
Li esta revista já faz um tempinho, mas como notei algumas qualidades interessantes, além do fato de ser uma revista desconhecida até para as pessoas envolvidas na cena independente e dos editores prometerem um novo número para abril próximo, resolvi resenhar a edição de estréia:
Por serem somente dois os responsáveis pelos desenhos (Jader Corrêa e Matias Streb), é surpreendente a variação de traços encontrados na revista, indo de um estilo mais carregado e cheio de sombras, passando por uma linha mais cartunesca até chegar ao mangá.
A edição apresenta ainda uma história colorida pintada em estilo realista, que me lembrou muito aquelas pinturas de panfletos distribuídos pelas testemunhas de Jeová (e é bom deixar claro que isso não é nenhum comentário pejorativo!).
Depois de um bom editorial que nos informa a origem do nome da revista – e justifica a capa em estilo “bíblico”, a edição começa com a ótima HQ “As cores do descobrimento” (roteiro: Carlos Francisco, arte: Jader Corrêa & Matias Streb), a tal da pintura de panfleto evangélico, que trata sobre a histórica condição dos índios desde a chegada dos portugueses até os dias atuais. Destaque para o uso ideológico que Corrêa & Streb fazem da cor.


