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	<title>Impulso HQ &#187; Alexandre Barbosa</title>
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		<title>Lançamento: Muito além dos quadrinhos: como foi (ATUALIZADO)</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 12:09:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
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Da esquerda para direita: Túlio Vilela, Angela Rama, Fernando Mafra, Waldomiro Vergueiro, Agda Baeta e Paulo Ramos
Uma mesa composta por grandes nomes para o lançamento de uma grande e importante publicação, é assim que pode ser definida a noite de sábado do dia 26 de setembro, para quem esteve na HQMix Livraria.
Muito Além dos Quadrinhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/abertura1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7615" title="abertura" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/abertura1.jpg" alt="abertura" width="400" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Da esquerda para direita: Túlio Vilela, Angela Rama, Fernando Mafra, Waldomiro Vergueiro, Agda Baeta e Paulo Ramos</em></p>
<p>Uma mesa composta por grandes nomes para o lançamento de uma grande e importante publicação, é assim que pode ser definida a noite de sábado do dia 26 de setembro, para quem esteve na HQMix Livraria.</p>
<p>Muito Além dos Quadrinhos é uma publicação teórica sobre os quadrinhos que reúne artigos de nove pesquisadores, está sendo lançada pela Editora Devir e vem para preencher uma lacuna que gradativamente deixa de estar vazia: a teorização sobre histórias em quadrinhos.</p>
<p>A publicação conta com os nomes: Agda Dias Baeta, Alexandre Barbosa, Angela Rama, Eloar Guazzelli, Fernando Mafra, Gêisa Fernandes D´Oliveira, Paulo Ramos,Túlio Vilela e Waldomiro Vergueiro, todos escreveram um texto diferente sobre uma área dos quadrinhos.</p>
<p>Claro que não poderíamos deixar de falar com os autores sobre a obra, e para tornar esse post mais completo o Impulso HQ entrou em contato com eles para cada uma falar sobre o seu artigo e o que o leitor encontrará em cada texto e é claro a pergunta que não poderia deixar de faltar a importância da obra como um todo!</p>
<p>Porém para não atrapalhar o processo de autógrafos que estava ocorrendo quase que como uma linha de produção, o Impulso HQ preferiu fazer esse contato via e-mail para não ser um incomodo, logo esse post será atualizado sempre que os autores nos mandarem as respostas. Fiquem ligados!</p>
<p>Durante a noite o Impulso HQ conversou com alguns dos presentes que foram prestigiar o lançamento entre eles Douglas Quintas Reis, diretor editorial da Devir, que fala sobre a publicação e a posição da editora sobre livros teóricos e ainda de quebra fala sobre os próximos lançamentos como Anatomia Expressiva, de Will Eisner e o álbum nacional sobre a história de Jesus Cristo, Yeshuah 1º Volume de 3, de Laudo Ferreira Jr.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/034.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7621" title="03" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/034.jpg" alt="03" width="400" height="400" /></a> <strong></strong></p>
<p><strong>Impulso HQ: Por que a Devir está publicando um livro teórico sobre quadrinhos? É uma nova direção publicações teóricas sobre HQs?<br />
Douglas Quintas Reis: </strong>Na verdade não é uma novidade publicar livros teóricos para devir. Nós já publicamos dois klivros teroricos sobre RPG, o analise do Primeiro Simpório de RPG e Educação e o livro da Andréa Pavão, já publicamos dois livros teóricos sobre Tolkien, que são duas teses, e tem uma antologia de arquivos que a Rose Ana Rios organizou e são todos livros teóricos, então faltavam os quadrinhos.</p>
<p><span id="more-7613"></span>Até quando o Waldomiro conversou com a Silvana, minha esposa, que é bibliotecária e trabalhou com ele uma época, quando eles levaram o livro para gente eu disse que se não publicássemos eu apanhava, porque ela tinha sido diretora da Gibiteca e reclamava que faltava material teórico em português.</p>
<p>É uma tendência natural nossa publicar material teórico, nós publicamos o livro do Will Eisner que ensina a desenhar o Narrativas Gráficas, e agora vai publicar o outro que se chama Anatomia Expressiva, que é inédito, ou seja, é um caminho que está relacionado.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/131.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7631" title="13" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/131.jpg" alt="13" width="398" height="600" /></a></p>
<p><strong>IHQ: A Devir sempre publica quadrinhos e agora esse lançamento teórico sobre o tema, se outros autores apresentarem outros idéias sobre teorização de HQs seria algo a ser considerado ou primeiro será analisado o resultado de Muito além de quadrinhos?<br />
Douglas Quintas Reis: </strong>A gente vai analisar a idéia independente do resultado desse. É claro que como entidade jurídica nós temos que sobreviver e isso depende de vender, mas não é porque um livro de um gênero deu certo ou errado é que a gente condenada ou modifica o gênero. Iremos analisar se o livro é bom ou não, depois iremos pensar se ele é bom não pensaremos se iremos fazer ou não independente do resultado iremos pensar no quando. Procuraremos o melhor momento dependendo da situação econômica.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/043.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7622" title="04" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/043.jpg" alt="04" width="400" height="400" /></a><strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em>Gêisa Fernandes D´Oliveira</em></p>
<p><strong>IHQ: Sobre os lançamentos da Devir, você pode adiantar algo sobre o Yeshuah, com a arte do Laudo Ferreira Jr., se irá sair esse ano?<br />
Douglas Quintas Reis: </strong>Iremos tentar. O problema é o seguinte, nós temos uma programação, que vamos montando a medida que o tempo vai passando, depois só vamos ajustando, e nós temos oito livros para outubro e oito livros para novembro então para ser esse ano ter que ser em dezembro, e ai parece que foi de propósito lançar um livro sobre Jesus no Natal, mas se a gente conseguir vai ser no inicio de dezembro, é o momento mais próximo que consigo visualizar. Mas tem grandes chances, ele já de entregou praticamente todo o material e agora falta paginar, mas acho que vai dar sim.<br />
______________________________________</p>
<p>Angela Rama responde sobre o seu artigo: Heróis no Brazil: uma (des)caracterização do espaço geográfico brasileiro.</p>
<p><strong>IHQ: O seu artigo fala de descaracterização do espaço geográfico, mas essa deformidade pode se estender a nossa cultura também de acordo com as suas pesquisas?<br />
Angela Rama: </strong>Quando me refiro ao espaço geográfico, necessariamente refiro-me também aos aspectos que caracterizam a sociedade como um todo, não só às características da paisagem (ambientação), mas também (e não menos importante) as relações entre os personagens, dos personagens com o lugar; as construções; os nomes; a língua, enfim aspectos que fazem parte da nossa cultura no sentido mais amplo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/064.jpg"><img class="aligncenter" title="06" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/064.jpg" alt="06" width="400" height="400" /></a><em></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Fernando Mafra e Angela Rama</em></p>
<p><strong>IHQ: O que o leitor encontrará no seu artigo?<br />
Angela Rama: </strong>Encontrará uma análise da visão que grande parte dos estadunidenses (e outros estrangeiros, de um modo geral) têm a respeito de nosso país: uma visão pautada em estereótipos e generalizações.</p>
<p>Utilizando as palavras de Paulo Ramos e Waldomiro Verguiro sobre  meu texto: &#8220;a visão do Brasil levada aos leitores norte-americanos (e também do resto do mundo) é uma mescla de cartão postal redigido às pressas e um manual de viagem porcamente produzido&#8221;.<br />
<strong><br />
IHQ: Qual é a importância da obra como um todo na sua visão?<br />
Angela Rama: </strong>Creio que a importância do meu texto vai além da análise em si (especificamente  “as representações do Brasil no imaginário dos estrangeiros&#8221;), sendo relevante à medida em que indica idéias e recortes para outros trabalhos,  contribuindo para a ainda incipiente pesquisa acadêmica sobre quadrinhos.</p>
<p>Diga-se de passagem, o trabalho dos professores Waldomiro Vergueiro e Paulo Ramos vem sendo determinante para a aceitação dos quadrinhos como objeto de estudo científico.<br />
___________________________________________</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/055.jpg"><img class="aligncenter" title="05" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/055.jpg" alt="05" width="400" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Fernando Mafra</em></p>
<p>O Impulso HQ também conversou com Gualberto Costa, nome já conhecido dos quadrinhos nacionais, e representante da HQMix Livraria, sobre o mercado editorial para esse tipo de publicação teórica.</p>
<p><strong>IHQ: A HQMix Livraria sempre foi palco de grandes lançamentos, seja independente ou por editoras, e agora recebe um lançamento teórico sobre quadrinhos. Como você esse tipo de publicação no mercado?<br />
Gualberto Costa: </strong>Esse tipo de publicação é conseqüência de algo que já é real. Já tem mais de 30 teses, dissertações e trabalhos de graduação, então é obvio que toda essa pesquisa tem que acabar em um livro, e acho profundamente necessário esse tipo de material já que existe pouco.</p>
