Posts com a Tag ‘Heavy Metal’

O Baronato de Shoah

Por Renato Lebeau | 12 fevereiro de 2010

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Primeira obra literária de José Roberto Vieira fora do mundo virtual será lançada pela Editora Draco.

O livro está no processo final de edição e sairá com um aspecto diferenciado, mais voltado ao público que curtia a revista “Heavy Metal” e similares, e promete agradar e muito os fãs de HQs.

Confira a sinopse:
O romance de estréia de José Roberto Vieira é uma fantástica aventura em um mundo sombrio que remete ao Steampunk, videogames, animações e RPG, onde passado, presente e futuro se encontram numa fórmula emocionante.

Sehn Hadjakkis é um Mashiyrra, um Escolhido. Desde seu nascimento ele foi eleito para ser um soldado da Kabalah, a elite do exército e liderar as forças do Quinto Império contra seus inimigos, os Legisladores.

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Felipe Sobreiro concorre no Zudacomics

Por Renato Lebeau | 27 abril de 2009

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O colorista brasileiro Felipe Sobreiro atualmente está concorrendo na Zudacomics com uma webcomic chamada EARTHBUILDERS, uma história de ficção científica, escrita por Abraham Martínez e R.G. Llarena e desenhada por Axel Medellín, Felipe foi responsável pelas cores e letras da HQ.

A concorrência é mensal, cada vez são 10 webcomics concorrendo pela chance de continuar, se ganhar a historia segue além das 8 páginas de amostra que estão no site, o time é remunerado e abre a opção de que a DC (dona da Zuda) publique mais adiante a historia em impresso.

Felipe é o único brasileiro do time que concorre, os outros são todos mexicanos.

Felipe Sobreiro já publicou na Popgun Anthology da Image, na Heavy Metal Magazine e em alguns títulos da BOOM! Comics.

Clique aqui
para conferir as 8 páginas de Earthbuilders disponíveis no Zudacomics (em inglês).

Resenha HQB: NFL Comics

Por Alexandre Manoel | 25 fevereiro de 2009

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Eis que, finalmente, a revista NFL Comics chega às mãos de seus leitores! A versão em quadrinhos do NFL zine (veículo independente voltado principalmente para a música) já era aguardada pelo público desde o primeiro semestre de 2008, mas só agora pode ser apreciada pelos fãs – de quadrinhos e de heavy metal.

A revista é composta de duas HQs. A primeira, “…Os Voivods”, de Hamilton Tadeu, como o nome sugere, é baseada nos conceitos dos álbuns da banda canadense de mesmo nome (mas sem o “s” no final).

Basicamente, trata de um povo guerreiro que deixa um rastro de destruição e morte por onde passa.

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NFL Comics nº1

Por Renato Lebeau | 26 janeiro de 2009

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Visto no Bigorna – Márcio Baraldi

O quadrinhista Hamilton Tadeu, editor do NFL Zine (na verdade um tabloide sobre rock e Quadrinhos muito bacana e popular),está lancando o primeiro número do seu gibi NFL Comics.

O gibi, todo escrito, desenhado e colorizado por Hamilton, mistura Quadrinhos com Heavy-Metal e traz histórias sérias, na linha de Conan, o Bárbaro, em que os personagens são todos músicos reais como King Diamond e as bandas Krisiun, Voivod e Torture Squad, caracterizados como guerreiros ou heróis.

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Entrevista Philippe Druillet – nona parte

Por Renato Lebeau | 4 agosto de 2008

A seguir a nona e última parte da entrevista com Philippe Druillet.

Nesse trecho ele revela os seus planos para o futuro e em quê ele está trabalhando atualmente.

Mais uma vez agraeço a Joaquim Ghirotti, realizador da entrevista, que sem ele essa série de posts não seria possível.
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O que o futuro reserva para Philippe Druillet?

