planetary_capaWarren Ellis faz parte do que podemos chamar de segunda geração de escritores britânicos que fizeram história nos quadrinhos contemporâneos. Mais conhecido por sua sagacidade cruel e seus comentários socioculturais, tanto na internet quanto em suas obras, incluindo a parceria com um dos melhores desenhistas da atualidade: John Cassaday.

Finalmente nós leitores brasileiros conseguimos acompanhar, graças a editora Panini, uma das sagas que consagraram a dupla, Planetary, e se você tiver sorte ainda vai encontrar nas bancas a espetacular conclusão, Arqueologia Espaço-Temporal. Este último encadernado continua sendo um poço de referências.

planetay_02Eles são os arqueólogos do impossível…

Esta quarta edição de Planetary mostra a entrada do trio Elijah Snow, Jakita Wagner e Baterista no complexo de Zâmbia, oficialmente conhecida como República da Zâmbia, um país sem costa marítima da África Austral. Lá é um posto de observação da organização Planetary com entidades especiais conhecidos como Anjos, que são usados para explorar uma nave alienígena.

Cenários colossais, várias civilizações e um gigante. Definitivamente uma grande referência a Encontro com Rama, do autor Arthur C. Clarke e finalmente temos a primeira aparição de Jacob Greene, membro do grupo Os 4.

planetary_02Em seguida Elijah Snow faz uma consulta com a Melanctha, momento de viagem psicodélicas e referências a física. Logo depois, revelações do passado de William Leather que começa com o avô no Velho Oeste com referências a O Cavaleiro Solitário, e a segunda parte é com o pai que faz parte dos heróis de histórias pulps e, após uma grande tortura ele revela os seus sonhos e objetivos frustrados.

Continuando vem Percussão, arco que fecha contando a origem do ultimo integrante da equipe de campo do Planetary. Após as revelações sobre o passado da equipe e um atentado na organização Planetary, no Rio de Janeiro, é o começo de uma caçada contra o que resta dos 4.

Revelações bombástica e uma descoberta de Elijah de um agente duplo John Stone, que trabalha para Os 4. Stone é capturado e revela a verdadeira origem deles, como eles conseguiram os poderes e os objetivos de Randall Rowling, o líder. Referências a Darkseid e o mundo distópico de Apokolips, criação do lendário Jack Kirby.

planetary_03O confronto final de Snow marca um encontro com Randall dando um desfecho e um ultimato ao suposto Darkseid. O capítulo final é marcado por teorias da máquina do tempo, esperança e reencontros. Como diria William Shakespeare “Tudo Bem Quando Termina Bem”.

“Para criar é preciso destruir”, Pablo Picasso. Frase que ilustra as referências de Planetary…

Resumindo: Planetary usa subversão dos gêneros dos super-heróis com referências da ficção científica, do cinema da cultura Pop e da literatura. Essa é a grande sacada da série. Referência todo mundo faz, mas Warren Ellis conseguiu fazer uma desconstrução perfeita à moda Quentin Tarantino.

Uma série altamente recomendada. Planetary está para Warren Ellis como Watchmen está para Alan Moore.

Planetary Vol. 4 – Arqueologia Espaço-Temporal
Editora Panini
Roteiro: Warren Ellis
Arte: John Cassaday
17 x 26 cm
Lombada Quadrada
Papel LWC
228 páginas
R$ 24,90

Planetary Volume 4 e a sua espetacular conclusãohttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2014/06/planetary_capa-669x1024.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2014/06/planetary_capa-300x300.jpgDiego LimaNas bancas / Nas livrariasJohn Cassaday,Panini,Planetary,Warren EllisWarren Ellis faz parte do que podemos chamar de segunda geração de escritores britânicos que fizeram história nos quadrinhos contemporâneos. Mais conhecido por sua sagacidade cruel e seus comentários socioculturais, tanto na internet quanto em suas obras, incluindo a parceria com um dos melhores desenhistas da atualidade: John Cassaday. Finalmente...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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