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Entrevista: Fernando Ikoma

Por Renato Lebeau | 23 dezembro de 2009

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Este bate papo publicado hoje de maneira inédita, foi realizado com Fernando Ikoma no dia 17 setembro de 2008.

É com grande prazer que tenho a oportunidade de fazer essa tão esperada entrevista!

Fernando Ikoma é tão importante para o quadrinho brasileiro quanto Maurício de Sousa e outros mestres. Suas HQs psicológicas levaram as Histórias em Quadrinhos a um ponto ainda não alcançado, levando o leitor a sentir diferentes sensações.

Publicados pela editora Edrel durante os anos 60/70, personagens de Ikoma como Satã, Fikom e Playboy são até hoje em dia lembrados como alguns dos melhores já criados e suas HQs as mais avançadas nos seus roteiros.

Esse bom material foi reprisado uma única vez, nos anos 1990, pela editora Sampa.

Durante a entrevista Fernando Ikoma fala de seus personagens marcantes, se ele parou de produzir HQs, sobre possíveis plágios por quadrinhistas ingleses e muito mais!

Entrevista:

Rod Gonzalez: Suas HQs e seus personagens sempre tocavam em temas muito avançados para a época, ousados até mesmo para os dias de hoje. As histórias do Playboy e sua gangue eram cheias de sexo e conquistas amorosas. Já li algumas e continuam atuais, mereciam republicação! Quantos personagens o sr. já criou?
Fernando Ikoma:
Para começar pode me chamar de você, pois ainda jogo figurinhas, bato uma bolinha, corro atrás de balão e sou casado com uma menininha tipo heroína de histórias em quadrinhos.

Você me fez um montão de perguntas interessantes e acho que não vou poder responder todas de uma vez, pois algumas delas são muito complexas e exigem muito este humilde datilógrafo de dois dedos que era melhor e mais rápido quando escrevia com bico de pena.

Algumas coisas não me lembro bem, porque eu era um garotão cheio de sonhos e todas as 4.000 páginas que publiquei foram antes dos 25 anos.

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Entrevista: Darlei Nunez – Quadrinhista

Por Renato Lebeau | 20 agosto de 2009

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Muito antes dos Super-Heróis Brasileiros se tornarem uma “febre” na internet, um quadrinhista  já os exaltava e escrevia novas aventuras dos Super-Heróis Brasileiros da Era de Ouro, os reunindo num grupo e publicando HQs em fanzines.

O COMANDO JUSTIÇA de Darlei Nunez, fez sua estréia em 1995 em um fanzine de baixa-tiragem, reunindo Capitão 7, Superargo, Mylar, Judoka, Hydroman, Raio Negro, Fikom e outros super-heróis brasileiros clássicos, atualizados para os novos tempos em uma super-equipe.

Darlei Nunez é formado em Educação Física em Publicidade e Propaganda, com pós-graduação em Marketing. Sempre buscando novos rumos e ramos, fez vários cursos na área de desenho, HQ e computação gráfica, no mesmo período em que estudava na faculdade de Publicidade, por volta de 1985.

Publicou vários fanzines, com personagens próprios, todos dentro do gênero super-heróis, atuando como argumentista e desenhista em “OS PROTETORES” (1983), “VIGILANTES DO VERDE” (1989), “DESAFIADORES” (1990) e “ESQUADRÃO C.A.O.S.” (1994).

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Atualmente é campeão de Muay Thay, o boxe tailândes, além de colaborar desenhando HQs do personagem Blenq, editado pela editora Júpiter 2.

Entrevista:

Rod Gonzalez: Quando você começou a produzir seus próprios quadrinhos?
Darlei Nunez:
Acho que como todo mundo nesse negócio, comecei a desenhar
quadrinhos desde menino.
Mas produzir material próprio foi em meados dos anos 80, quando já estava na faculdade de publicidade e trabalhava em agências de propaganda.

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