<p><strong>IHQ: Esse é o segundo ou terceiro lançamento teórico sobre quadrinhos. Há espaço para outros lançamento teóricos sobre HQs?<br />
Gualberto Costa: </strong>Acho que há mais que espaço. Há uma necessidade. Tem que existir essa discussão teórica, e acho que é ela que acaba dando a entender e até tornar o quadrinho brasileiro viável. Acho que todas as discussões teóricas melhoram a produção e fazem você entender melhor o processo e fazer o nosso quadrinho brasileiro vingar de vez.<br />
_____________________________________________</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/082.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7625" title="08" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/082.jpg" alt="08" width="400" height="400" /></a><em></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Paulo Ramos</em></p>
<p>Paulo Ramos responde sobre o seu artigo: O uso da gíria nas histórias em quadrinhos.<br />
<strong><br />
IHQ: Gíria e quadrinhos é uma combinação que resulta em uma visão impopular?<br />
Paulo Ramos: </strong>Houve uma época em que o casamento de gírias não só com quadrinhos, mas também em outras formas de comunicação de massa era algo visto de forma pejorativa. Hoje não. O uso de gírias é uma das formas de tornar mais coloquial a fala dos personagens em textos narrativos, como as histórias em quadrinhos.</p>
<p><strong>IHQ: O que o leitor encontrará no seu artigo?<br />
Paulo Ramos: </strong>Faço no artigo uma comparação entre três versões de uma mesma história do Homem-Aranha traduzidas aqui no Brasil em datas diferentes: 1970, 1976 e 1997. Cataloguei o uso de gírias em cada uma delas. A conclusão é que ocorreu uma gradativa utilização de vocabulário coloquial entre a primeira e a última. Pode-se deduzir que as gírias, hoje, tornaram-se um dos recursos de caracterização da fala dos personagens.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/014.jpg"><img class="size-full wp-image-7632 aligncenter" title="01" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/014.jpg" alt="01" width="400" height="400" /></a></p>
<p><strong>IHQ: Qual é a importância da obra como um todo na sua visão?<br />
Paulo Ramos: </strong>No meu entender, obras como essa ajudam a entender de maneira mais crítica a área dos quadrinhos. Só se compreende bem um objeto, seja ele qual for, mediante estudos sérios a respeito dele. Já passou da hora de os quadrinhos serem analisados cientificamente no Brasil e entendidos como campo de análise válido nas universidades brasileiras.<br />
_____________________________________________</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/074.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7626" title="07" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/074.jpg" alt="07" width="400" height="400" /></a><em></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Waldomiro Vergueiro</em></p>
<p style="text-align: left;">Waldomiro Vergueiro responde sobre o seu artigo: Quadrinhos e educação popular no Brasil: considerações à luz de algumas produções nacionais.</p>
<p><strong>IHQ: Quadrinhos e educação popular podem algum dia andar lado a lado ou isso já é uma realidade?<br />
Waldomiro Vergueiro: </strong>Como menciono no capítulo, esta é uma área que se desenvolveu muito quantitativamente nos últimos anos, com muitas empresas, instituições públicas, ONGs, sindicatos, etc. utilizando a linguagem dos quadrinhos como forma privilegiada para a transmissão de mensagens.</p>
<p>Recentemente, organizamos um evento relacionando histórias em quadrinhos e nanotecnologia, que tratava exatamente disso, ou seja, da maneira como os quadrinhos podem ser utilizados para aumentar o conhecimento sobre nanotecnologia, propiciando esclarecimento sobre os pontos positivos e negativos dessa área tecnológica, onde grassa a desinformação e a falta de atenção a possíveis consequencias de seu uso indiscriminado.</p>
<p>Também trabalhos acadêmicos têm se dedicado ao estudo do que se costuma chamar como &#8220;cartilhas quadrinizadas&#8221;, tentando conhecer melhor suas características e identificar elementos de sua composição.</p>
<p>Aa utilização de quadrinhos em todas as áreas do que eu chamei educação popular &#8211; não necessariamente ligada a sistemas formais de ensino &#8211; é uma realidade no Brasil e merece ser objeto de atenção de toda a sociedade.</p>
<p>Aos quadrinhistas, cabe buscar a melhor utilização possível dos recursos da linguagem, elaborando materiais que atendam aos objetivos educativos e proporcionando uma leitura agradável que ajude a ampliar positivamente a visão que se tem sobre os quadrinhos.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="../wp-content/uploads/2009/09/024.jpg"><img class="aligncenter" title="02" src="../wp-content/uploads/2009/09/024.jpg" alt="02" width="400" height="400" /></a> <strong></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>IHQ: O que o leitor encontrará em seu artigo?<br />
Waldomiro Vergueiro: </strong>Tento no capítulo fazer um retrospecto da utilização da linguagem dos quadrinhos em educação popular e também levantar alguns parâmetros para sua utilização. Nesse último aspecto, utilizo uma pequena amostra de materiais, identificando pontos fortes e fracos da utilização dos quadrinhos.</p>
<p><strong> IHQ: Qual é a importância da obra como um todo na sua visão?</strong><br />
<strong>Waldomiro Vergueiro: </strong>Penso que a importância da obra está na diversidade de temas e de enfoques que ela apresenta. Trata-se de um conjunto de ensaios sobre quadrinhos, que levanta aspectos importantes sobre seu conteúdo, mensagens que apresentam, destacando aspectos ideológicos, sociológico e linguísticos.</p>
<p>Ele evidencia as muitas possibilidades de estudo dos quadrinhos e como eles trazem mensagens que à primeira vista podem não ser vislumbradas. Além disso, evidenciam que as histórias em quadrinhos não são absolutamente inocentes, todas elas têm em si uma visão de mundo que pretendem disseminar.</p>
<p>Cabe aos leitores se capacitarem na leitura dos quadrinhos, de forma a compreender essas mensagens e obter delas aquilo que lhes interessa ou que considerarem válido.</p>
<p>_____________________________________________</p>
<p>Gêisa Fernandes responde sobre o seu artigo: O caipira de todos nós: a construção do sentido de um tipo brasileiro nos quadrinhos.</p>
<p><strong>IQH: Qual é o tipo brasileiro nos quadrinhos? É possível definir um?<br />
Gêisa Fernandes:</strong> Creio que é possível se falar em tendências na composição de um tipo brasileiro nos quadrinhos, mas não em um único perfil, definitivo. Não se trata de uma incapacidade do meio em expressar uma determinada identidade nacional, mas sim do caráter transitório do próprio conceito. Identidade é processo, movimento e por isso as representações do brasileiro nos quadrinhos variam tanto.</p>
<p>Da visão &#8220;de fora&#8221; que dá origem a um Zé Carioca na década de 1940, por exemplo, passando pelos anti-heróis da revista Crás (1974-1975), até os trabalhos mais recentes de autores nacionais, percebe-se uma grande variedade de elementos que compõem um painel da brasilidade.</p>
<p>É importante ressaltar que a relação entre a linguagem dos quadrinhos e o seu exterior se dá na forma de um diálogo. Não é difícil perceber a influência do externo, do contexto social, político e cultural na composição dos personagens, ou seja, o que está do lado de fora interfere diretamente na representação.</p>
<p>Em contrapartida, representa-se somente a identidade que nos interessa, aquela que conseguimos decodificar, destacando pontos para os quais desejamos chamar atenção, seja na forma de reafirmação de traços (no caso específico da brasilidade pode-se citar o humor e o otimismo como características recorrentes) ou de crítica. É para esta dinâmica que busco chamar atenção no meu artigo.</p>
<p><strong>IHQ: O que o leitor encontrará no seu artigo?<br />
Gêisa Fernandes: </strong>O artigo trata da construção histórica de um tipo específico de brasilidade nos quadrinhos: o caipira. A ênfase recai na interface com outras linguagens (pintura, música literatura e cinema) e na maneira como os quadrinhos se apropriaram destas interpretações, reformulando-as dentro da linguagem, de modo a construir uma versão própria do caipira, exemplificada por meio do personagem Chico Bento, de Mauricio de Sousa.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>IHQ: Qual é a importância da obra como um todo na sua visão?<br />
Gêisa Fernandes:</strong> A obra contribui, sobretudo, para a formação de material teórico sobre as histórias em quadrinhos. Pela maneira como está organizada, com diferentes abordagens e visões sobre o assunto, torna-se um valioso referencial bibliográfico para pesquisadores e apreciadores em geral.</p>
<p style="text-align: left;">_____________________________________________</p>
<p>Tratando-se de uma publicação teórica, o Impulso HQ conversou com Nobu Chinen, pesquisador e teórico de HQs, que esteve presente na HQMix Livraria, e claro sabe das dificuldades de se encontrar material em português desse gênero.</p>
<p><strong>IHQ: Como pesquisador de HQs, e freqüentador do Observatório de Quadrinhos, como você enxerga esse tipo de publicação teórica?<br />
Nobu Chinen: </strong>Particularmente acho muito importante, porque justamente é uma literatura a mais que podemos recorrer, eu que sou pesquisador, estudioso e que gosto desse assunto teórico.</p>
<p>Afinal é muito escassa essa leitura no Brasil, se bem que isso nos últimos anos tem aumentado o número, mas isso ainda é muito tímido, então é uma contribuição muito importante.</p>