“Eu tenho uns quarto ou cinco projetos atualmente, tenho uma exposição à caminho, aqui em Paris, talvez uma seqüência pra Salammbô, estou trabalhando em um filme, e talvez esse novo quadrinho, mas não acho que farei muito mais quadrinhos, sem grandes pretensões, eu acho que já disse tudo.

Mas, talvez, quem sabe fazer a última aventura de LoneSloane, um testamento. Tenho um projeto de filme que seria uma opera em 3D, no qual eu seria co-realizador, estamos fazendo, mas não é certeza de que o filme aconteça, estamos levantando a produção. Tenho vários projetos ao mesmo tempo.

Quadrinhos são algo muito particular, eu fiz muito, é algo muito difícil, é um trabalho de monge, (aponta para uma ilustração original de Yragael na parede, gigantesca e intricada, desenhada em uma folha A3) te desgasta muito, cansa, então quero passar para outras coisas.

Gosto de design de móveis, é fabuloso, vai rápido e eu gosto disso. Mas tenho o desejo desse último álbum de quadrinhos, como os músicos que falam de seu último disco. Fiz muito disso, não tenho mais vontade de fazer a mesma coisa por tanto tempo. É complicado por que quando você embarcou em um quadrinho, é ótimo, por que você vê as coisas evoluindo gradualmente.

Agora estou trabalhando no álbum Delirius II, mas o roteiro não me convence, é bom, mas me cansa um pouco, não sei se vai sair.

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Entrevista Philippe Druillet – oitava parte

Por Renato Lebeau | 1 agosto de 2008

A seguir a oitava parte da entrevista.

Agradecimentos a Joaquim Ghirotti, realizador da entrevista.
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O que você acha de AleisterCrowley? Já praticou magia?

Druillet fica sério.

“Interessei-me, mas são seitas, eu conheço, é perigoso, você pode conhecer mulheres de outra maneira (risos).

É perigoso, muito perigoso. É outro mundo, é selvagem. Eu fui pego há 30 anos. Quando perdi minha esposa, quando fiz La Nuit fui um pouco longe nesse domínio, e para falar como uma criança, me dei conta que estava perdendo minha alma, e precisava voltar ao mundo humano, à realidade.

Se eu fosse muito longe, não estaria mais no meu mundo. Foram pesquisas muito difíceis, Lovecraft fala disso. Eu conheço pessoas em Paris, é verdade. Mas não, é muito perigoso… É totalmente desestabilizante nos planos social e criativo. O mundo é feito de coisas que vemos, com nossos olhos, e o outro mundo nós não vemos.

Os dois estão lado a lado. Não temos a chave para passar para o outro, não sei se a morte é uma chave, mas quando se entra nesse domínio, você irá sentir perigo. Eu pratiquei alguns rituais na época, que me trouxeram muitos problemas, você não controla; você é comido.

Você deve ter muita força e conhecer aquilo com o que lida à fundo para se proteger. Se você chama certas coisas, essas coisas podem não te largar. E para responder a pergunta efetivamente, em 1976, 77 eu fui muito longe nesse domínio. Mas parei, decidi voltar a realidade.

Alguns anos depois me casei com outra mulher e tivemos um filho, e abandonei esse tipo de pesquisa. Fui muito longe, muito longe.”

Qual é a sua experiência com drogas?

“Muito simples, para falar bem francamente, já tomei tudo que existe no planeta, com exceção de ácido, pois vi muitas pessoas se dando mal com isso, gente se jogando por janelas e coisas assim.

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Entrevista Philippe Druillet – sétima parte

Por Renato Lebeau | 31 julho de 2008

A seguir a sétima parte da entrevista.

