Júlia-KendallEm outubro de 1998, quando criou a série Júlia Kendall: Aventuras de uma criminóloga, Giancarlo Berardi, um dos principais autores de quadrinhos italianos, já havia no seu currículo a autoria de um dos principais títulos da editora Bonelli, Ken Parker. No Brasil, a editora Mythos começou a publicar a série em novembro de 2004.

O título foi publicado inicialmente com o título Julia, entretanto após quatro edições, a editora Nova Cultural alegou que a Mythos não poderia publicar a revista com esse nome, pois o mesmo era utilizado pela Nova Cultural em coleção de romances de bolso, com isso a partir da quinta edição, passou a ser publicada como J. Kendall: Aventuras de uma criminóloga.

julia kendallJ. Kendall mora em Garden City e ajuda a polícia de Nova Iorque a solucionar crimes na cidade e arredores. Como o próprio título da série sugere, Júlia Kendall é uma criminóloga, especialista em traçar o perfil de criminosos, incluindo aí suas motivações e angústias. Enfim, ela é uma estudiosa sobre todos os aspectos que cercam o cometimento de um crime.

Ela não é uma policial, apesar de seu trabalho muitas vezes auxiliar nas investigações. Seu interesse, acima de tudo, é compreender a mente por trás de cada crime.

julia kendall e Emily Jones 01Sempre mostrando o cotidiano de uma personagem feminina segura, inteligente e perspicaz, as história de Júlia ganharam leitores de ambos os sexos em vários países ao redor do mundo, quebrando muitos paradigmas que existiam na indústria e estabelecendo um novo rosto para a luta de uma maior participação da mulher nos ambientes de trabalho normalmente ocupados apenas por homens.

Este rosto, entretanto, não é algo inteiramente novo. A personagem é inspirada fisicamente em Audrey Hepburn, premiada atriz, modelo e humanista belga, radicada na Inglaterra e Países Baixos, eleita em 2009 a atriz de Hollywood mais bonita da história. É considerada um ícone de estilo e a terceira maior lenda feminina do cinema, de acordo com o American Film Institute.

Julia_Kendall_10Já a empregada e amiga, Emily Jones, é inspirada na atriz Whoopi Goldberg, vencedora do Oscar como Melhor atriz coadjuvante no filme Ghost.

Para conseguir transmitir todo esse conhecimento sobre crimes, Giancarlo Berardi precisou estudar muito sobre a matéria, frequentando cursos de criminologia. A verossimilhança passada pelo papel de Júlia vem daí. O início da série é pontuado com diversos diálogos com uma forte pegada introdutória sobre a profissão de Júlia, chegando até citar nomes de estudiosos reais, o que enriqueceu ainda mais a ambientação da série.

j-kendall-aventuras-de-uma-criminologa-109Durante uma Entrevista foi perguntado a Berardi se o autor já havia pensado em escrever histórias de super-heróis, e a resposta foi: “Não tenho interesse por super-heróis. Como dizia Bertold Breacht, “Feliz do povo que não precisa de heróis”. E eu tenho uma concepção pessoal do heroísmo. Acho muito heróico o clássico pai de família, com três ou quatro filhos, que se sacrifica e abre mão de tudo para mantê-los, para fazê-los estudar e ajudá-los a construir um futuro. As minha historias são cheias desses heróis”.

Em J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga nº 109, vocês conferem duas histórias completas:

ABRAÇO MORTAL – A senhora Sherleene é agredida e esfaqueada em sua própria floricultura. Mas, em seu relato para a polícia, a mulher parece não querer se abrir. Júlia está convencida de que só investigando o passado de Sherleene pode-se descobrir a chave do mistério.

J.-Kendall-–-Aventuras-de-uma-CriminólogaPROFISSÃO PERIGO – Debbie tem muitos projetos para o futuro, mas escolheu o caminho errado para realizá-los, porque nesse – universidade de dia e prostituição à noite – encontrou seu assassino. Para descobrir o culpado pelo homicídio, Júlia correrá o risco de acabar nas mãos do assassino.

O título quase foi cancelado pelas baixas vendas. Mas graças a uma campanha dos fãs, foi possível salvar a série do cancelamento, o que ainda gerou, no mesmo ano , um Troféu HQ Mix na categoria Publicação de Aventura/Terror/Ficção.

São histórias bem agradáveis de ler: interessantes, engraçadas, leves, cultas, muito bem desenhadas, excelentes para quem gosta de tema policial. Ainda hoje é a série com o melhor custo benefício no mercado, principalmente para aqueles leitores que admiram uma boa história policial. Fica a recomendação para conhecerem a série.

J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga nº 109
Editora Mythos
Gênero: Policial
Roteiro: Giancarlo Berardi e Lorenzo Calza
Arte: Marco Fodera e Thomas Campi (história nº1); Luigi Pittaluga e Federico Antinori (história nº2)
Lombada quadrada
Preto e branco
13,5 x 17,5 cm
260 páginas
R$ 19,80

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2014/06/julia_kendall.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2014/06/julia_kendall-300x232.jpgDiego LimaNas bancas / Nas livrariasbonelli,Federico Antinori,Giancarlo Berardi,J. Kendall,Lorenzo Calza,Luigi Pittaluga,Marco Fodera,Mythos,Thomas CampiEm outubro de 1998, quando criou a série Júlia Kendall: Aventuras de uma criminóloga, Giancarlo Berardi, um dos principais autores de quadrinhos italianos, já havia no seu currículo a autoria de um dos principais títulos da editora Bonelli, Ken Parker. No Brasil, a editora Mythos começou a publicar a...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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