Lançado em novembro de 2012 pela Quadrinhos na Cia., A Máquina Goldberg é uma HQ paulistana com uma mistura de drama e diversão, escrita pela romancista Vanessa Barbara e ilustrada pelo animador e ilustrador Fido Nesti. A publicação faz parte da linha de quadrinhos do selo de HQ da editora de unir sempre um escritor(a) com um(a) quadrinhista.

O enredo inicialmente não tem nada de muito extraordinário. É um quadrinho que fala sobre a infância e a adolescência, de férias, da solidão, de bulying, da inocência e teoria do caos! Sim, eu disse teoria do caos, onde um simples ato pode originar uma coisa gigante. E com esse elemento a Máquina de Goldenberg consegue sair do mais do mesmo.

Na narrativa acompanhamos a história de Getúlio, um menino gordinho e punk que foi para o acampamento Montanha Feliz como forma de punição por não ser uma pessoa sociável. Lá ele descobre que ser sociável pode ser muito difícil e doloroso.

É um verdadeiro drama para Getulio ser tratado mal pelas pessoas. Deslocado e sem muitas opções para ir, ele resolve quebrar as regras do acampamento e passa a seguir uma mola que surgiu próximo ao quarto em que dormia. Ao seguir o objeto, descobre que pertence ao zelador do Montanha Feliz, Leopoldo, e que a casa dele é cheia de engenhocas complicadas que executam funções simples.

Começa aí, o interesse de Getúlio sobre as invenções de Goldberg, e juntos, criam um plano para se vingar do terrível Montanha Feliz.

Só para contextualizar, dando uma passada rápida na Wikipédia, a enciclopédia livre, você encontra a seguinte definição para o termo “Máquina de Rube Goldberg”: “Uma máquina de Rube Goldberg é uma máquina que executa uma tarefa simples de uma maneira extremamente complicada, geralmente utilizando uma reação em cadeia. Essa expressão foi criada em referência ao cartunista americano e inventor Rube Goldberg (1883 – 1970), autor de diversos dispositivos com essa base de funcionamento”.

A máquina de Goldberg é uma HQ bem curtinha, que pode ser lida em poucos minutos, mas tem o tamanho exato. A história é contada sem nenhuma enrolação, e é muito bem explicada. Quanto aos desenhos, são sensacionais, e mostra como Fido consegue ser versátil se formos comparar o seu estilo com outras HQs do próprio quadrinhista.

Em muitas passagens da leitura somos apresentados a uma sequencias de imagem que em podemos observar o movimento de toda a história, o que faz com que não tenhamos vontade de parar de ler. Com o mesmo traço e estilo ele consegue ir muito além do que o texto está nos apresentando.

E o texto não é o mais inocente quanto se possa pensar. Vanessa Barbara como nos é dito no próprio texto de divulgação da obra, escreveu uma “história de revanche e invenções mirabolantes”, ou seja, temos um personagem que no fundo é motivado sim pela vingança e que vai atrás desse intento e se une a um zelador que é capaz de criar os mecanismos necessários para alcançar os objetivos de Getúlio. Em um mundo paralelo (e de terror) essa poderia até ser uma história beirando as armações de Jingsaw.

A Máquina de Goldberg é uma boa indicação de leitura, mas não se engane, pois é um quadrinho infantil com peso de adulto.

A máquina de Goldberg
Quadrinhos na Cia.
Vanessa Barbara e Fido Nesti
18 x 27 cm
112 páginas
R$ 34,50

Thailiny Cruzresenha hqbA máquina de Goldberg,Fido Nesti,HQB,Quadrinhos na Cia,resenha,Vanessa BarbaraLançado em novembro de 2012 pela Quadrinhos na Cia., A Máquina Goldberg é uma HQ paulistana com uma mistura de drama e diversão, escrita pela romancista Vanessa Barbara e ilustrada pelo animador e ilustrador Fido Nesti. A publicação faz parte da linha de quadrinhos do selo...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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