EP é a sigla para Extended play que é uma gravação em vinil ou CD que é longa demais para ser considerada um compacto (single), e muito curta para ser classificada como álbum. Com essa rápida explicação já deu pra sacar que a edição independente de autoria de Dalts e Magentaking fala sobre música, e para ser mais preciso, sobre rock’n roll.

A história sem palavras lida basicamente com dois conceitos: a dualidade e o caos. Toda a narrativa é centrada no rock, e vamos concordar, há um universo melhor para se explorar a dualidade e o caos?

Fique atento durante a leitura às referências e aos detalhes, quando você entrar no clima, com certeza irá “ouvir” a trilha sonora ao fundo e perceber que o conflito apresentado está além de “qual é a minha banda favorita?”.

Para os que gostam de rock, EP é uma revigorante leitura, pois carrega consigo o espírito de um grande show ou de um grande festival, onde a emoção de estar presente e participar daquele momento são a única coisa que importa.

Não se deixe enganar pelo pequeno formato da publicação (20,5 x 12 cm) e pela capa simples, apenas a sigla EP e o símbolo que estará presente em todo ao álbum, tudo isso em branco no fundo chapado preto. Dentro da publicação há dois traços que irão surpreender os leitores.

Exaltando a dualidade entre claro e escuro, o leve e o pesado, a dupla explora a posição par e impar das páginas para criar o contraste entre um traço mais denso e carregado de tinta com um mais fino e suave, com mais espaço para as áreas em branco.

Esse show de imagens é apresentado ora em páginas inteiras, que servem muito bem para detalhar os personagens, os seus estilos e influências (atento aos detalhes!), ora em páginas onde a diagramação dos quadros não segue uma organização, e dentro do seu próprio caos se torna mais interessante para a proposta da publicação.

Outro ponto que vale ressaltar é o enquadramento e o ângulo de câmera em alguns quadros. Além de contribuir, e muito, para a dinâmica da narrativa, ainda nos brinda com belas imagens de forte apelo visual.

EP é uma leitura rápida e prazerosa. Mantém você leitor atento e curioso para saber o resultado final. Apesar de a publicação tratar de caos e dualidade, podemos colocar também um terceiro elemento: a busca por si próprio. Mais do que um estilo, o personagem busca uma identidade.

Claro que essa ultima conclusão é subjetiva, e foi baseada em meu repertório. Em meio ao caos e tanta dualidade, os caminhos de entendimento de EP são diversos, e obviamente se alterando de leitor para leitor. E a “confusão” pode te direcionar para questões como: quantos personagens são? Tudo isso é real? Quem tem a melhor banda? Quem é o Deus do rock’n roll?

Em um bate-papo com os autores, eles até comentaram que EP não é para ter um significado fechado, ou até mesmo uma moral da história, e sim, ser o resultado das conclusões de cada um.

Logo, leia EP e tire as suas conclusões. A leitura das imagens vale a pena!

EP
Dalts e Magentaking
Edição ndependente
P&B
20,5 x 12 cm
56 páginas
R$ 15.00
Contatos: d[email protected] | [email protected]

Renato Lebeauresenha hqbDalts,EP,HQB,Magentaking,resenhaEP é a sigla para Extended play que é uma gravação em vinil ou CD que é longa demais para ser considerada um compacto (single), e muito curta para ser classificada como álbum. Com essa rápida explicação já deu pra sacar que a edição independente de autoria de...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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