Agradecimentos a Joaquim Ghirotti, realizador da entrevista.
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O trabalho de Druillet é tomado por imagens místicas, figuras religiosas profanas e deuses antigos. Tanto Yragael como Vuzz e LoneSloane são personagens cercados de simbolismos herméticos, as histórias populadas por “padres loucos” (Yragael) magos doentios, homossexuais e violentos (Vuzz) e deuses negros (LoneSloane). sua arte transmite uma sensação grandiosa, remetendo a símbolos místicos, magia, cabala, magia do caos. Ídolos enterrados no tempo ao lado de grandiosas e assustadoras estatuas povoam seus mundos, tomados por bárbaros e magos.

Eu já havia escutado que o próprio Druillet colocava o que Austin Osman Spare chamou de “sigils”, símbolos mágicos que devem ser carregados de poder através de rituais, em meio aos detalhes barrocos e complexos de seus quadros. Assim, a intenção do “sigil” iria se espalhar no inconsciente de quem lesse seus livros, tendo a magia carregada por centenas de milhares de leitores. Era hora de confirmar se o boato era verdade.

Pergunto a Druillet se ele tem alguma visão metafísica do mundo, se ele tem uma visão espiritual de sua existência e se já praticou magia, como tenho ouvido por rumores, há anos.

“Não sou religioso, ao menos não da maneira vista tradicionalmente. Não sou também contra a religião, mas sim contra os fanáticos, sejam eles católicos, judeus ou muçulmanos. Eu respeito as pessoas que tem uma crença, como algo pessoal, mas quando as pessoas tentam fazer disso um instrumento de poder, é terrível. Na Bíblia há uma frase que é terrível, “Crescei e multiplicai-vos”, isso quer dizer “O quão mais forte vocês forem, o quão maiores vocês forem, mais vocês irão destruir as outras religiões e os que forem diferentes de vocês”.

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Entrevista Philippe Druillet – sexta parte

Por Renato Lebeau | 30 julho de 2008

A seguir a sexta parte da entrevista.

Agradecimentos a Joaquim Ghirotti, realizador da entrevista.
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Pergunto então, como foi a produção de La Nuit, um de seus álbuns mais pesados e simbólicos.

“Eu sou um desenhista lírico, faço meus roteiros como se fossem partituras musicais. La Nuité a história da morte de minha mulher.Trabalhei dia e noite, escutando Doors, Stones e Jimi Hendrix, completamente drogado. Escutava ópera também.

Por isso em meus álbuns como Salammbôe La Nuit costumo citar minhas influências musicais. Isso é muito importante para mim. Foi um momento muito pesado para pois perdi minha primeira mulher, e eu achei que seria meu último álbum, pois era sobre o fim do relacionamento com a pessoa com a qual eu construí essa época da minha vida, e real. Os meus primeiros seis álbuns eram minha adolescência meu começo e ele para com a morte da pessoa com a qual transcrevi essa parte da minha vida, ente parei por alguns anos.

Só voltei com GAIL. La Nuit acabou se tornando um álbum Cult, pela primeira vez coloquei a idéia da morte em um álbum de quadrinhos, no mundo da banda desenhada, o que era impossível antes. Fiz um álbum totalmente destrutivo, que foi abraçado por “hardrockers”, quando o grupo de metal ProtonBurst fez a sua apresentação de La Nuit, com projeções do álbum, tocando músicas tiradas dele, e eu me vi cercado de 1500 cabeludos tatuados, cheios de pregos, olhei ao redor e pensei “Eu criei isso!” (risos).

Ver esses cabeludos era ver meu quadrinho vivo. Fiquei com eles a madrugada inteira, bem, se colhe o que se semeia (risos). Acho que é meu álbum mais importante, e eu sabia que havia um público para esse tipo de trabalho. Em 1976 quando o álbum foi lançado, não vendeu praticamente nada.

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Entrevista Philippe Druillet – quinta parte

Por Renato Lebeau | 29 julho de 2008

A seguir a quinta parte da entrevista.

Agradecimentos a Joaquim Ghirotti, realizador da entrevista.
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E a fundação da Metal Hurlant, a revista que iniciou os quadrinhos adultos no mundo?

