Um dos primeiros gibis que li na minha vida foi Luluzinha. Todos os meus irmãos gostavam das suas HQs e herdei alguns antigos exemplares. Gostava principalmente dos almanaques de férias: Luluzinha em Paris, Luluzinha no Alasca e ainda hoje tenho alguns exemplares.

A Pixel / Ediouro agora traz as histórias clássicas da Luluzinha que antes só foram vistas nas edições brasileiras da década de 50. Confesso que algumas histórias mais antigas mostradas nessa edição eu não tinha lido antes, o que deixa o álbum mais interessante para os leitores mais saudosistas dessa personagem tão emblemática do seu tempo.

Luluzinha começou a ser publicada no formato de cartum em 1935 na revista Saturday Evening Post. A personagem que logo veio a se tornar referência de independência e manifestação de expressão feminina é uma criação de Marjorie Henderson Buell que assinava “Marge”.

Na HQMIX Livraria onde trabalhei sempre que alguém pedia uma dica de presente para pré-adolescentes indicava Luluzinha, pois o humor das suas HQs é atemporal. Na biografia do cartunista Henfil ele fala da dificuldade de achar as revistinhas em Nova Iorque, devido ao tamanho sucesso da personagem.

Quer outro bom exemplo que Luluzinha agrada a todos?

Luluzinha era um dos meus gibis favoritos na minha infância. Simples o bastante para a garotada se divertir, porém adequadamente brilhante para arrancar gargalhadas dos adultos. É um dos quadrinhos mais subestimados da história”, essas palavras são de Harvey Pekar, um dos maiores nomes dos quadrinhos undergrounds.

Dizem que o quadrinho favorito de Rita Lee é Luluzinha. Reza a lenda que o cantor Gene Vicent lia um gibi da Little Lulu quando teve a ideia para o famoso hit “Bep Bop a Lula” e situando em terras tupiniquins, Roberto e Erasmo Carlos fizeram “A Festa do Bolinha” na época da Jovem Guarda. Preciso dizer mais?

A edição da Pixel / Ediouro traz 10 histórias entre elas, “O Caso do Sonho Roubado”, o primeiro caso do Bolinha como detetive(ele ainda não usa o nome de Aranha, nem anda com uma maçaneta que diz ser uma lupa). Outra história que merece destaque é “Um Passeio Diferente”, onde Luluzinha é confundida com a filha do milionário Von Grana e os sequestradores vão se arrepender muito desse engano.

Matando aula, fazendo um piquenique ou caçando um tesouro, tudo sempre acaba em desastre, um desastre sempre divertido. A simplicidade genial do traço e do texto de John Stanley com a arte final de Irving Tripp transformam esse álbum de Luluzinha imperdível para qualquer idade.

Luluzinha – Aventuras com Bolinha
Editora Ediouro
Roteiro e arte: John Stanley
Colorido
17 x 24 cm
128 páginas
R$ 16,90

Floreal AndradeNas bancas / Nas livrariasEdiouro,Irving Tripp,John Stanley,Luluzinha,Marge,Marjorie Henderson Buell,PixelUm dos primeiros gibis que li na minha vida foi Luluzinha. Todos os meus irmãos gostavam das suas HQs e herdei alguns antigos exemplares. Gostava principalmente dos almanaques de férias: Luluzinha em Paris, Luluzinha no Alasca e ainda hoje tenho alguns exemplares. A Pixel / Ediouro agora traz as histórias...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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