Com uma história realmente lamentável e uma jogabilidade repetitiva e entediante, X-Men: Destiny sepulta o que restara da integridade da Silicon Knights, desenvolvedora responsável pelo excelente jogo de horror psicológico, Eternal Darkness e pelo remake de Metal Gear Solid, ambos exclusivos do Nintendo Game Cube.

Ao que parece, o estúdio está a caminhar como um cego rumo ao precipício. E o pior, quando cair, se cair, não deixará saudades. Depois do fiasco de Too Human imaginava-se que a empresa retomaria a boa fase para criar um universo à altura dos heróis mutantes da Marvel, mas infelizmente isso não acontece.

X-Men: Destiny se aproveita de uma receita que já fora usada tantas vezes, e de tantas formas, e por tantos outros jogos, que fica até difícil não fazer comparações, e esse é o grande problema do título.

Em X-Men: Destiny, os jogadores são colocados no papel de jovens mutantes com os poderes recém-despertos. Há duas fraternidades mutantes e o jogador só pode escolher uma delas, os X-Men de Charles Xavier ou a Irmandade de Magneto.

Os desenvolvedores do jogo resolveram dar maior ênfase na “escolha” em detrimento ao tipo tradicional e linear de jogabilidade de outros títulos do gênero. O jogador pode escolher um entre três mutantes, cada um com uma habilidade própria e seguir o seu próprio caminho.

Aimi Yoshida: Nascida na cidade Fuji, Japão, foi enviada para fora do seu país por seus familiares antes deles serem encarcerados nos campos de concentração mutantes. Ela chegou a San Francisco escondida dentro de um navio-tanque. Como era ainda muito jovem ao desembarcar nos Estados Unidos, desconhece os verdadeiros motivos que causaram o seu abandono, devido a isso tem uma personalidade agressiva e rancorosa.

Alexander Grant: Nascido em Sandersville, Geórgia. Calouro recém-ingressado na faculdade, Grant sonha se tornar um jogador profissional de futebol americano e espera obter um lugar este ano no time titular da University of California, Berkeley. Grant não tem nenhum interesse político e sabe pouco sobre o conflito que há entre humanos e mutantes.

Adrian Luca: Nascido em Los Angeles, Califórnia, Adrian é filho de um extremista anti-mutante morto em batalha. Ele fora criado e treinado pelos Purifiers (Purificadores), antigos aliados do seu pai, para ser o primeiro soldado no exércio de humanos de sangue puro. Sob os cuidados deles, Adrian fora condicionado a odiar todos os mutantes e a buscar vingança pelo assassinato de seu progenitor.

A ideia e a construção do enredo não soam mal. Jogos como The Witcher 2 e Dragon Age Origins exploram a não linearidade nas escolhas do jogador. O problema é que o fraco roteiro e o excesso de missões repetitivas atadas à pancadaria desconstroem qualquer manifestação de competência do jogo.

Até mesmo a presença de estimados personagens do universo mutante não consegue salvar a excessiva pirotecnia de repetições provocadas pelo apertar de botões. Como agravante, as capacidades de escolhas não funcionam tão bem como nos jogos citados, não há consequências claras das decisões tomadas, tornando assim a experiência nula e o jogo descartável após a primeira jogatina.

A trilha musical de Steve Henifin é uma agulha de prata em meio a um monte de palha em chamas. Bem orquestrada, consegue capturar a essência do jogo. Ela possui influências das bandas sonoras de The Terminator e Robocop, filmes que fizeram sucesso na década de 1980.

A Jogabilidade de X-Men: Destiny não chega a ser completamente falível, contudo, a câmera trepidante e a movimentação arcaica e jocosa dos personagens deixam a desejar. Além disso, os combates com os inimigos variam pouco e não oferecem grande dificuldade. As habilidades especiais, embora bem feitas, não são novidade.

A Silicon Knights optou por não inovar, copiando traços e Jogabilidades de outros jogos. O jogador não estranhará ao sentir Déjà vus em meio à jogatina. Ele logo perceberá influência de Infamous da Sony e Batman: Arkham Asylum da Warner, naturalmente sem o polimento adequado dos títulos citados.

O visual do jogo não é dos melhores, nada que possa, deliberadamente, atrofiar o design das fases, razoavelmente variado. Os personagens possuem boa modelagem e contrastam com o estilo dos quadrinhos dos mutantes. No entanto, texturas de baixa resolução e alguns bugs denotam que faltou tempo ao estúdio para aperfeiçoar o jogo, talvez por exigências da Activision, acostumada a lançar jogos em intervalos curtos.

Por ser um game baseado numa das marcas mais conhecidas da Marvel Comics, X-Men: Destiny gerou uma expectativa vã.
Com enredo fraco e excessivo apertar de botões ele derrapa na sua principal propaganda, a não linearidade e a liberdade de escolha, que acaba por não funcionar, não havendo consequência nas decisões tomadas pelo jogador, tornando o título descartável após a primeira jogatina.

Outro problema é que X-Men: Destiny se aproveita de receitas que já foram usadas por outros jogos, e talvez seja esse o seu maior defeito, pois há uma enorme quantidade de títulos superiores a ele no mercado.

Trailer

X-Men: Destiny
Desenvolvedora: Silicon Knights
Produtora: Activision
Produtor: Doug Heder
Escritor: Mike Carey
Trilha musical: Steve Henifin
Plataformas: Nintendo DS, Playstation 3, Wii, Xbox 360
Lançamento: 30 de setembro de 2011
Gênero: Action role-playing
Modo de jogo: Um jogador
Plataformas avaliadas: Playstation 3, Wii, Xbox 360
Classificação etária: 16 anos
Site oficial: www.herohq.com/xmendestiny

José NunesquadrinhosDestiny,Silicon Knights,x-menCom uma história realmente lamentável e uma jogabilidade repetitiva e entediante, X-Men: Destiny sepulta o que restara da integridade da Silicon Knights, desenvolvedora responsável pelo excelente jogo de horror psicológico, Eternal Darkness e pelo remake de Metal Gear Solid, ambos exclusivos do Nintendo Game Cube. Ao que parece, o estúdio...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
Compartilhe