Ele tem o poder de moldar espaço e tempo, além de prever o futuro e revisitar o passado. Ele pode alterar sua escala de tamanho, tem super-força, telecinese, rajadas de energia, teleporte, memória fotográfica, visão microscópica, pode dividir-se em clones, manipulação da matéria subatômica e clarividência, não precisa respirar, nem de gravidade e não envelhece. Onipotente e onisciente. A arma perfeita, não fossem suas dúvidas e traumas pessoais.

Ele pode ser quase um deus, mas antes disso ele foi humano. Quem leu a clássica Watchmen com certeza sabe que estou falando do Dr. Manhattan. Quem foi ler o capítulo “Antes de Watchmen” dedicado ao azulão (a melhor até agora), perceberá que o roteirista s J. Michael Straczynski habilidosamente levantou a seguinte questão: seria Dr. Manhattan o alterego de Jonathan Osterman?

Melhor dizendo: quem veio primeiro, o Deus ou o Homem?

Na série original após o acidente, Jonathan Osterman além da super consciência, um dos seus maravilhosos poderes é pode transitar entre o tempo, e esta habilidade de viajar no espaço temporal é bem complicada na história de Alan Moore.

O que Straczynski faz é ainda deixar mais complicado, mas nem por isso menos interessante, pois o onipotente Manhattan, uma vez visitando o passado, tem acesso aos fragmentos de suas lembranças e se conhecendo, pode reviver todas as suas memórias com veemência, fazendo com que ele possa saber seu futuro e todas as possibilidades do mesmo. Entendeu?

É bizarro, mas isto faz com que ele sempre tivesse este poder, mesmo antes de ter os próprios poderes.

Nesta edição de Antes de Watchmen, o foco é como ele conseguiu estes poderes, por que, e todas as possibilidades de futuro em que pode usá-los. Ele está preso em uma teia de acontecimentos catastróficos, e nem mesmo as suas espantosas habilidades parecem ser capazes de evitá-los. Para isto, precisa de ajuda, de Ozymandias, o homem mais inteligente do mundo.

É uma proposta inovadora para a série, muito ousada para um projeto que já é visto com grandes controvérsias apenas por existir. É impressionante como o Straczynski conseguiu criar esta edição tantos anos depois da obra original. A ligação entre as duas é perfeita, e tem muitas informações que completam o universo de Watchmen.

A história tem momentos de uma experiência de leitura bem diferenciada, com páginas de cabeça pra baixo e viradas ao contrário. E ao chegar aos momentos de dualidade do Dr. Manhattan, Straczynski extrapola absurdamente.

Apesar das criticas em sua primeira edição, “Antes de Watchmen: Coruja”, Michael Straczynski, é um ótimo roteirista, com tramas trabalhadas e roteiros bem fechados e trabalhando com Adam Hughes, ‘’o mestre das mulheres perfeitas’’, só podia vir coisa boa mesmo. Pessoalmente gostei muito da edição do Coruja também.

“Antes de Watchmen: Dr. Manhattan” está nas bancas com capa cartonada, não é obrigatória a leitura de Watchmen, mas expande e muito a leitura, que não é cansativa ou enfadonha. Vale a pena para quem gosta de histórias com realidades alternativas ou pura ficção científica. E outra dica: não deixe de conferir as capas variantes, são animais!

Nas Bancas: Antes de Watchmen – Dr. Manhattan
Editora Panini – DC Comics
Roteiro: J. Michael Straczynski
Arte: Adam Hughes
Cores: Laura Martin
Capas: Adam Hughes, Neal Adams, Paul Pope, Lovern Kindzierski, Jim Lee
R$ 12,90

Vini MoreiraNas bancas / Nas livrariasAdam Hughes,Antes de Watchmen,DC Comics,Dr. Manhattan,J. Michael Straczynski,Jim Lee,Laura Martin,Lovern Kindzierski,Neal Adams,Panini,Paul PopeEle tem o poder de moldar espaço e tempo, além de prever o futuro e revisitar o passado. Ele pode alterar sua escala de tamanho, tem super-força, telecinese, rajadas de energia, teleporte, memória fotográfica, visão microscópica, pode dividir-se em clones, manipulação da matéria subatômica e clarividência, não precisa respirar,...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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