O post que está sendo publicado agora se origina da por diversas questões que mais uma vez colocam as histórias em quadrinhos em discussão cultural.
Uma vez que o Impulso HQ sempre mantém espaço aberto para o debate de ideias, não poderíamos ficar omissos ao envio de duas cartas de dois membros do Observatório de Quadrinhos da USP, que foram enviadas ao jornalista Gilberto Dimenstein.
Mas antes das cartas vamos situar você leitor:
Está no Congresso Nacional um projeto chamado Vale-Cultura, que favorece aos que não tem acesso à cultura com uma bonificação, assim toda vez que você consome cultura seria “reembolsado”.
A questão colocada e que gerou discussão entre alguns senadores é: o que poderia ser classificado como cultura?
Em seu primeiro formato o projeto não considerava revistas, jornais e histórias em quadrinhos bens culturais, até que uma emenda foi aprovada para se inserir esses produtos, e ai entra Dimenstein.
Gilberto Dimenstein é jornalista da FOLHA DE SÃO PAULO, e após saber dessa aprovação publicou um texto expondo sua opinião e que gerou uma manifestação virtual (blogs e twitter).
Em seu texto “Mulher pelada é cultura?” publicado no dia 3 de dezembro de 2009, ao criticar o projeto do governo do Vale-Cultura, Dimenstein acabou por desconsiderar os “gibis” desvalorizando seu potencial cultural.
A matéria que também deprecia as revistas de histórias em quadrinhos e põe em xeque seu valor cultural pode ser lida aqui.
E agora chegamos nas cartas. Para quem não sabe em São Paulo existe o Observatório de Quadrinhos (ECA-USP), coordenado pelo professor Waldomiro Vergueiro, onde estudiosos sobre histórias em quadrinhos se reúnem, discutem sobre textos relacionados ao assunto, elaboram teses acadêmicas, escrevem artigos e etc.
Gazy Andraus e Célio Ishikawa, dois integrantes do Observatório, acharam por bem manifestarem as suas opiniões contra a postura de Dimenstein e enviaram para o Impulso HQ as cópias das cartas que foram enviadas via e-mail para o jornalista, para lembrá-lo que existe profissionais e pesquisadores da área de histórias em quadrinhos.
As cartas não receberam qualquer resposta ou contato do jornalista. O Impulso HQ tentou entrar em contato com o jornalista Gilberto Dimenstein sobre o caso das cartas e sua real posição sobre histórias em quadrinhos, mas infelizmente não houve resposta.