<p>Todos os autores são relevantes o que dá um peso maior para a publicação e o enfoque dela também é interessante. Ela é bem diversificada, não é aquela coisa de pegar só um tema e seguir com ele até o final. Pelo que eu vi me parece que essa diversidade é que é super interessante porque contribui em vários aspectos dos quadrinhos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/092.jpg"><img class="aligncenter" title="09" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/092.jpg" alt="09" width="398" height="600" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Eloar Guazzelli</em></p>
<p><strong>IHQ: Esse é o segundo ou o terceiro livro teórico de HQ do ano. Como pesquisador você acha que isso é decorrente a quê?<br />
Nobu Chinen: </strong>Existe uma receptividade maior da academia para esse tipo de trabalho, de estudo de quadrinhos. Nos últimos anos, segundo um levantamento de Waldomiro Vergueiro e Roberto Elíseos dos Santos, cresceu bastante o número de trabalhos tanto como dissertação, mestrado, doutorado, com temas sobre quadrinhos. Eu acredito que o mercado como um todo começa a ficar mais maduro para aceitar esse tipo de publicação e se interessar por ele.</p>
<p>As escolas de uma maneira em geral aceitam e acolhem os quadrinhos de maneira mais bem vindo do que era antigamente, e isso é uma coisa que demonstra que já estamos olhando os quadrinhos com menos preconceito. Embora aconteçam alguns episódios ainda, inclusive esse ano houve um caso especifico que foi desagradável, mas acho que até a própria postura das respostas do pessoal que estuda foi bastante positiva.</p>
<p>Então de alguma maneira, acho que tanto o mercado quanto o interesse acadêmico. Quanto às pessoas que descobriram que HQs é um objeto de estudo interessante, demonstra que há uma mudança de postura.<br />
_____________________________________________</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/121.jpg"><img class="aligncenter" title="12" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/121.jpg" alt="12" width="398" height="600" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Agda Dias Baeta</em></p>
<p>Agda Dias Baeta responde sobre o seu artigo: Margarida no Brasil: retrato de uma mulher pós-moderna.</p>
<p><strong>Agda Dias Baeta: </strong>O foco do meu artigo é a personagem Margarida (Daisy Duck) da Disney. Analiso o contexto das histórias da personagem criadas no Brasil, na década de 1980/90, momento muito promissor da produção Disney nacional, já que havia um estúdio Disney na Ed. Abril.</p>
<p>Os artistas brasileiros atribuíram à pata uma personalidade caracterizada por atitudes tipicamente pós-modernas. Nas histórias criadas aqui, ela não é apenas a namorada do Pato Donald, coadjuvante e fútil (como normalmente retratada nas histórias americanas).</p>
<p>Ela é independente emocional e financeiramente, não aceita ser subjugada pelo namorado, nem pelo patrão (Tio Patinhas) e prova a todo o momento que é capaz de fazer tudo que os homens fazem.</p>
<p>Além disso, os temas tratados em suas histórias falam sobre a falta de tempo, a preocupação com a aparência, conquista do mercado de trabalho, diferença de salário entre homens e mulheres, adiamento da maternidade, entre outros dilemas femininos tipicamente pós-modernistas.</p>
<p><strong>IHQ: Falar sobre mulher pós-moderna nos quadrinhos foi uma tarefa árdua, ainda mais que nas HQs elas são usadas como símbolo sexual?<br />
Agda Dias Baeta: </strong>Não foi uma tarefa árdua nesse sentido, pois o artigo é focado na personagem Margarida (Daisy Duck) da Disney. Se a abordagem fosse mais ampla e o objeto de estudo fosse as figuras femininas de um modo geral, com certeza, a questão do símbolo sexual estaria muito mais forte.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/102.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7628" title="10" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/102.jpg" alt="10" width="398" height="600" /></a></p>
<p><strong>IHQ: O que o leitor encontrará no seu artigo?<br />
Agda Dias Baeta:</strong> Os comportamentos femininos tipicamente pós-modernos incorporados nas atitudes da personagem. Mostro no artigo, que a personalidade atribuída à pata nas histórias brasileiras está relacionada ao momento da sociedade.</p>
<p>Pois nas décadas de 80/90, não só os gibis, mas programas de televisão, como Malu Mulher, tratavam dos mesmos temas. Isso porque, a queda do regime autoritário enfraqueceu a ideia de estado-nação brasileiro e consequentemente os demais valores da modernidade.</p>
<p>Com o afrouxamento da censura, assuntos considerados tabus entraram em cena nos meios de comunicação e o Brasil finalmente começou a sentir os efeitos da onda de mudanças da pós-modernidade.</p>
<p>Em especial, o discurso das histórias da Margarida reflete as mudanças comportamentais do gênero feminino e evidencia a chegada dos valores pós-modernos na sociedades latino-americanas que foram apropriadamente retratados pelos meios de comunicação de massa.</p>
<p><strong>IHQ: Qual é a importância da obra como um todo na sua visão?<br />
Agda Dias Baeta: </strong>Evidenciar a relevância que as histórias em quadrinhos têm como instrumento de comunicação. Elas influenciam e são influenciadas pelo contexto social. Elas não só retratam o que a sociedade está vivendo, com também contribuem para a disseminação de conceitos e comportamentos.</p>
<p>_____________________________________________</p>
<p>Marco Tulio Vilela responde sobre o seu artigo: Influências religiosas e sobrenaturais nos quadrinhos nacionais de terror.</p>
<p><strong>IHQ: O seu artigo fala do sobre natural e terror nas HQs brasileiras, você encontrou muitas referencias no nosso folclore que se perdeu ou que é conhecido de maneira errada?<br />
Tulio Vilela: </strong>De modo geral, os nossos autores procuraram adaptar com certa fidelidade o folclore. Os norte-americanos incorporaram muitos elementos que surgiram no cinema e não no folclore.</p>
<p>Por exemplo, nas histórias brasileiras é comum encontrar histórias sobre o filho não batizado (ou o sétimo filho homem na versão original)que se transforma em lobizomem. Nos EUA, os quadrinhos acabaram incorporando aquela idéia do roteirista do filme &#8220;Lobizomem&#8221; (Wolfman) de 1941, estrelado pelo Lon Chaney Junior: a de que somente balas de prata poderiam matar um lobizomem. Essa idéia das balas de prata surgiu nesse filme, não fazia parte do folclore sobre lobizmens nem aqui e nem lá fora.</p>
<p><strong>IHQ: O que o leitor encontrará no seu artigo?<br />
Tulio Vilela: </strong>O leitor encontrará uma série de comparações que chamam atenção para as diferenças entre como o sobrenatural foi mostrado em quadrinhos de terror produzidos nos EUA e os quadrinhos do mesmo gênero no Brasil.<br />
Boa parte dessas diferenças eu atribuo à religiosidade de cada povo, na maneira em como cada religião ou cultura encara a idéia de vida após a morte: nos EUA, o protestantismo tende a ver o sobrenatural como algo sempre ligado ao Diabo, enquanto no Brasil o sincretismo religioso, oque inclui a presença das religiões afro-brasileiras e do espiritismo kardecista, acaba tolerando a idéia de que existem tanto bons quanto maus espíritos ou entidades.</p>
<p>O artigo também tenta responder porque apesar do Regime Militar, a censura aos quadrinhos de terror no Brasil foi relativamente branda se comparada ao que ocorre nos EUA. Outro aspecto que procuro tentar responder no artigo é porque o terror foi um dos poucos gêneros de quadrinhos que conseguiu criar raízes no Brasil, ganhar cara própria e alcançar certo sucesso comercial durante um certo período.</p>
<p><strong>IHQ: Qual é a importância da obra como um toda na sua visão?<br />
Tulio Vilela: </strong>A obra procura preencher uma lacuna no mercado editorial brasileiro: a escassez de obras teóricas e atualizadas sobre histórias em quadrinhos. Creio que ao organizarem a obra, os professores Waldomiro Vergueiro e Paulo Ramos fizeram uma contribuição que tem significado semelhante ao que o livro &#8220;Shazam&#8221; do professor Álvaro de Moya teve na década de 1970.</p>
<p>A diversidade de temas, enfoques ou Ãngulos (histórico; sociológico; linguístico&#8230;) e dos próprios gêneros (terror; humor; super-heróis; infantil&#8230;) de quadrinhos analisados (pois o livro não se prende a nenhum gênero em particular) é outro diferencial da obra. Mais um atrativo.</p>
<p>_________________________________________</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/112.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7629" title="11" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/112.jpg" alt="11" width="398" height="600" /></a></p>
<p>A noite se encerrou tranquila, após uma longa jornada de autógrafos que os autores tiveram que passar, pois quando se pensava que ia parar de chegar gente a mesa ficava sempre cercada de admiradores de quadrinhos e é claro da obra que veio para ser mais um reforço na pesquisa sobre HQ e é claro demonstra o  interesse da academia pelo assunto.</p>
<p>O Impulso HQ agradece a todos os autores que nos enviaram as respostas para deixar o post mais interessante para o leitor e é claro também aos entrevistados que cederam o seu tempo no sábado!</p>
<p>E até o próximo lançamento!</p>
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		<title>II Salão Dino de Humor</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 11:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
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Visto no Recado Devir
Estão abertas as inscrições para o II Salão Dino de Humor do Litoral Paulista , evento organizado pelos ilustradores Osvaldo da Costa (DaCosta) e Alexandre Barbosa (Bar) e pela designer Márcia Okida.
