Bloodshot é a estreia explosiva da segunda edição!

Uma coisa é possível afirmar após ler o segundo número de X-O Manowar: a coisa está ficando cada vez melhor. Agora a equipe da HQM Editora traz o personagem Bloodshot para compor o mix da revista.

A história é cinematográfica, desenvolvida com maestria e extremamente bem desenhada. Se a trama, a primeira vista, não é tão original assim, a forma como é contada prende a atenção logo de cara. Assim como num filme de ação somos apresentados a Ray, um soldado aposentado, pai de família, que volta a ação a pedido de um de seus superiores para resgatar um companheiro de armas, capturado por terroristas no Afeganistão. Porém logo no início da missão tudo dá errado, ou pelo menos é isso que somo levados a acreditar.

Nesse momento que é revelado o segredo do protagonista, que na verdade é um super soldado, cujas habilidades lhe foram concedidas por meio da nanotecnologia, chamada aqui de nanite, porém, a verdadeira extensão de seus talentos ainda não é revelada, afinal, é só o primeiro episódio.

O segundo revés do roteiro é melhor nem ser comentado, porque estragaria o prazer daqueles que ainda vão ler a revista. O que surpreende é reviravolta dada na história, são duas viradas em apenas 22 páginas, é quase o oposto do que as grandes editoras, leia-se DC Comics e Marvel, vêm fazendo há muitos anos, com roteiros cada vez mais enfadonhos, amparados apenas por bons diálogos, mas que deixam a sensação de que não aconteceu nada no gibi que que você acabou de ler.

O trabalho do escritor Duane Sweircynski é desconhecido para mim, realmente não sei o que ele já produziu, mas se for do mesmo nível do que eu li em Bloodshot, vale a pena ser conferido. A arte de Manuel Garcia também contribui para a experiência, afinal, seu desenho realista e detalhado enriquece ainda mais a qualidade da história.

A saga do personagem que dá título à publicação também continua empolgando, aqui chegando ao terceiro capítulo (na primeira edição foram publicados os dois primeiros números da série), com a volta do guerreiro visigodo ao planeta Terra.

Sem a obrigação de contar a origem, algo que foi feito nos dois primeiros episódios, agora o enfoque é a ação, a fuga de Aric e sua chegada, cheio de ódio pelos romanos, mas que no final desse capítulo, ele percebe que estão um pouco diferente daquilo que ele esperava encontrar. A Roma que ele encontra é a do século XXI, e não a de 402 A.C., e essa viagem no tempo e a adaptação do personagem a uma nova época provavelmente servirão de base para a construção do primeiro arco de histórias.

Mais uma vez a arte de Cary Nord é espetacular, com atenção especial para a cena em que X-O Manowar cai no mundo, literalmente despencando nas ruínas do Coliseu Romano. Nord se mostra mais uma vez um artista completo, capaz de desenhar qualquer tipo de história em quadrinhos, desde ficção científica, aventuras capa e espada, até tramas atuais, com qualidade e técnica, equilibrando o nível de detalhes e a narrativa, as vezes até optando por páginas duplas, mas sem se tornar um desenhista de pin-ups.

Completa a revista a continuação de Harbinger. Em flashback vemos o surgimento de um novo psiônico, um plot a ser explorado mais adiante. De resto o roteiro segue o curso natural, Peter Stanchek, personagem principal da série, que foi localizado por seus perseguidores, numa situação de tensão extrema, libera todo seu poder, vencendo com facilidade os inimigos, mas acaba cedendo à organização Harbinger, pois percebe que não tem saída além de ser ajudado, pois o estrago que causou não passaria despercebido.

A trama avança de modo mais convencional, mas nem por isso deixa de ser uma boa história, com destaque para a arte de Khari Evans, que evolui ainda mais na narrativa, principalmente nas cenas de ação.

A qualidade gráfica da revista continua impecável, mérito tanto da HQM Editora quanto do estúdio Lisboa Design. X-O Manowar é aquele gibi que vale cada centavo, sem arrependimentos após a leitura!

Confira a resenha de X-O Manowar nº 1, clicando aqui.

X-O Manowar nº 2
Roteiro & Arte: Robert Venditti e Cary Nord (X-O Manowar); Joshua Dysart e Khari Evans (Harbinger); Duane Sweircynski e Manuel Garcia (Bloodshoot).
HQM Editora
Formato Americano
88 páginas
R$ 8,90

Fred TavaresNas bancas / Nas livrariasBloodshoot,Cary Nord,Duane Sweircynski,Harbinger,HQM,Joshua Dysart,Khari Evans,Manuel Garcia,Robert Venditti,X-O ManowarBloodshot é a estreia explosiva da segunda edição! Uma coisa é possível afirmar após ler o segundo número de X-O Manowar: a coisa está ficando cada vez melhor. Agora a equipe da HQM Editora traz o personagem Bloodshot para compor o mix da revista. A história é cinematográfica, desenvolvida com maestria...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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