“Metal Hurlant é Moebius, Druillet e Dionnet. A revista virou uma lenda, e agora na França saem livros e matérias sobre ela, sempre. Tudo começou com as L’echo de savannes. Bretécher, Mandrika e Gotlib são os nomes importantes. Em 1974 a L’echo de Savannes se afunda pois o distribuidor foge com o dinheiro. O conceito de Metal Hurlant vem de NikitaMandrika.

Nós, Dionnet, Druillet e Moebius decidimos fazer o título viver. Foi uma explosão de inteligência e talento. Como editor, Dionnet achava sempre novos autores e artistas. Mas na época éramos muito jovens, não tínhamos como gerenciar dinheiro ou da gestão de uma editora… Passamos nosso tempo a falir, era um pesadelo. Tornou-se uma revista maldita, e acabamos vendendo-a.

De qualquer forma foi a primeira revista de quadrinhos francesa editada nos EUA, como Heavy Metal, e teve quinze edições Européias. Era monstruoso, tinha edições na Alemanha, Itália, Espanha, Grécia… Uma coisa inacreditável. Nós inventamos um novo conceito de quadrinhos, como fez a Pilote, na época.

Metal Hurlant correspondia as necessidades de uma nova geração, que precisava de algo de novo. Queríamos criar nossa própria revista sem estar prisioneiros de quem quer que seja. Goscinny, o grande criador da banda desenhada moderna, o criador de Asterix, era o editor da Pilote e me dava liberdade lá, mas os outros não me entendiam, me consideravam um louco. Vimos que não tínhamos mais futuro na Pilote e tínhamos que criar nossa própria revista. Isso trouxe relações tensas, coisas que acontecem mesmo, e que Dionnet conheceu quando Metal Hurlant foi comprada.

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Entrevista Philippe Druillet – quarta parte

Por Renato Lebeau | 28 julho de 2008

A seguir a quarta parte da entrevista.

Agradecimentos a Joaquim Ghirotti, realizador da entrevista.

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O editor da minha primeira história se chamava Terre Vague, e foi o mesmo de Barbarella. Era um lançamento com tiragem limitada, para colecionadores, para uma elite, só para quem já conhecia. E eu queria fazer uma história em quadrinhos de qualidade, um trabalho em um suporte popular que fosse revolucionário.

Nessa época eu trabalhava na revista Pilote, que era líder de vendas. Vendíamos mais de 200 mil cópias por semana, e eu já desenhava. A gente era líder nas universidades, nas escolas, numa classe de 40 alunos tinham 4 que liam, e a revista passava pela classe inteira. Nós sabíamos, na época, que nós éramos lidos por entre 800 mil a um milhão de pessoas por semana.

“Culturalmente, antes de 68, a França era um país subdesenvolvido.”

Pergunto-lhe como foi conhecer a obra de Lovecraft, esse escritor norte americano que influencia tantas pessoas, não só autores, como Neil Gaiman e Alan Moore, como bandas e músicos.

“Eu tinha 14 anos quando descobri Lovecraft. Eu caí num mundo de maravilha, eu li tudo e tive o choque da minha vida. Era algo totalmente inacreditável. Conheci sua obra em livrarias, através de um grupo de pessoas que eram como que anarquistas, que gostavam de literatura fantástica, cinema e nós trocavamos informações, eles eram marginais, como as pessoas da resistance, mas agora isso se acabou.”

“Quando conheci Lovecraft foi como se uma porta se abrisse para mim” afirma Druillet.

Na França sou conhecido como o ilustrador Lovecraftiano por excelência. O universo dele me influenciou muito. Construi em cima dele o início de meu trabalho. Fiz 17 páginas do livro que ele inventou, oNecronomicon, o livro dos mortos de Alhazred, (livro imaginário com informações ocultas criado por Lovecraft, constantemente citado em suas histórias) nunca fiz mais do que isso e hoje em dia elas existem no mundo inteiro. Alguns filmes já as usaram como parte de sua abertura.

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