A seguir a nona e última parte da entrevista com Philippe Druillet.
Nesse trecho ele revela os seus planos para o futuro e em quê ele está trabalhando atualmente.
Mais uma vez agraeço a Joaquim Ghirotti, realizador da entrevista, que sem ele essa série de posts não seria possível.
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O que o futuro reserva para Philippe Druillet?
“Eu tenho uns quarto ou cinco projetos atualmente, tenho uma exposição à caminho, aqui em Paris, talvez uma seqüência pra Salammbô, estou trabalhando em um filme, e talvez esse novo quadrinho, mas não acho que farei muito mais quadrinhos, sem grandes pretensões, eu acho que já disse tudo.
Mas, talvez, quem sabe fazer a última aventura de LoneSloane, um testamento. Tenho um projeto de filme que seria uma opera em 3D, no qual eu seria co-realizador, estamos fazendo, mas não é certeza de que o filme aconteça, estamos levantando a produção. Tenho vários projetos ao mesmo tempo.
Quadrinhos são algo muito particular, eu fiz muito, é algo muito difícil, é um trabalho de monge, (aponta para uma ilustração original de Yragael na parede, gigantesca e intricada, desenhada em uma folha A3) te desgasta muito, cansa, então quero passar para outras coisas.
Gosto de design de móveis, é fabuloso, vai rápido e eu gosto disso. Mas tenho o desejo desse último álbum de quadrinhos, como os músicos que falam de seu último disco. Fiz muito disso, não tenho mais vontade de fazer a mesma coisa por tanto tempo. É complicado por que quando você embarcou em um quadrinho, é ótimo, por que você vê as coisas evoluindo gradualmente.
Agora estou trabalhando no álbum Delirius II, mas o roteiro não me convence, é bom, mas me cansa um pouco, não sei se vai sair.