Todos os caricaturistas, cartunistas, desenhistas e artistas gráficos do litoral paulista podem se inscrever até o dia 13 de outubro nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/segundo_salao_dino_de_humor.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7527" title="segundo_salao_dino_de_humor" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/segundo_salao_dino_de_humor.jpg" alt="segundo_salao_dino_de_humor" width="398" height="600" /></a></p>
<p>Visto no <a href="http://www.devir.com.br">Recado Devir</a></p>
<p>Estão abertas as inscrições para o II Salão Dino de Humor do Litoral Paulista , evento organizado pelos ilustradores Osvaldo da Costa (DaCosta) e Alexandre Barbosa (Bar) e pela designer Márcia Okida.</p>
<p>Todos os caricaturistas, cartunistas, desenhistas e artistas gráficos do litoral paulista podem se inscrever até o dia 13 de outubro nas categorias charge , cartum, caricatura , tiras e HQ e Estudantil &#8220;Humor Prata da Casa&#8221;.</p>
<p>Mais informações, programação, regulamento e inscrições pelo e-mail salaodinodehumor@uol.com.br .</p>
<p>Visto no <a href="http://www.devir.com.br">Recado Devir</a></p>
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		<title>Muito Além dos Quadrinhos na HQMIX Livraria</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 12:03:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
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Acontece no próximo sábado, dia 26 de setembro, a partir das 19:30 o lançamento do livro Muito Além dos Quadrinhos, na HQMIX Livraria.
A obra que foi organizada por Waldomiro Vergueiro e Paulo Ramos reúne artigos de nove pesquisadores ligados às histórias em quadrinhos, que pesquisaram diferentes facetas da área.
De acordo com Paulo Ramos para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/muito_alem_hq_livraira_hqmix.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7506" title="muito_alem_hq_livraira_hqmix" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/muito_alem_hq_livraira_hqmix.jpg" alt="muito_alem_hq_livraira_hqmix" width="400" height="400" /></a></p>
<p>Acontece no próximo sábado, dia 26 de setembro, a partir das 19:30 o lançamento do livro Muito Além dos Quadrinhos, na HQMIX Livraria.</p>
<p>A obra que foi organizada por Waldomiro Vergueiro e Paulo Ramos reúne artigos de nove pesquisadores ligados às histórias em quadrinhos, que pesquisaram diferentes facetas da área.</p>
<p>De acordo com Paulo Ramos para o Impulso HQ:</p>
<p><em>&#8221; A proposta da obra é discutir de forma aprofundada e científica diferentes aspectos ligados às histórias em quadrinhos. Cada um dos nove autores definiu um tema que gostaria de abordar. Isso ajudou a tornar bastante plural os assuntos trabalhados. Há desde a evolução da Margarida, de mera namorada do Donald a mulher independente, até uma comparação dos quadrinhos de terror daqui com os norte-americanos&#8221;.</em></p>
<p>A publicação conta com os nomes de peso: Waldomiro Vergueiro, Paulo Ramos, Agda Dias Baeta, Alexandre Barbosa, Angela Rama, Eloar Guazzelli, Fernando Mafra, Gêisa Fernandes D´Oliveira e Túlio Vilela.<br />
<strong><br />
HQMIX Livraria </strong><br />
Praça Roosevelt  nº 142 – Centro<br />
São Paulo &#8211; SP<br />
(11) 3258 7740</p>
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		<title>Muito Além dos Quadrinhos</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 12:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
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&#8220;Muito Além dos Quadrinhos &#8211; Análises e Reflexões sobre a 9ª Arte” começa a ser vendido nos próximos dias e reúne artigos de nove pesquisadores
Visto no Blog dos Quadrinhos &#8211; por Paulo Ramos
Livro põe em debate diferentes temas ligados a quadrinhos.
Um livro põe em discussão temas ligados às histórias em quadrinhos. A obra reúne artigos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/muito_alem_dos_quadrinhos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7446" title="muito_alem_dos_quadrinhos" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/muito_alem_dos_quadrinhos.jpg" alt="muito_alem_dos_quadrinhos" width="398" height="600" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;Muito Além dos Quadrinhos &#8211; Análises e Reflexões sobre a 9ª Arte” começa a ser vendido nos próximos dias e reúne artigos de nove pesquisadores</em></p>
<p>Visto no <a href="http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/">Blog dos Quadrinhos</a> &#8211; por Paulo Ramos</p>
<p>Livro põe em debate diferentes temas ligados a quadrinhos.</p>
<p>Um livro põe em discussão temas ligados às histórias em quadrinhos. A obra reúne artigos produzidos por nove autores brasileiros, que pesquisaram diferentes facetas da área.</p>
<p>O espectro de temas é intencionalmente plural. Das distinções do terror brasileiro e do norte-americano à independência feminina conquistada pela personagem Margarida.</p>
<p>Dos quadrinhos produzidos para fins corporativos à migração de diferentes Batmans nas mídias televisiva e quadrinística. Da história brasileira à história argentina.</p>
<p><span id="more-7445"></span>Da visão que os norte-americanos têm do Brasil ao uso de gírias e ao caráter regional das histórias em quadrinhos produzidas no país.</p>
<p>&#8220;Muito Além dos Quadrinhos &#8211; Análises e Reflexões sobre a 9ª Arte&#8221; (Devir, 208 págs.) é organizado por Paulo Ramos  e por Waldomiro Vergueiro, professor da Universidade de São Paulo.</p>
<p>O livro começa a chegar às livrarias e lojas de quadrinhos nos próximos dias.</p>
<p>Há um lançamento agendado para o próximo dia 26, um sábado, às 19h30, na HQMix Livraria, em São Paulo.</p>
<p>O lançamento irá contar com a presença dos nove autores.</p>
<p>Além dos organizadores, a obra traz análises de Agda Dias Baeta, Alexandre Barbosa, Angela Rama, Eloar Guazzelli, Fernando Mafra, Gêisa Fernandes D´Oliveira e Túlio Vilela.</p>
<p>A seguir, os temas de cada um dos artigos e o nome de quem escreveu a análise:</p>
<p>Margarida no Brasil: retrato de uma mulher pós-moderna, de Agda Dias Baeta</p>
<p>A história em quadrinhos e a imagem como informação: a coexistência da ficção e da realidade, de Alexandre Barbosa</p>
<p>Heróis no Brazil: uma (des)caracterização do espaço geográfico brasileiro, de Angela Rama</p>
<p>Um encontro de grafismos nos Pampas: breve histórico das histórias em quadrinhos na Argentina, de Eloar Guazzelli</p>
<p>Batman de Beethoven: um olhar sobre as adaptações televisivas do Homem-Morcego, de Fernando de Oliveira Mafra</p>
<p>O caipira de todos nós: a construção do sentido de um tipo brasileiro nos quadrinhos, de Gêisa Fernandes D´Oliveira</p>
<p>O uso da gíria nas histórias em quadrinhos, de Paulo Ramos</p>
<p>Influências religiosas e sobrenaturais nos quadrinhos nacionais de terror, de Túlio Vilela</p>
<p>Quadrinhos e educação popular no Brasil: considerações à luz de algumas produções nacionais, de Waldomiro Vergueiro</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
Lançamento de &#8220;Muito Além dos Quadrinhos &#8211; Análises e Reflexões sobre a 9ª Arte&#8221;. Quando: 26.09<br />
Horário: a partir das 19h30<br />
Onde: HQMix Livraria<br />
Praça Roosevelt, 142, no centro de São Paulo.</p>
<p>Visto no <a href="http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/">Blog dos Quadrinhos</a> &#8211; por Paulo Ramos</p>
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		<title>Quadrinhos na Educação</title>
		<link>http://impulsohq.com/noticias/quadrinhos-na-educacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 12:12:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
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Visto no Toki di Rato – por Matheus Moura
Quadrinhos na Educação: da rejeição à prática (organizado por Paulo Ramos e Waldomiro Vergueiro), é o novo livro lançado pela Editora Contexto sobre o tema HQs.
