Confesso que não esperava muita coisa desse álbum.
Na verdade, essa onda de adaptações de obras literárias não me causa muita empolgação. Mesmo porque os livros em que são baseadas essas adaptações também não me causavam muita empolgação nos meus anos de ensino médio – afinal, e vocês devem concordar comigo, um adolescente de 16 anos, explodindo de hormônios, tem coisas muito mais interessantes a fazer do que ficar em casa lendo um catatau de 300 páginas somente porque é uma leitura obrigatória em vestibular (que eu nem sonhava em fazer).
Mas os tempos são outros, o amor pela leitura é maior e não há, pelo menos no meu caso, nenhuma pressão para ler algo – aliás, defendo a idéia de que forçar alguém a ler é um grande desserviço à tentativa de se criar o hábito de leitura. Por isso, e por mais outros motivos inexplicáveis para mim, resolvi arriscar uma folheada pela obra.
E, logo de cara, fiquei muito impressionado com as cores da edição: uma paleta vigorosa, atraente e que representa tão bem a beleza tropical de nosso país.







