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O ditado diz que é melhor rir do que chorar. E diz também que é mais fácil rir da desgraça alheia do que da nossa própria. No dos outros é refresco, lembram? Mas quem zomba do próximo, precisa primeiro saber zombar de si mesmo.  E isso é uma coisa que o carioca André Dahmer faz como ninguém.

Criador dos Malvados, série de tirinhas que ganhou fama na internet, e autoridade em humor negro, Dahmer expande o olhar sobre o sofrimento humano. Cria personagens cínicos, sarcásticos ou cruéis, que sofrem e se martirizam, por amor ou diversão. Entretanto, ao nos dar a contemplação patética da dor, cria também motivos para rir dela. E de nós mesmos. Porque, oras, todos sofremos.

Em seu último livro, A Cabeça é a Ilha (Ed. Desiderata, 152 págs, R$ 34,90) Dahmer reúne 238 tirinhas, uma compilação dos últimos dois anos de trabalho. Entre as séries estão algumas das preferidas de seu público, como Ulisses, Sara, A Sofrida, e Mini-Dahmer.

Suas tiras, normalmente feitas em três quadros, debatem também sobre a solidão. E o quadrinista acredita que este seja um mal dos nossos tempos, que abala principalmente, aqueles que vivem nas grandes cidades. Tanta gente ao redor, e ninguém pra conversar.

Em texto de abertura, Dahmer fala sobre sua teoria de solidão e timidez. É um texto sincero e breve, que explica com clareza o propósito de suas tirinhas. “Rir da própria dor é uma forma de domesticar nossos monstros e aceitar nossa fragilidade”, ele diz. “Porque, se dói, é sinal de que vive”.

Camila Alamhq que aconteceA Cabeça é a Ilha,André Dahmer,DesiderataO ditado diz que é melhor rir do que chorar. E diz também que é mais fácil rir da desgraça alheia do que da nossa própria. No dos outros é refresco, lembram? Mas quem zomba do próximo, precisa primeiro saber zombar de si mesmo.  E isso é uma coisa...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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