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Todos conhecem ou já ouviram falar sobre a Malala, mas caso não lembre, vou fazer uma breve biografia.

Malala, garota de origem afegã, onde a situação geral da educação no país é de extrema precariedade e, segundo a ONU, o país tem mais de cinco milhões crianças sem acesso a escola, sendo que a maioria são meninas. O Afeganistão é o país com mais diferenças entre sexos no sistema educacional. Onde Malala vivia, Khyber Pakhtunkhwa, a taxa de analfabetismo entre as mulheres é superior a 60%.

O pai de Malala, sempre foi um defensor da educação às meninas. O educador, dono de uma escola mista de ensino médio costumava dizer que, caso fosse assassinado por educar crianças, “não haveria forma melhor de morrer”.

Malala-4Após o talibã se infiltrar em seu país e destruír mais de 400 escolas e banido mulheres da vida social proibindo, inclusive seu acesso à educação, Malala deixou de usar uniforme, escondia os livros e mudava seu caminho apenas para ir à escola,

Em 2009, graças ao apoio de seu pai, ela decidiu criar um blog e escrever sobre as dificuldades que enfrentava no Vale do Swat sob a ameaça do Talibã usando um pseudônimo Gul Makai. Sua identidade foi revelada pelo “The New York Times” no mesmo ano, por um documentário produzido chamado “Class Dismissed”. Em dezembro de 2011, recebeu o Prêmio Nacional da Paz do primeiro-ministro Yousaf Paza Gilano – rebatizado com seu nome, assim como o colégio onde estudava.

Em outubro de 2012, enquanto estava indo estudar em seu ônibus escolar, homens armados entraram no ônibus e perguntaram por Malala, um colega de classe apontou para ela, foi quando um dos homens do talibã atirou em sua cabeça, a bala por sua vez atravessou o pescoço, instalando-se no ombro. Os tiros acabaram ferindo outras meninas que estavam no ônibus. Malala precisou passar por uma cirurgia de reconstrução do crânio e da audição na Inglaterra. Atualmente reside com a família em Birmingham, onde estuda em um colégio só para meninas e seu pai está empregado pelo consulado paquistanês para os próximos três anos.

Malala-3Desde o atentado, Malala foi homenageada com diversos prêmios e é a pessoa mais jovem a ser indicada para o Prêmio Nobel da Paz. Com seus esforços, ela arrecadou $45.000 com auxílio de Angelina Jolie, da Fundação Mulheres no Mundo e da Vital Voices, para construção de uma escola para 40 meninas de 5 a 12 anos, e por razões de segurança, não irá revelar a região onde o projeto será levado adiante, nem o nome da organização responsável.

Essa garota já teve outros livros publicados a seu respeito mais voltado para o público adulto, como sua autobiografia chamada ‘Eu Sou Malala’, entretanto mais um livro foi publicado a seu respeito chamado “Malala, a menina que queria ir para a escola” pela Companhia das Letrinhas, voltado para o público infantil.

A repórter especial do Estadão, Adriana Carranca, foi ao Paquistão assim que ocorreu o atentado à vida de Malala visando posteriormente publicar um livro voltado para adultos sobre sua vida, mas de lá, voltou com um livro infantil “Ficou claro para mim que esta era uma história incrível para os pequenos, por Malala ser também apenas uma menina, uma jovem de uma zona tribal que acreditou nos seus sonhos. Por ser uma história de amor à escola, aos professores, aos livros”.

malala-yousafzai-ftrCom linguagem própria para o público escolhido, o título explica o que é uma igreja, uma sinagoga, uma mesquita, um templo, o hijab, o quipá, a cruz… “É uma forma de ajudá-los a compreender o tempo em que vivemos”. No discurso de recebimento do prêmio, Malala justificou sua luta. “Eu tinha duas opções, a primeira era permanecer calada e esperar para ser assassinada. A segunda era erguer a voz e, em seguida, ser assassinada. Eu escolhi a segunda. Eu decidi erguer a voz.”

Abordar esses temas é uma boa forma de promover a tolerância religiosa, racial e cultural, principalmente para quem ainda está em processo de formação de caráter.

“Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu.”

Malala – A menina que queria ir para a escola
Editora Companhia das Letrinhas
Autora: Adriana Carranca
Ilustrações: Bruna Assis Brasil
Brochura
96 páginas
15,5 x 22,5 cm

Recomendado:

Eu sou Malala
Editora Companhia das Letras
Autor: Malala Yousafzai
Tradutor: Alessandra Esteche
Brochura
200 páginas
Ano 2014 – 1° edição

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