Nele são abordados tópicos como os quadrinhos na escola, biografias e aventuras em quadrinhos, mangás como ferramentas pedagógias, humor e literatura em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/quadrinhos_na_educacao.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7378" title="quadrinhos_na_educacao" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/09/quadrinhos_na_educacao.jpg" alt="quadrinhos_na_educacao" width="398" height="600" /></a></p>
<p>Visto no <a href="http://tokadirato.blogspot.com/2009/09/quadrinhos-na-educacao-da-rejeicao.html">Toki di Rato </a>– por Matheus Moura</p>
<p>Quadrinhos na Educação: da rejeição à prática (organizado por Paulo Ramos e Waldomiro Vergueiro), é o novo livro lançado pela Editora Contexto sobre o tema HQs.</p>
<p>Nele são abordados tópicos como os quadrinhos na escola, biografias e aventuras em quadrinhos, mangás como ferramentas pedagógias, humor e literatura em quadrinhos e os quadrinhos infantis. Ao todo são sete capítulos, cada um escrito por um autor diferente.</p>
<p>Além dos organizadores, colaboraram João Marcos Parreira Mendonça, Túlio Vilela, Alexandre Barbosa e Lielson Zeni.</p>
<p><span id="more-7377"></span>Os outros livros sobre histórias em quadrinhos publicados pela Contexto são: Como Usar as Histórias em Quadrinhos em Sala de Aula (organizado por Angela Rama e Waldomiro Vergueiro) e A Leitura dos Quadrinhos (Paulo Ramos).</p>
<p>Mais informações e como adquirir seu exemplar,<a href="http://www.editoracontexto.com.br/produtos.asp?cod=449&amp;utm_source=Virtual+Target&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=&amp;utm_campaign=EDU+quadrinhos+e+ensinar+&amp;utm_term=saruom@gmail.com"> aqui</a>. Para acessar diretamente a apresentação do livro, basta <a href="http://www.editoracontexto.com.br/produtos/pdf/QUADRINHOS%20NA%20EDUCACAO_APRESENTACAO.pdf">clicar aqui</a>.</p>
<p><strong>Quadrinhos na Educação: da rejeição à prática</strong><br />
16 x 23 cm;<br />
224 páginas;<br />
Acabamento brochura;<br />
R$ 35,00</p>
<p>Visto no <a href="http://tokadirato.blogspot.com/2009/09/quadrinhos-na-educacao-da-rejeicao.html">Toki di Rato </a>– por Matheus Moura</p>
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		<title>Quem disse que as HQs são inimigas dos livros</title>
		<link>http://impulsohq.com/noticias/quem-disse-que-as-hqs-sao-inimigas-dos-livros/</link>
		<comments>http://impulsohq.com/noticias/quem-disse-que-as-hqs-sao-inimigas-dos-livros/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 10:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
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Visto no PESQUISA FAPESP – por Gonçalo Júnior
Tese investiga importância de gibis na formação de leitores na infância
Em 1944, a Revista do Inep (Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos), do Ministério da Cultura, publicou ao longo de três edições um estudo bombástico a partir de uma pesquisa feita com professores e estudantes sobre as histórias em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/07/hqs_livros.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6222" title="hqs_livros" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/07/hqs_livros.jpg" alt="hqs_livros" width="400" height="400" /></a></p>
<p>Visto no <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3908&amp;bd=1&amp;pg=1&amp;lg=">PESQUISA FAPESP</a> – por Gonçalo Júnior</p>
<p>Tese investiga importância de gibis na formação de leitores na infância<br />
Em 1944, a Revista do Inep (Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos), do Ministério da Cultura, publicou ao longo de três edições um estudo bombástico a partir de uma pesquisa feita com professores e estudantes sobre as histórias em quadrinhos, um produto de massa surgido no país na década anterior.</p>
<p>A conclusão era das mais alarmistas: os comics constituíam um nocivo instrumento que estava prejudicando o aprendizado escolar de diversas formas: desestímulo ao estudo das disciplinas, abandono dos livros infantis e, pior, causavam preguiça mental, ao viciar os estudantes com imagens e poucos textos.</p>
<p>Seguiu-se, então, uma guerra em escolas de todo país, quando fogueiras foram organizadas para queimar gibis. Mais lenha foi jogada no incêndio quando o professor Antonio D’Ávila publicou, em 1958, A literatura infanto-juvenil, um tratado em defesa dos livros para crianças e contra as revistinhas.</p>
<p><span id="more-6221"></span>Foi preciso duas décadas para que editoras como Ibep e Ática adotassem a linguagem dos quadrinhos em seus livros de português, geografia, história e matemática. Desde então, a aceitação das revistinhas pelos professores como reforço paradidático parecia pacífica.</p>
<p>Na verdade, os quadrinhos se tornaram quase sempre o primeiro contato de várias gerações de crianças com o aprendizado da leitura e da escrita e de entretenimento, além de um objeto de grande valor afetivo, sempre ligado à infância. É o que está exposto na tese de Valéria Aparecida Bari, O potencial das histórias em quadrinhos na formação de leitores: busca de um contraponto entre os panoramas culturais brasileiro e europeu, com orientação do professor Waldomiro de Castro Santos Vergueiro, da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da USP.</p>
<p>Na pesquisa, ela se propôs a discutir a importância das histórias em quadrinhos na formação do gosto pela leitura das crianças, a partir das experiências de dois países: Brasil e Espanha.</p>
<p>Ao mesmo tempo, debruçou-se sobre a compreensão das mensagens transmitidas tanto pelo texto das histórias quanto pelos desenhos – que são indissociáveis e se completam nesse tipo de arte. Segundo a pesquisadora, os elementos que constituem os quadrinhos, como o letramento, abrem possibilidades de inserção dos produtos da linguagem gráfica sequencial nas práticas biblioteconômicas e pedagógicas atuais.</p>
<p>“A leitura de histórias em quadrinhos forma leitoras que gostam de todo o tipo de leituras, com a vantagem de criar também uma cultura de leitura infantil e comunidades leitoras de grande abrangência”, observa. “Afinal, é preciso lembrar que a formação do leitor só chega ao amadurecimento se a pessoa gostar de ler. O vínculo emocional é um elemento fundamental. Nesse sentido, as histórias em quadrinhos, além da facilidade de mostrar conteúdos complexos para leitores iniciantes, também amadurecem a relação emocional entre o leitor e sua leitura.”</p>
<p>A pesquisadora destaca que, em um país que muito recentemente deixou de ser predominantemente analfabeto, o primeiro contato de grande parte da população com a leitura se deu nos bancos escolares e nas bibliotecas públicas. “Temos uma geração que, no início do século XXI, foi impulsionada a ingressar num mundo letrado e virtualizado, sem que as vivências leitoras tenham um significado em sua vida real. Somente o prazer e o gosto podem justificar esse esforço para subir os enormes degraus da alfabetização e letramento.”</p>
<p><a href="../wp-content/uploads/2009/07/hqs_livros_02.jpg"><img class="aligncenter" title="hqs_livros_02" src="../wp-content/uploads/2009/07/hqs_livros_02.jpg" alt="hqs_livros_02" width="400" height="400" /></a></p>
<p>Segundo ela, a linguagem híbrida das histórias em quadrinhos, que conjuga texto e imagem na formação dos significados complexos, forma um leitor atento, eclético e proficiente, para a leitura competente de diversas mídias e linguagens, assim como na qualidade da organização das ideias e a formulação de textos escritos, com muita diversão e articulação.</p>
<p>O letramento, prossegue ela, compreende fases evolutivas como pré-requisitos para a formação das habilidades e competências leitoras. Primeiro, a decodificação, que requer a memorização do registro da linguagem escrita e sua reprodução gráfica.</p>
<p>Segundo, a de reprodução, repetição e produção própria, que requer a memorização de estruturas mais complexas da linguagem escrita, ao mesmo tempo que o desenvolvimento de habilidades motoras para a reprodução de letras e sinais gráficos, competências linguísticas e articulação de ideias e raciocínios.</p>
