mandrake_capaSérgio Augusto no prefácio de um álbum do Mandrake para a extinta editora Ebal: “o nosso mágico de todos os sonhos… Foi o derradeiro mito derivado dos quadrinhos a iluminar minha infância”.

Mandrake continua a iluminar a maturidade daquelas crianças, e o que comprova isso é o segundo número da série de HQs clássicas do mágico, Mandrake – O Barão Kord – A Ilha dos Mortos-Vivos!, publicação da Pixel Media, selo da Ediouro.

Escritas pelo lendário Lee Falk com desenhos de Phil Davis, as duas histórias desse encadernado foram publicadas originalmente como tiras diárias, entre 1942 e 1943, e são uma alegoria inspirada em lendas africanas, mas que remete diretamente à sanha nazista de dominar o mundo e escravizar populações inteiras.

booksEsse encadernado vem para mostrar para os fãs das atuais HQs quem era o mágico que tanto influência teve em alguns artistas e em várias linguagens. Para se ter uma ideia, o grande Fellini tentou filmar Mandrake, Marcello Mastroianni encarnaria o mago de quem era fã declarado, no filme de Alain Resnais “O Ano Passado em Marienbad”, de 1961, um personagem interpretado pelo ator Sacha Pitoëff é inspirado em Mandrake.

No texto que escreveu em 1962 sobre o filme, o poeta, ensaista, jornalista, tradutor e crítico de cinema José Lino Grünewald em um trecho cita o poeta Maiakovski: “não temos necessidade de uma arte feita para um pequeno número, nem de livros para um pequeno número? Sim ou não? Sim e não.” Ele fala dos livros que são para poucos, mas esses poucos a partir dele produzem outras obras. Mandrake tem essa peculiaridade. O personagem foi criado em 1934, e os cineastas acima produziram a partir da obra de Lee Falk e e Phil Davis.

booksA aventura “O Barão Kord” é do início do anos 40 e fala do tal barão, apaixonado por Narda, e que tenta de tudo para seduzi-la. Após a recusa, com um falso convite para um baile em sua casa, ele rapta Narda, Mandrake e Lothar. Presos em uma ilha, onde Kord é o senhor supremo, com alguns capangas e centenas de escravos zumbis, o vilão vai fazer de tudo para casar com Narda e conquistar o mundo. Mais uma vez, uma alegoria aos ditadores da ocasião: Hitler, Mussolini, entre outros.

Essa iniciativa da Pixel Media merece aplausos. Esse encadernado traz um resgate de grandes mestres e prova que Mandrake protagonizou histórias de grande diversão e que até hoje suas aventuras o fazem merecer o título de “o mágico de todos os sonhos”.

Mandrake – O Barão Kord – A Ilha dos Mortos-Vivos!
Editora Pixel Media, selo da Ediouro
Roteiro: Lee Falk
Arte: Phil Davis
17 x 24 cm
128 páginas
R$ 19,90

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2014/12/mandrake_capa1.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2014/12/mandrake_capa1-300x300.jpgFloreal AndradeNas bancas / Nas livrariasA Ilha dos Mortos-Vivos,Ediouro,Lee Falk,Mandrake,O Barão Kord,Phil Davis,Pixel MediaSérgio Augusto no prefácio de um álbum do Mandrake para a extinta editora Ebal: “o nosso mágico de todos os sonhos... Foi o derradeiro mito derivado dos quadrinhos a iluminar minha infância”. Mandrake continua a iluminar a maturidade daquelas crianças, e o que comprova isso é o segundo número da...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
Compartilhe