
Como especial dessa semana, o Impulso HQ traz uma entrevista exclusiva com a Multi Editores, empresa que entra no mercado de HQ com a proposta de fazer parte da rotina de leitores e colecionadores com quadrinhos periódicos da mais alta qualidade.
Na entrevista você fica sabendo sobre quais os próximos projetos da editora, se ela pretende investir na produção nacional, e quais são os selos que pretende publicar aqui no Brasil.
Atualmente a Multi Editores lançou a obra “O Terceiro Testamento”, e você leu aqui no Impulso HQ, sobre a obra e suas características.
A equipe do Impulso HQ agradece a atenção da editora Multi Editores que disponibilizou o seu tempo para responder para os leitores que sempre acompanham as novidades aqui do site, fiquem com a entrevista:
Impulso HQ: Qual a proposta da Multi Editores para a publicação de Hqs? Vocês pretendem trazer para o Brasil algum gênero específico?
Multi Editores: A Multi Editores propõe-se a publicar quadrinhos de alta qualidade, sem restrições a apenas alguns gêneros.
Faremos diferentes coleções para agrupar títulos de temática e formato gráfico semelhantes.
Na coleção inaugural da editora, a Coleção Faísca, iniciada pela série “O Terceiro Testamento”, serão concentrados quadrinhos de aventura e suspense, com narrativas mais elaboradas.
Mas também já está em fase de elaboração a coleção Vazy-Moló, nome vindo de uma expressão francesa, que significa algo como “pega leve, fica frio”, que terá quadrinhos de humor, com uma linguagem coloquial e formato diferenciado.
Neste primeiro momento, a Multi Editores traz quadrinhos estrangeiros para o Brasil, proporcionando, aos entusiastas pela nona arte, acesso a um material que é admirável pelo primor artístico e narrativo.
Em um futuro próximo, pretendemos publicar também quadrinhos nacionais.
IHQ:”Terceiro Testamento” é de origem francesa e não engloba o universo de super-heróis, por que publicar esse tipo de obra? A Multi Editores acredita que existe público para esse tipo de narrativa aqui no Brasil?
M.E.: Acreditamos que nem somente de super-heróis vive o apaixonado por quadrinhos.
Pelo contrário, acreditamos ser essa uma maneira preconceituosa de nivelar os leitores de quadrinhos e que existe, sim, um público ávido por outros tipos de produções de alta qualidade narrativa e artística.
Bandas desenhadas cuidadosamente feitas, como é o caso das franco-belgas como “O Terceiro Testamento”, são sempre bem-vindas pelo público que é conhecedor de quadrinhos e reconhecedor da arte que há neles.

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