Este álbum é, provavelmente, o melhor exemplo de homenagem que um quadrinhista pode prestar a seus entes queridos.

O homenageado aqui é Jouralbo Sieber, que tem algumas passagens de sua vida narradas por Allan Sieber, seu filho e mentor deste tributo.

O álbum é composto por diversas histórias, apresentadas de forma cronológica e que, em sua maioria, giram em torno da profissão de Jouralbo: desenhista e diretor de arte que atuou desde os primórdios das agências de publicidade no Rio Grande do Sul até os anos 1990.

Essas histórias narram sua formação profissional, seus primeiros empregos, sua passagem pelas forças armadas, alguns companheiros de profissão com comportamento curioso e sua relação com seus chefes – que quase nunca era muito amigável.

Curioso é que Allan limita-se apenas ao roteiro, os desenhos são do próprio Jouralbo que, mesmo sendo um profissional com vasta experiência no ramo gráfico, realiza pela primeira vez uma HQ.

Por isso não espere nenhum primor na composição de seus quadros e nas diagramações. Jouralbo trilha uma linha mais acadêmica, num estilo mais rígido, com uma câmera que raramente sai do plano médio (representação do personagem da cintura para cima).

A narrativa também segue uma linha mais antiga de se fazer quadrinhos com o uso excessivo de legendas.

O resultado não é um trabalho de forte carga dramática com uma emocionante história de superação pessoal, como geralmente são as obras biográficas e autobiográficas. O álbum segue mais uma linha jornalística que apresenta os fatos de maneira mais isenta possível de forma que, fora a classe dos desenhistas da segunda metade do século XX, dificilmente vai causar algum grau de identificação nos leitores.

Mas é um trabalho que serve de registro histórico da profissão e da publicidade gaúcha e, como já dito, a maior homenagem que um quadrinhista pode prestar.

Ninguém me convidou
Autores: Allan Sieber (roteiro) & Jouralbo Sieber (arte).
Editora Conrad
112 páginas
Data: Dezembro de 2010
R$ 32,90

Alexandre Manoelresenha hqbAllan Sieber,conrad,HQB,Jouralbo Sieber,Ninguém me convidou,resenhaEste álbum é, provavelmente, o melhor exemplo de homenagem que um quadrinhista pode prestar a seus entes queridos. O homenageado aqui é Jouralbo Sieber, que tem algumas passagens de sua vida narradas por Allan Sieber, seu filho e mentor deste tributo. O álbum é composto por diversas histórias, apresentadas de forma...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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