Criado pela carioca Cynthia Carvalho, o universo do Leão Negro é uma das séries brasileiras mais cultuadas da HQ nacional e foi sucesso de público e crítica na década nos anos 1980 no Brasil e exterior.
Leão Negro abriu as portas de um fantástico mundo medieval habitado por felinos guerreiros, estabelecendo um modelo a ser seguido no quesito quadrinhos profissionais e de qualidade internacional.
Recentemente a HQM Editora lançou dois novos álbuns da série: O Filhote, o segundo volume da Série Origens, e Histórias de Família, o terceiro da nova série.
Conheça um pouco mais sobre a autora e sua criação nessa entrevista inédita concedida a Rod Gonzalez.
Rod Gonzalez: Consta que criou o personagem em 1979, em um caderno de desenhos. Confere essa data? Qual era a sua idade quando criou o Leão Negro?
Cynthia Carvalho: Sim. Era um personagem secundário e muito mal desenhado por sinal. Quando criei era adolescente mesmo, 16 pra 17 anos.
R.G.: Como foi esse princípio – era muito diferente do que se tornou o Leão Negro? Quais eram suas expectativas com esse material nesse primeiro momento?
C.C.: Visualmente sim, mas o mau caráter era o mesmo. E só foi “piorando”. Minhas expectativas eram matar as saudades de quem já conhecia e apresentá-lo ao público mais
novo, que nunca o viu.
R.G.: Othan não era o título da série, mas apenas um entre os protagonistas, e que essa teria sido uma escolha do editor do jornal o Globo. Confere? E qual o título original?
C.C.: Othan não era o personagem principal nos rascunhos originais. Mas quando eu e o Ofeliano decicidimos transformá-lo em algo publicável, ele ganhou o papel-título e já foi apresentado assim ao editor do jornal. Originalmente era “Espadas e garras”, a saga de uma leoa militar, que depois viraria Tchí (antes se chamava Sheba), personagem secundária na saga de Othan (houve uma inversão de importâncias).




