A parte interna da revista corresponde àquilo que a edição promete desde sua atraente capa: erotismo e assassinato (muito mais o primeiro que o segundo, diga-se de passagem).

A trama gira em torno de Aby, uma espécie de justiceira que utiliza seus dotes físicos para se aproximar e destruir criminosos sexuais.

Em meio às cenas de assassinato os autores arrumaram espaço para incluir, na narrativa, poemas e algumas informações sobre seriais killers (neste caso: Francisco de Assis Pereira, o maníaco do parque, como ficou conhecido) que garantem o entretenimento das pessoas mais interessadas nessa obscura parte da natureza humana.

A arte, a cargo de Di Amorim (que divide a autoria do roteiro com Joe Schweer) é bem carregada de áreas negras – que garantem o clima adequado à história – e o domínio que o autor demonstra ter das curvas femininas garante o entretenimento das pessoas mais interessadas nos assuntos libidinosos da edição.

Por tudo isso a revista deveria ser espetacular, ao menos para quem aprecia histórias violentas repletas de erotismo, certo?

Errado. As pessoas acabam se esquecendo que quadrinhos não é composto apenas de arte & roteiro. Há ainda vários outros “pequenos” elementos que requerem atenção para se fazer de uma boa idéia e um bom traço uma boa HQ.

E aqui a falta de atenção com as letras tira o brilho que o material poderia ter. Há diversas palavras escritas ou separadas de maneira incorreta e o uso do internetês acaba soando deslocado, afinal não se trata de uma história sobre pessoas que utilizam constantemente a web.

Mas o pior mesmo é o fato de alguns balões repetirem textos de balões anteriores; outros balões não têm um fundo “branco”, eles são “vazados”, e os cenários ao fundo acabam dificultando a leitura.

Esses defeitos acabam tirando o prazer de ler esta que me pareceu ser uma promissora revista. Uma pena.

São deslizes inadmissíveis para alguém que pretende fazer um trabalho sério, pois deixam transparecer que ninguém fez a revisão da obra antes de ir pra gráfica. E no mercado competitivo como o nosso, onde até as produções independentes adquiriram uma qualidade invejável, produtos com esse tipo de erro acabam caindo no descrédito do leitor.

Se o pessoal da Quadrix Comics Group quer publicar quadrinhos de forma profissional, devem continuar prezando por bons roteiros e boa arte, evidentemente, mas devem também corrigir essas falhas e concentrar mais atenção com a revisão de suas edições.

Aby – Sexy and murder
Autores: Di Amorim & Joe Schweer
Editora Quadrix Comics Group
24 páginas
Data: Outubro de 2010
R$ 4,90

Alexandre Manoelresenha hqbAby,Di Amorim,HQB,Joe Schweer,Quadrix Comics Group,resenha,Sexy and murderA parte interna da revista corresponde àquilo que a edição promete desde sua atraente capa: erotismo e assassinato (muito mais o primeiro que o segundo, diga-se de passagem). A trama gira em torno de Aby, uma espécie de justiceira que utiliza seus dotes físicos para se aproximar e destruir criminosos...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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