<p>“A prática da leitura e da escrita como exercícios de reprodução, repetição e produção, quando bem conduzida, leva à formação de hábitos leitores. Os hábitos, por sua vez, levam ao gosto pela leitura, a parte mais requintada e pessoal do processo de letrar alguém.”</p>
<p>Nesse contexto, as histórias em quadrinhos contribuem de forma relevante com todas essas fases: auxiliam muito na memorização, estimulam naturalmente a reprodução e produção própria do seu leitor, habituam as crianças à leitura e, de forma muito clara, formam o gosto leitor. “Todas essas fases têm em comum o grande esforço mental, sofrimento e comprometimento necessário por parte do indivíduo, para o êxito do letramento.</p>
<p>Como uma vantagem adicional, preparam o cérebro para trabalhar integradamente as amídalas direita e esquerda, já que se utilizam de linguagem híbrida, facilitando a subjetividade e preparando o cérebro para o pensamento complexo.”</p>
<p>Em sua opinião, não seria possível compreender o fenômeno da formação do leitor, ou seja, do letramento, sem as vivências sociais nos ambientes nos quais se dá a apropriação social da leitura.</p>
<p>Nem seria procedente que tivesse obtido o grau de especialista, sem viver e reviver o fenômeno da leitura em sua plenitude. “As histórias em quadrinhos chamam a atenção para os aspectos mais positivos da leitura, tornando o ensino da leitura mais afetivo e voltado para a formação de gosto e personalidade do leitor, conforme pude constatar nas minhas entrevistas para a pesquisa, indo muito além das leituras que não poderiam deixar de embasar uma pesquisa científica.”</p>
<p>O trabalho da Valéria parecia ter colocado uma pedra sobre o preconceito de décadas contra os gibis no Brasil. “A inegável popularidade dos quadrinhos foi, talvez, responsável por uma espécie de desconfiança sobre os efeitos que eles poderiam provocar nos leitores.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/07/hqs_livros_03.jpg"><img class="aligncenter" title="hqs_livros_03" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/07/hqs_livros_03.jpg" alt="hqs_livros_03" width="400" height="400" /></a></p>
<p>Já que são um meio de comunicação de vasto consumo e com seu conteúdo voltado para os jovens, as HQs se tornaram, logo cedo, objeto de restrição por parte de pais e professores”, observa Waldomiro Vergueiro, coordenador do Núcleo de Pesquisas em Histórias em Quadrinhos da ECA-USP e organizador do livro Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula (Contexto, 160 pág, R$ 25,00), ao lado de Angela Rama, Alexandre Barbosa, Paulo Ramos e Túlio Vilela. Foi só depois de os quadrinhos ganharem um novo status, em especial na Europa, como forma de arte que o preconceito foi diminuindo e se começou, timidamente, a incluir quadrinhos em materiais didáticos, de início para ilustrar partes das matérias que, antes, eram explicadas por um texto escrito.</p>
<p>“Houve erros e exageros pela inexperiência do uso em ambiente escolar, mas as iniciativas contribuíram para refinar esse processo”, afirma Vergueiro. Hoje é muito comum usar quadrinhos para transmitir conteúdo, em especial após a avaliação realizada pelo Ministério da Cultura, a partir de meados de 1990. Mais recentemente, o emprego de histórias em quadrinhos na educação é reconhecido pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). “Há várias décadas, os quadrinhos fazem parte do cotidiano dos jovens e, assim, a inclusão desse material na sala de aula não é objeto de qualquer tipo de rejeição por parte dos estudantes que, em geral, o recebem de forma entusiasmada.”</p>
<p>Vergueiro lamenta que haja no Brasil e até mesmo no mundo um subaproveitamento dos quadrinhos nas salas de aula das mais diversas formas – reforço paradidático, estímulo à alfabetização (uma vez que é uma forma de entretenimento) etc. “A interligação do texto com a imagem, que existe nos quadrinhos, amplia a compreensão de uma forma que qualquer um dos dois códigos, sozinho, não conseguiria atingir.”</p>
<p>Segundo o pesquisador, há ainda um desconhecimento do meio por parte dos professores, que não lhes possibilita saber o que escolher e como utilizar em aula. “Soma-se a isso o pouco incentivo governamental existente para utilização das histórias em quadrinhos, deixando praticamente toda a iniciativa por conta dos professores.”</p>
<p>Como argumentos para defender a adoção dos quadrinhos no ensino, ele destaca a familiaridade dos alunos com as histórias em quadrinhos e com os elementos de sua linguagem desde os primeiros anos de vida, o fácil acesso aos produtos quadrinhísticos, o baixo custo do material (na banca de jornal) quando comparado a outros meios, a possibilidade de aplicação em virtualmente todas as áreas e disciplinas e a possibilidade de desenvolver estudos ou projetos multidisciplinares com histórias em quadrinhos.</p>
<p>“Acho que devemos ter uma atitude permanente de esclarecimento dos professores quanto às vantagens e possibilidades de utilização dos gibis em sala de aula.”<br />
Para Vergueiro, isso poderia começar na formação dos professores que, quando ainda alunos de graduação, podem e devem ter contato com as histórias em quadrinhos como instrumento de trabalho de sua futura profissão, familiarizando-se com produções importantes da área e recebendo orientações de como utilizá-las em ambiente didático.</p>
<p>“A ideia preconcebida de que os quadrinhos colaboram para afastar as crianças e jovens da leitura de livros e outros materiais já foi refutada por vários estudos. Hoje sabemos que os leitores de quadrinhos são também leitores de outros tipos de jornais, revistas etc. A ampliação da familiaridade da leitura de quadrinhos, na sala de aula, permite que muitos estudantes se abram para a leitura, encontrando menos dificuldades para concentrar-se nas leituras que são destinadas ao estudo.”</p>
<p>Há quem defenda a importância dos quadrinhos como forma de facilitar o acesso à literatura. “Já cresceu o reconhecimento da HQ como recurso pedagógico, porém, na escola, instituição que homologa o uso dos quadrinhos como ferramenta de ensino e aprendizagem, a concepção que prevalece é aquela que vê nos quadrinhos apenas um recurso auxiliar para aprender, não reconhecendo neles o seu diálogo com o literário. Há uma carência sobre o quadrinho e as possibilidades comunicativas que ele oferece”, explica Maria Cristina Xavier de Oliveira, autora da tese de doutorado A arte dos quadrinhos e o literário, defendida há poucos meses na USP sob orientação de Nelly Novaes Coelho.</p>
<p>“O quadrinho apresenta novas formas de criar textos e de leitura. É uma arte que, ao contrário do que se pensa, precisa ser apreendida e compreendida. O quadrinho é um meio que pode servir a muitos fins, como despertar um olhar criativo, o raciocínio rápido, a concatenação de ideias, o domínio de técnicas de composição e da exploração visual. Os quadrinhos podem ser um meio de formação de leitores, não passivos, meros receptores, mas ativos, colaboradores importantes na leitura e na construção de novos textos”, acredita.</p>
<p>Quem disse que aquilo que você adora ler é “apenas um gibi”? Com certeza foi alguém que não participou da Campanha de Desarmamento Infantil, em Recife, onde, em poucas semanas, mais de 500 mil armas de brinquedos foram trocadas por gibis. A pena do quadrinho, com certeza, é mais forte do que a espada ou o revólver. E bem mais gostosa de se ver.</p>
<p>Visto no <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3908&amp;bd=1&amp;pg=1&amp;lg=">PESQUISA FAPESP</a> – por Gonçalo Júnior</p>
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		<title>Como usar HQS na sala de aula</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 12:20:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Angela Rama]]></category>
		<category><![CDATA[Como usar as histórias em quadrinhos em sala de aula]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[Túlio Vilela]]></category>
		<category><![CDATA[Waldomiro Vergueiro]]></category>

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O autor Waldomiro Vergueiro
Visto no O GRITO! &#8211; por Matheus Moura
Educação Sequenciada
Antes vilãs, Histórias em Quadrinhos são usadas como recurso educativo em sala de aula.
