadura no Ar, o editor demonstra a sua habilidade como roteirista em uma HQ séria, envolvente e cheia de suspense.

Antes de falar mais sobre a versão impressa, vamos contextualizar: Ditadura no Ar nasceu dentro do blog Contraversão, administrado por Raphael Fernandes, em 2011 no formato de tiras semanais. A parceria com o desenhista Abel é resultado de uma amizade iniciada em 2009 durante o FIQ, e nada mais natural que a versão impressa tenha ganhado vida justamente no Festival Internacional de Quadrinhos seguinte.

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Resenha HQB: Dois Reis – Volume Zero

Por Renato Lebeau | 8 março de 2012

Para os desavisados: a verdade dói e a amizade sincera pode doer mais ainda!

Não estranhe por começarmos o texto dessa maneira. Depois de ler Dois Reis – Volume Zero, você vai entender. A publicação independente é uma coletânea das tiras Dois Reis, nascida em 1999 e publicada pela primeira vez em 2004 na publicação espanhola Consequências, que reunia autores brasileiros.

O autor Karmo afirma que a tira nasceu como um exercício de aprimoramento de seu texto, e o tema no início era a amizade e o cinismo. Os exercícios funcionaram e muito bem! O que encontramos no álbum é um texto sincero, mesclado com poesia, que de tão verdadeiro chega a machucar. Mas nem tudo é dor, algumas verdades até que nos fazem rir.

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Resenha HQB: Oeste Vermelho

Por Alexandre Manoel | 6 março de 2012

Oeste vermelho se passa, como o título sugere, no “bom” e velho Velho- oeste.

Mas este é um oeste mais fantástico, povoado por ratos de origem humilde: pequenos agricultores, donos de bares e donas de casas que, de uma hora para outra, se vêem diante de um eminente ataque de gatos.

Com toda a sua cidade destruída e sua família dizimada, Frank Jones – o único rato sobrevivente do massacre – parte em busca de vingança contra o bando de gatos assassinos.

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Resenha HQB: 3 Tiros e 2 Otários

Por Renato Lebeau | 27 fevereiro de 2012

Rápido e contagiante como um palavrão bem falado. Assim é 3 Tiros e 2 Otários de Daniel Esteves (roteiro) e Caio Majado (arte). Quem já teve a oportunidade de conhecer a dupla, reconhecerá nas páginas um pouco da personalidade e irreverência dos autores.

Na apresentação da publicação, Esteves afirma que toda a ideia inicial surgiu de um sonoro palavrão e não há como negar que a narrativa segue essa característica, e talvez por isso, seja tão prazerosa. Afinal, outra dupla já afirma em seu show de stand-up comedy: “Nada mais prazeroso um palavrão. Um @%#$*! bem dado relaxa,
desestressa e coloca nos eixos.”

O grande mérito de 3 Tiros e 2 Otários é que a obra consegue ser o que ela se propõe: ela não é cult, ela não quer ser um divisor de águas e não quer mudar o mercado editorial de HQs. Ela é quadrinho puro, feita para entreter e passar o tempo.

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Resenha HQB: Rei Emir Saad – o monstro de Zazarov

Por Renato Lebeau | 24 fevereiro de 2012

Apesar de ser um nome desconhecido para alguns, o Rei Emir Saad, ou melhor, o Bom Emir, já governa o povo de Ziniguistão desde 2007, isso pelo menos nas tiras semanais do autor André Dahmer, no portal G1.

Publicado pela editora Barba Negra, o álbum é uma coletânea das melhores tiras do ditador, que um dia já teve um coração (quando era garoto), mas lendo as passagens cômicas do personagem, o leitor ficará em dúvida sobre essa afirmação (que o Bom Emir não leia isso).

André Dahmer segue a fórmula que o já consagrou: síntese gráfica, desenhos simples e um humor negro impecável. Se você não é adepto das piadas politicamente corretas, o álbum irá agradar e muito.

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Resenha HQB: Valente Para Sempre

Por Renato Lebeau | 22 fevereiro de 2012

Vitor Caffagi já é um nome conhecido no meio dos quadrinhos independentes, seja por suas tiras do Puny Parker, ou por sua brilhante participação no álbum MSP 50 com a história emocionante e apaixonante do Chico Bento. Como característica do seu trabalho, podemos dizer que o elemento mais marcante é a sensibilidade.

E em Valente Para Sempre, Vitor mais uma vez utiliza a sua capacidade de transformar uma história aparentemente comum, que possivelmente todos nós já passamos, em uma narrativa leve e sensível, e ainda a completa com toques de humor.

Fato: o coração apronta cm nós pobres mortais e o destina sempre pega peças nos apaixonados. Mesmo para o sujeito mais comum, estar apaixonado pode ser a maior emoção de sua vida, e é justamente esse olhar que Vitor nos apresenta em seu álbum de tiras.

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