Multiverso-DC-Comics-panini-grant-morrison-1Chega às bancas /comics shops brasileiras a primeira edição de Multiverso DC 1 pela editora Panini Comics. A maxissérie vai publicar o mega-épico cósmico The Multiversity, de autoria de Grant Morrison! Mais de sete anos depois de anunciar seu mais ambicioso projeto pra DC Comics, o Multiverso DC explora diversas Terras paralelas e como os heróis lidam com uma ameaça à existência de toda a “Multiversidade.”

Porém, antes de falar da ameaça da vez ao Multiverso, é preciso falar sobre o protagonista da primeira metade da história: Nix Uotan. Na conclusão de Crise Final, Uotan é o último remanescente da raça de entidades cósmicas conhecida como Monitores, que até a saga em questão eram seres designados, cada qual, a observar a vida em cada um dos 52 universos que compõem o Multiverso.

No final da história de 2009, Uotan escolheu reassumir a forma de seu avatar humano, e viver na Terra Primordial, que no Multiverso DC é o correspondente ao nosso mundo, um mundo sem super-heróis ou qualquer ser com poderes super-humanos. Uotan recebe um pedido de socorro da Terra-7, que chega até ele sob a forma de uma história em quadrinhos, que, segundo Morrison, será um dos pontos de ligações e um meio de comunicação entre os universos que serão apresentados em cada uma das edições relativamente independentes que irão compor Multiverso. É na Terra-7 que Uotan tem seu primeiro e traumático contato com os membros do Gentry, que deixaram o mundo em questão “fora de sintonia”, zoando completamente as leis da física locais e matando todos os seus super-heróis.

Multiverso-DC-Comics-panini-grant-morrison-2Da metade em diante, a história muda o foco para o Superman da Terra-23, Calvin Ellis, também conhecido como Presidente Superman – ou “o que aconteceria se Barack Obama fosse secretamente o Superman de uma Terra paralela? ” Acompanhamos o recrutamento do herói através de uma abdução feita a partir de uma máquina bizarra em forma de cubo conhecida pelo simpático e sugestivo (?!) nome de Matriz Sinfônica de Transmatéria, criada pelo Lex Luthor da Terra-23 durante uma viagem muito louca pelo mundo das drogas.

Isto nos leva à Casa dos Heróis, que é o título deste primeiro capítulo. O Capitão Cenoura, que é um sujeito maneiro, ao ponto de explicar ao Superman da Terra-23 o que está acontecendo, onde ele está, e como ele foi parar ali. Enfim, uma aulinha básica sobre como funciona o recrutamento pelo qual vários campeões do Multiverso passaram até terminarem naquele lugar.

Eu diria que ela funciona relativamente bem para “não-iniciados.” Parte disto se deve ao fato de toda a história ser estrelada por heróis pouco conhecidos do grande público. O Superman-23, por exemplo, age na trama como qualquer leitor novato que começa a ler Multiverso e sente-se meio desorientado no meio de todo blábláblá cósmico, transcendental e musical envolvendo o Multiverso DC. Mas garanto que no final a coisa toda acaba revelando um quadro fascinante e criativo como poucas vezes se viu em quadrinhos recentes de super-heróis. O Superman-23 aprende a, literalmente, tocar uma harpa, que é como as coisas funcionam no Multiverso DC: cada universo vibra numa frequência distinta, e para viajar de um ponto para o outro é só mudar a frequência vibratória.

Multiverso-DC-Comics-panini-grant-morrison-3The Multiversity foi publicada lá fora em uma série de edições one-shot escritas por Morrison e desenhadas por grandes nomes da indústria (Ivan Reis, Frank Quitely e Jim Lee, só para citar três deles). O roteirista escocês finalmente mapeia o multiverso da “editora das lendas” e, ao mesmo tempo, conta a saga de uma invasão de uma raça vinda de outros planos, que ameaça destruir todas as 52 realidades do UDC. Além dos já comentados especiais de The Multiversity, Multiverso DC também vai publicar mensalmente o evento Terra 2: O Fim do Mundo por aqui. Por conta disso, os títulos Terra 2 e Melhores do Mundo, que saíam na mensal Universo DC, passarão a fazer parte desse mix durante o resto deste ano.

O que o Morrison quer é não ser levado totalmente a sério! Os quadrinhos de super-heróis não foram feitos pra serem levados totalmente a sério! E mais do que a maioria dos autores atuais do gênero, Grant Morrison sabe disto, e resolveu escancarar este aspecto logo nas primeiras páginas.

Isto tudo é uma maneira do Morrison dizer aos leitores pra sentarem confortavelmente em suas poltronas, camas ou seja lá onde estiverem lendo seus quadrinhos, e se divertirem com as ideias malucas, divertidas e cosmicamente épicas dele. Podemos esperar muitas quebras da quarta parede em Multiversity, pois Morrison disse que desenvolveu através dela uma “técnica de indução hipnótica pra realmente ferrar com as pessoas”, e que ela “tem efeitos mentais e psíquicos” que ele acha “muito bizarros”.

Multiverso DC nº 1
Editora Panini Comics
Roteiro: Grant Morrison
Arte: Ivan Reis
Lombada Quadrada
Capa Couché
Papel Pisa brite
17 x 26 cm
148 Páginas
R$ 16,20

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2015/10/Multiverso-DC-Comics-panini-grant-morrison.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2015/10/Multiverso-DC-Comics-panini-grant-morrison-300x300.jpgDiego LimaNas bancas / Nas livrariasDC Comics,Grant Morrison,IVAN REIS,multiverso,PaniniChega às bancas /comics shops brasileiras a primeira edição de Multiverso DC 1 pela editora Panini Comics. A maxissérie vai publicar o mega-épico cósmico The Multiversity, de autoria de Grant Morrison! Mais de sete anos depois de anunciar seu mais ambicioso projeto pra DC Comics, o Multiverso DC explora...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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