Spoilers: Não há.

Em 2010 a desenvolvedora Beenox conseguiu fazer algo regular com o nome Homem-Aranha, regular porque já foram engendrados jogos melhores do escalador de paredes ao longo de sua existência. Spider-Man: Shattered Dimensions brincava, se é assim que podemos dizer, com a pele temporal dos diferentes universos vividos pelo herói aracnídeo.

O jogo recebeu críticas relativamente positivas da mídia especializada, o que não é surpresa dada a paixão pelo personagem. Para 2011, motivada pelos elogios do título anterior, a Beenox resolvera continuar com a receita do bolo. O problema é que Spider-Man: Edge of Time fora tirado prematuramente do forno deixando o seu gosto amargo.

É até frustrante comentar a passagem do super-herói mais popular da Marvel nessa atual geração, aliás, tirando o crossover de pancadaria Marvel vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds nada de bom veio das licenças da nova teúda e manteúda da Disney. Parece até zica.

Edge of Time inicia sua trama com as intenções megalomaníacas do cientista Walker Sloan. Ele deseja poder e ganâncias para sua empresa, entretanto, para isso se concretizar Sloan precisa voltar ao passado, exatamente no tempo atual, para criar a corporação Alchemax antes de sua verdadeira fundação, tornando ela a maior empresa de tecnologia do planeta.

Miguel O’Hara, o Homem-Aranha 2099 tem uma visão dos acontecimentos provenientes da criação da Alchemax no presente, no qual o Aranha original morre após um furioso embate com o supervilão Anti-Venon.

Nessa dimensão Peter Parker continua a coexistir como super-herói, mas em vez de trabalhar como fotógrafo no Planeta Diário, ele é um funcionário da Alchemax. Com a ajuda de O’Hara, Parker inicia uma corrida contra o relógio para evitar seu triste e mortal destino.
Assim como em Shattered Dimensions o jogador poderá alternar os controles entre os personagens do presente e do futuro. A Jogabilidade é intuitiva e segue a premissa de outros jogos do cabeça de teia, não exigindo muito habilidade do jogador.

Uma coisa legal incrementada no jogo são as mudanças cíclicas na pele do tempo e espaço decorridas no futuro pelas ações do jogador no presente. Tudo aquilo que é feito no passado altera circunstancialmente a realidade de quem vive no futuro. E isso pode ser usado pelo jogador para solucionar enigmas e desafios durante toda a campanha.

As lutas são relativamente fáceis com maiores picos nos embates contra os chefões, mas nada que possa incomodar. O jogador, assim como em Arkham City, pode comprar melhorias para os personagens à medida que o jogo corre.

O som é bom e a dublagem excelente com figuras conhecidas do universo do Herói como Josh Keaton (Homem-Aranha), Daniel Barnes (Homem-Aranha 2099). Para o papel do cientista Walker Sloan fora chamado o ator em decadência Val Kilmer, conhecido mundialmente por interpretar no cinema em 1991 o falecido ex-vocalista, Jim Morrison, da banda The Doors. Já a celebre Mary Jane Watson fora dublada pela belíssima atriz de seriados, Laura Vandervoort, os Nerds agradecem.

A trilha musical de Gerard Marino também não decepciona, com batidas épicas e composições sólidas e ativas ainda que redunde, sem embaraço, suítes no encouraçado de algumas faixas. As músicas contra os chefes são bem orquestradas e extremamente vivas.

Graficamente o jogo deixa a desejar apesar da modelagem dos personagens serem apreciáveis a primeira vista. No entanto, os cenários futuristas das fases tonteiam um pouco devido a demasiada luminescência vertiginosa optada pelos designers, podendo causar irritação na retina de algumas pessoas.

Mas o maior problema de Edge of Time sem sombra de dúvida é sua história insossa e pouco palatável tornando a campanha entediante após algumas horas de jogatina. Na verdade o single-player do jogo é curto, indicando que o título fora entregue antes da hora.

Além disso, Edge of Time pouco inovara em relação ao seu antecessor, conduzindo assim o jogador a uma parede de espelhos que refletem descaradamente a dinâmica apresentada no jogo de 2010. Faltou ímpeto de inovação a Beenox.

Conclusão
Assim como o fraquíssimo X-Men: Destiny, a nova aventura do Homem é esquecível, principalmente quando comparada com o magnifico, Batman: Arkham City. Fica a impressão que talvez a maravilha da Disney (ainda me acostumo com isso) precise de novos ares e mais tempo para ser construído.

A Activision Blizzard produtora e distribuidora detentora da licença prometera um retorno ao mundo aberto na próxima aventura, baseada no novo filme do herói, produzida pela Sony Pictures. Agora só resta esperar e torcer pelo Homem-Aranha do ano que vem, porque o desse ano foi pego pelo paradoxo.

Trailer

Trailer 2

Trailer 3

Spider-Man: Edge of Time
Série: Homem-Aranha
Desenvolvedora: Beenox
Publicadora: Activision
Plataformas: Wii, PS3, X360, 3DS e NDS
Escritor: Peter David
Compositor: Gerard Marino
Data de lançamento na América: dia 14 de outubro de 2011
Data de lançamento brasileira: ainda foi divulgada
Gênero: Ação e aventura, plataforma
Modo de jogo: Um jogador
Plataformas avaliadas: PS3 e X360
Idiomas da versão americana: Inglês, Espanhol e Francês (legendas)
Classificação etária: 14 anos

José Nunesquadrinhos3DS,Beenox,Edge of Time,Homem-Aranha,NDS,PS3,Spider-Man,Wii,X360Spoilers: Não há. Em 2010 a desenvolvedora Beenox conseguiu fazer algo regular com o nome Homem-Aranha, regular porque já foram engendrados jogos melhores do escalador de paredes ao longo de sua existência. Spider-Man: Shattered Dimensions brincava, se é assim que podemos dizer, com a pele temporal dos diferentes universos vividos...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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