Tratados como vilões das escolas durante anos, as Histórias em Quadrinhos já há um tempo estão recebendo status de aliadas da educação. Graças ao movimento que vem ganhando força com as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2758" title="waldomiro_vergueiro" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/02/waldomiro_vergueiro.jpg" alt="waldomiro_vergueiro" width="400" height="200" /><em></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>O autor Waldomiro Vergueiro</em></p>
<p>Visto no <a href="http://www.revistaogrito.com/page/17/02/2009/como-usar-as-historias-em-quadrinhos-na-sala-de-aula/">O GRITO!</a> &#8211; por Matheus Moura</p>
<p><strong>Educação Sequenciada</strong><br />
Antes vilãs, Histórias em Quadrinhos são usadas como recurso educativo em sala de aula.</p>
<p>Tratados como vilões das escolas durante anos, as Histórias em Quadrinhos já há um tempo estão recebendo status de aliadas da educação. Graças ao movimento que vem ganhando força com as HQ’s educacionais e a inclusão de várias delas no Programa Nacional Biblioteca da Escola &#8211; PNBE. Porém, muitos professores ainda não sabem como inserir essa nova ferramenta na realidade da sala de aula.</p>
<p>Pensando nisso, o professor doutor e coordenador do Observatório de Pesquisas de Histórias  em Quadrinhos, Waldomiro Vergueiro, juntamente com mestranda em Geografia Humana pela USP, Angela Rama, organizaram um dos novos lançamentos da paulistana Editora Contexto: Como Usa as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula.</p>
<p>A publicação reúne textos de cinco autores, cada um aborda sua especialidade.</p>
<p><span id="more-2757"></span>Além dos dois já citados acima há: o professor doutor Paulo Ramos; o mestrando em Comunicação pela USP, Alexandre Barbosa; e o historiador professor Túlio Vilela.</p>
<p>Waldomiro abre o livro com o texto Uso das HQs no ensino.</p>
<p>Neste artigo o professor discorre sobre a trajetória dos quadrinhos, indo desde a sua primeira aparição, passando pelo polêmico livro A Sedução dos Inocentes, do norte-americano Fredric Wertham e sua influência até os dias de hoje. Uma ótima sacada de Waldomiro foi acrescentar o Código de Ética dos Quadrinhos (versão brasileira) e, claro, como usar as HQs no ensino.</p>
<p>O segundo texto é intitulado A Linguagem dos Quadrinhos uma alfabetização Necessária, e também é assinado por Waldomiro.<br />
Dessa vez o professor versa quanto ao aprendizado da linguagem dos quadrinhos, a qual o profissional da educação &#8211; não familiarizado &#8211; deve passar.</p>
<p>O mais interessante mesmo fica com as explicações quanto aos planos e outros elementos que compõem esse versátil linguagem, como os balões, legendas e onomatopeias. Em seguida há o texto de Paulo Ramos.</p>
<p>Ramos durante anos trabalhou como consultor de língua portuguesa da Folha de S.Paulo e do UOL e é professor universitário, além de jornalista. Nada mais normal que deixá-lo a vontade em seu próprio terreno ao escrever o capítulo Os quadrinhos em aula de Língua Portuguesa.</p>
<p>Aqui começa o mais interessante. Nesta primeira amostra da aplicação das HQ’s em sala de aula, Paulo Ramos expõe um pouco do poder da linguagem dos quadrinhos e dá ao educador um vislumbre das possibilidades de emprego da Nona Arte nas aulas de português. No geral são dez propostas diferentes mais as considerações finais.</p>
<p>Alguns do exemplos de Paulo são: trabalhar as HQ’s para ilustrar a adequação/inadequação, com o intuito de “fixar a noção de que o contexto torna o uso da língua adequado ou inadequado”; trabalhar o preconceito linguístico, para mostrar aos alunos os preconceitos linguísticos &#8211; geralmente na fala; a fala e escrita, já é feito com o intensão de tratar das diferenças entre os dois sem um &#8211; necessariamente &#8211; se sobressair ao outro; e recursos de expressão visual, que visa “incitar a reflexão sobre quão ricos de informação podem ser os elementos visuais utilizados no processo interativo”.</p>
<p>Em seguida há o texto de Angela, Os quadrinhos no ensino de Geografia. Assim como Paulo ela apresenta algumas propostas, embora menos, são seis ao todo. A principal diferença do uso das HQ’s em Geografia é a possibilidade de expandir os temas abordados, indo desde migração, a política internacional e passeando ainda por nacionalismo e cartografia. Da mesma forma que no capítulo de português, cada proposta é ilustrada por um exemplo.</p>
<p>Esse aspecto &#8211; das ilustrações &#8211; é algo que enriquece o material e demonstra bem (principalmente ao leitor de quadrinhos) o quão rico é o meio de material com referência didática.</p>
<p>O que dizer então d’Os Quadrinhos na(s) Aula(s) de História. Essa é a proposta de Túlio: explicitar o tanto que os quadrinhos são úteis às aulas de história. Parece óbvio, mas o historiador consegue dar uso até mesmo à HQ’s que trabalham com o anacronismo (que é algo ser passado em uma época que não condiz à realidade).</p>
<p>Ao contrário dos outros dois profissionais, Túlio não separa seu texto por “propostas”, mas sim por inter-títulos (jargão jornalístico para indicar sub-títulos que intercalam um texto). Por exemplo: Cuidados especiais na utilização dos quadrinhos nas aulas de história, Procedimentos de leitura e História em Quadrinhos e Memória.</p>
<p>O primeiro tem no título sua auto explicação e é subdividido em três partes para mostrar as formas de uso das HQ’s no ensino de história. São elas: “A) para ilustrar ou fornecer uma ideia de aspectos da vida social de comunidades do passado; B) para serem lidos e estudados como registros da época em que foram produzidos; e C) para serem utilizados como ponto de partida de discussões de conceitos importantes para a História”.</p>
<p>O segundo exemplo, procedimentos de leitura, levanta algumas indagações que os educadores devem levantar acerca do material escolhido para as aulas; como “quem é (são) o(s) autor(es)?, por quem fala?, a quem se destina?, e, qual é a sua finalidade?”. Já o terceiro exemplo trata das histórias verídicas. Nelas, Túlio, analise justamente as questões apontadas anteriormente.</p>
<p>O último capítulo, Os quadrinhos no ensino de artes, é o mais técnico. O autor, Alexandre Barbosa, parte de um pressuposto de que em artes as HQ’s servem para exemplificar técnicas &#8211; propriamente ditas &#8211; como perspectiva, anatomia, luz e sombra, composição e por aí vai. Ao final ele sugere que os alunos façam uma História em Quadrinhos, ou melhor, um zine.</p>
<p>Dentre todos os capítulos este acaba sendo o mais fraco e superficial. Logo em seguida há a bibliografia e um micro currículo dos autores.</p>
<p>Com suas 162 páginas, o livro Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula dá o “gostinho de quero mais”. Dentro da proposta de levantar questões e dar soluções para as HQs em sala de aula de ensino médio, ele é muito bem sucedido.</p>
<p>O que faltou foi uma discussão maior quanto o significado das HQs e sua abrangência comunicacional. Matérias como física, matemática, biologia, química, também fizeram faltam. Sem contar exemplos de pesquisas e uso em cursos de terceiro grau.</p>
<p>Entretanto, isso pode muito bem ser resolvido em uma continuação. As HQ’s em geral não são seriadas?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2759" title="como_usar_hq_sala_de_aula" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2009/02/como_usar_hq_sala_de_aula.jpg" alt="como_usar_hq_sala_de_aula" width="400" height="400" /></p>
<p><strong>Como usar as histórias em quadrinhos em sala de aula</strong><br />
Angela Rama, Waldomiro Vergueiro, Alexandre Barbosa, Paulo Ramos e Túlio Vilela<br />
Editora Contexto<br />
160 páginas<br />
R$ 25,00</p>
<p>Visto no <a href="http://www.revistaogrito.com/page/17/02/2009/como-usar-as-historias-em-quadrinhos-na-sala-de-aula/">O GRITO!</a> &#8211; por Matheus Moura</p>
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		<title>Aniversário da Gibiteca de Santos</title>
		<link>http://impulsohq.com/noticias/aniversario-da-gibiteca-de-santos/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 10:59:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lebeau</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alex Ponciano]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[gazy andraus]]></category>
		<category><![CDATA[Gibiteca]]></category>
		<category><![CDATA[Jamir Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Marcel Rodrigues Paes]]></category>
		<category><![CDATA[Silvio Navos]]></category>

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Visto no Metrópole On Line
A Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes, em Santos, está comemorando seu 16º aniversário com uma extensa programação.
As festividades começam segunda-feira, dia 8, e vão até o domingo, dia 14.
