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Entrevista: Cynthia Carvalho – Leão Negro

Por Renato Lebeau | 28 junho de 2010

Criado pela carioca Cynthia Carvalho, o universo do Leão Negro é uma das séries brasileiras mais cultuadas da HQ nacional e foi sucesso de público e crítica na década nos anos 1980 no Brasil e exterior.

Leão Negro abriu as portas de um fantástico mundo medieval habitado por felinos guerreiros, estabelecendo um modelo a ser seguido no quesito quadrinhos profissionais e de qualidade internacional.

Recentemente a HQM Editora lançou dois novos álbuns da série: O Filhote, o segundo volume da Série Origens, e Histórias de Família, o terceiro da nova série.

Conheça um pouco mais sobre a autora e sua criação nessa entrevista inédita concedida a Rod Gonzalez.

Rod Gonzalez: Consta que criou o personagem em 1979, em um caderno de desenhos. Confere essa data? Qual era a sua idade quando criou o Leão Negro?
Cynthia Carvalho:
Sim. Era um personagem secundário e muito mal desenhado por sinal. Quando criei era adolescente mesmo, 16 pra 17 anos.

R.G.:  Como foi esse princípio – era muito diferente do que se tornou o Leão Negro? Quais eram suas expectativas com esse material nesse primeiro momento?
C.C.:
Visualmente sim, mas o mau caráter era o mesmo. E só foi “piorando”. Minhas expectativas eram matar as saudades de quem já conhecia e apresentá-lo ao público mais
novo, que nunca o viu.

R.G.: Othan não era o título da série, mas apenas um entre os protagonistas, e que essa teria sido uma escolha do editor do jornal o Globo. Confere? E qual o título original?
C.C.:
Othan não era o personagem principal nos rascunhos originais. Mas quando eu e o Ofeliano decicidimos transformá-lo em algo publicável, ele ganhou o papel-título e já foi apresentado assim ao editor do jornal. Originalmente era “Espadas e garras”, a saga de uma leoa militar, que depois viraria Tchí (antes se chamava Sheba), personagem secundária na saga de Othan (houve uma inversão de importâncias).

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Dois novos álbuns de Leão Negro pela HQM Editora

Por Renato Lebeau | 18 junho de 2010

O Leão Negro, personagem criado por Cynthia Carvalho e Ofeliano de Almeida, sucesso no Brasil e exterior na década de 1980, acaba de ganha dois novos álbuns pela HQM Editora: O Filhote, o segundo volume da Série Origens, e Histórias de Família, o terceiro da nova série.

Sucesso de público e crítica na década nos anos 1980, as tiras do Leão Negro abriram as portas de um fantástico mundo medieval habitado por felinos guerreiros, estabelecendo um modelo a ser seguido no quesito quadrinhos profissionais e de qualidade internacional.

Leão Negro invadiu as páginas de revistas e álbuns distribuídos no Brasil e no exterior ao longo dos últimos vinte anos, somando mais de 200 mil exemplares distribuídos na Europa, África e Estados Unidos.

Agora, a HQM Editora traz ao Brasil a coleção completa deste anti-herói, em cinco volumes, com álbuns primorosamente editados, remasterizados e com novas capas. A série recebeu também novo tratamento visual, retoques no texto e novo design gráfico.
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Caminho do artista: Mozart Couto

Por Renato Lebeau | 11 fevereiro de 2010

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Auto retrato de Mozart Couto, feito especiamente para o Impulso HQ

Desde criança eu gostava de desenhar imagens em sequência formando uma história. Como ainda não sabia escrever, fazia os balões e pedia ao meu pai que escrevesse a história que eu ia ditando. Uma coisa curiosa: eu nunca desenhava os requadros. Acho que já vem daí uma amostra de que nunca suportei me enquadrar em nada, apesar de ter tentado várias vezes.

Bom, eu sempre fui um “desenhador”, literalmente. Até jaleco de professor não escapava de minhas figuras. Foi muito engraçado esse fato. Uma vez eu desenhei no jaleco de um professor muito rígido que eu tinha, em plena aula. Ele estava virado de costas, passando a matéria, e eu peguei a barra do jaleco dele e fiz lá umas figuras enquanto os colegas “agavam” de rir.

Eu sempre achei que ele devia me detestar por isso e por outras coisas que eu aprontava nas aulas dele, mas me surpreendi quando um dia meu pai me contou que o encontrou na rua e ele falou muito bem de mim e disse que torcia muito para que eu me tornasse um artista, pois era natural aquilo em mim. Nessa época eu já produzia quadrinhos e ele ficou muito feliz ao saber disso.

Aos dezesseis anos, eu já tinha lido muitos quadrinhos. Quadrinhos infantis, Disney; Turma da Mônica: Muitos suplementos de jornais, com tiras diversas; Quadrinhos de Terror Nacionais, os “Heróis Marvel” e até alguns álbuns europeus que encontrava por acaso numa grande banca onde ia esporadicamente, por ser longe de minha casa. Até alguma coisa de mangá eu já tinha visto!

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