O evento contará com a presença de alguns cosplayers (pessoas vestidas com fantasias de desenhos animados), entrega da placa restaurada da gibiteca, palestras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2008/12/gibiteca_santos_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1521" title="gibiteca_santos_01" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2008/12/gibiteca_santos_01.jpg" alt="" width="400" height="400" /></a></p>
<p>Visto no <a href=" http://www.metropoleonline.com.br/layout/layout2.php?cdConteudo=8176&amp;codigo=10">Metrópole On Line</a></p>
<p>A Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes, em Santos, está comemorando seu 16º aniversário com uma extensa programação.</p>
<p>As festividades começam segunda-feira, dia 8, e vão até o domingo, dia 14.</p>
<p>O evento contará com a presença de alguns cosplayers (pessoas vestidas com fantasias de desenhos animados), entrega da placa restaurada da gibiteca, palestras de artistas como Alexandre Barbosa, o Bar, o dublador Silvio Navos, entre outros.</p>
<p>Para Bar, dedicar uma semana à comemoração do aniversário da gibiteca é uma grande iniciativa.</p>
<p><em>“Essa semana estará revitalizando o local, pois há alguns meses foi restaurado apenas o espaço físico, mas ainda precisa atrair pessoas para lá. Existem poucas gibitecas no país, e este é um grande acervo da memória da sociedade, não é só entretenimento”.</em></p>
<p>O cartunista fará uma palestra abordando a livre utilização de histórias em quadrinhos nas salas de aula como ferramenta de aprendizado.</p>
<p><em>“Quando falamos em histórias em quadrinhos imaginamos que elas sejam só para crianças, mas não é assim. O quadrinho faz a ponte entre o texto e a imagem, isso facilita a percepção do mundo. A palestra é voltada para quem se interessa por educação, pedagogos, professores e estudantes de Pedagogia. No começo do próximo ano estou lançando um novo livro sobre a utilização de determinadas histórias em quadrinhos na sala de aula”,</em> afirma.</p>
<p><span id="more-1519"></span>De acordo com o autor de histórias em quadrinhos e doutor em Ciências da Comunicação pela Eca-USP, Gazy Andraus, a comemoração vai mostrar para a comunidade a existência de um espaço como este na região.</p>
<p><em>“As pessoas precisam conhecer melhor o que realmente é uma gibiteca, saber que não é dedicada apenas à leitura de gibis por crianças, mas para trazer eventos e cursos na área. A reforma que aconteceu este ano foi pleiteada por pessoas aqui da região, como a Associação Amigos da Gibiteca, que lutou muito por isso. Eu sou de São Vicente e posso dizer que aqui a gibiteca sumiu. Foi incorporada pela biblioteca e, assim como a fanzinoteca, sumiu. Em Santos, os eventos existem para que ela seja redescoberta pela população”, </em>argumenta.</p>
<p>Ele explica que em sua palestra, tentará mostrar um histórico sobre a evolução dos fanzines.</p>
<p><em>“Vou levar vários exemplares para mostrar ao pessoal os diversos tipos e as diferenças de um material para o outro. É importante frisar a liberdade que existe na criação do fanzine e a importância que ele tem no estímulo à criatividade”.</em></p>
<p>De acordo com o cartunista e um dos criadores da Associação Amigos da Gibiteca, Alex Ponciano, eventos como esse são uma antiga reivindicação.</p>
<p><em>“Finalmente isso está acontecendo. Uma das minhas reivindicações sempre foi que existisse uma agenda de eventos, uma programação. Espero que a partir de agora isso aconteça sempre. Eu dou um grande apoio, pois acho que a iniciativa é muito importante. Nós ficamos cinco anos cobrando da prefeitura a reforma da gibiteca. Este ano vejo que dá para comemorar não só pela reforma, mas porque a Secretaria de Cultura tem dado mais atenção ao local, pois entendo que tem aumentado a visitação e as escolas estão participando mais”.</em></p>
<p>Ele ressalta a importância de incentivar a leitura do gibi. <em></em></p>
<p><em>“Por muito tempo o gibi e o quadrinho ficaram em segundo plano, tidos como uma literatura de segunda classe. De uns tempos para cá o Governo Federal está resgatando o quadrinho, o MEC (Ministério da Educação) está investindo recursos nisso. A comemoração do aniversário lembra que nós temos uma gibiteca pioneira na região e o quadrinho está cada vez mais presente”,</em> declara Ponciano.</p>
<p><a href="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2008/12/gibiteca_santos_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1522" title="gibiteca_santos_02" src="http://www.impulsohq.com.br/wp-content/uploads/2008/12/gibiteca_santos_02.jpg" alt="" width="400" height="400" /></a></p>
<p><strong>Movimento aumentou 120% depois da reforma</strong></p>
<p>De acordo com o coordenador de Informação e Centros Culturais da Prefeitura de Santos, Jamir Lopes, desde a reforma da Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes, em junho deste ano, onde foram investidos cerca de R$ 11 mil, o movimento do local aumentou, em média, 120%.</p>
<p>Ele explica que a freqüência se deve aos eventos e oficinas que estão sendo promovidos.</p>
<p><em>“Hoje temos feito ações, como por exemplo, oficina de mangá aos sábados e aulas de desenho aos domingos. Fora isso temos uma programação de exposições e mostras com espaços voltados para desenhistas e cartunistas da cidade. Esta é a primeira vez que dedicamos uma semana inteira às comemorações do aniversário da gibiteca e essas ações somadas a própria característica do local, que é um espaço de leitura, aumentaram muito a visitação da população”</em>, explicou o coordenador.</p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<p><strong>08/12 (segunda-feira)</strong><br />
Abertura da Semana de comemorações com a presença de autoridades e convidados vinculados à área de História em quadrinhos e afins como Alexandre “Bar”, Alessandro Padin (jornalista do Metropole, Márcia Okida (Professora universitária e artista multimídia) entre outros;<br />
14h &#8211; Exibição de desenhos animados clássicos e conversa informal sobre a influência da cultura pop japonesa &#8211; atividade extra, com início às 14h e encerramento às 16:30h, com diversos grupos de leitores desse segmento;<br />
17h &#8211; Inauguração da Exposição “1 º Salão Dino de Humor”;<br />
- Restauração da Placa de Inauguração da Gibiteca;<br />
- Inauguração da caricatura do Marcel Rodrigues Paes, elaborada pelo cartunista “Bar”;<br />
- Performances de “Cosplayers” (leitores de mangás que se caracterizam como seus personagens favoritos).</p>
<p><strong>09/12 (terça-feira)</strong><br />
15h &#8211; Exibição de seriados, animes, desenhos diversos;<br />
17h &#8211; Mostra de fanzines. Palestra com Gazy Andraus abordando a linguagem e aspectos gerais dos fanzines;</p>
<p><strong>10/12- (quarta-feira)</strong><br />
Exposição de Réplicas de Personagens de Mangás e Animes (gashapons) miniaturas de personagens das histórias em quadrinhos japonesas;<br />
9h às 13:30h – Oficina de desenho de “Heróis”, com a desenhista e ilustradora Adriana de Souza Batista;<br />
14h às 16h &#8211; Campeonato de cardgames e Jogos de tabuleiro;<br />
16h – Exibição de teatro “Naruto”, com Grupo Animelan;<br />
17h – Música acústica com temas de desenhos animados e animes (Banda Estratégia)</p>
<p><strong>11/12 – (quinta-feira)</strong><br />
18h Palestra “HQ em Sala de aula” com Alexandre “Bar” (inscrições antecipadas: 25 vagas, com certificação);</p>
<p><strong>12/12 (sexta-feira)</strong><br />
19 h &#8211; Lançamento do projeto Cine HQ<br />
Exibição de um filme com referências ao universo das histórias em quadrinhos e abertura de um diálogo sobre o tema com convidados que trabalham na área.</p>
<p><strong>13/12 (sábado)</strong><br />
9h às 12h30 &#8211; Oficina “Mangart nos pin-ups” &#8211; com prof. Leandro Altafim, das 14 às 18h<br />
14h às 19h &#8211; Festival Anime:<br />
14h às 15h30 – Jogos de cardgame e tabuleiro e exibição de animes e seriados variados;<br />
15h30 às 16h15 – Gincana/Quizz sobre o tema anime e mangá<br />
16h30 &#8211; Palestra com Sílvio Navas &#8211; (dublador do MUN-HA dos thundercats, bender do futurama, rei cutelo em Dragon Ball e também Marlon Brando no filme &#8220;O poderoso chefão&#8221;, entre muitos personagens);<br />
Comentários à cerca da atual cultura pop japonesa, com Alexandre “Shinji”, professor, e organizador do grupo “Animelan”, mais antigo grupo de cosplayers e admiradores do J-Pop da Baixada Santista;<br />
17:30h &#8211; Desfile de “cosplayers” na parte superior da Gibiteca;<br />
18:30h &#8211; Show acústico com Tatsu Banda;</p>
<p><strong>14/12 (domingo)</strong><br />
15h30 às 17h30 &#8211; Oficina de Desenho com Christian Rodrigues<br />
18h &#8211; Lançamento do Fanzine comemorativo aos 16 anos da Gibiteca Municipal “Marcel Rodrigues Paes” que será escolhido entre os trabalhos apresentados pela população. Não será necessária inscrição prévia, apenas que as pessoas compareçam</p>
<p>Visto no <a href=" http://www.metropoleonline.com.br/layout/layout2.php?cdConteudo=8176&amp;codigo=10">Metrópole On Line</a></p>
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