capa_euroboÉ sempre difícil falar de clássicos como “Eu, Robô”. Aliás, é sempre complicado escrever sobre livros que influenciaram diretamente muitos avanços que temos hoje no pensamento científico e na evolução tecnológica…

Escritos por Isaac Asimov, um dos maiores escritores de ficção científica da história, inicialmente, “Eu, Robô” eram 9 contos isolados que nos apresentam uma visão diferente da robótica. Muito antes, eles foram publicados em diversas revistas, recebendo muita crítica e posteriormente sendo reunidos em um compilado único e cronológico.

Estamos em 2057, onde a ciência nuca foi tão avançada, e Susan Calvin é uma psicóloga de robôs se que nos guia por um futuro onde robôs são uma parte ativa da sociedade. Este é um futuro onde o robô é a maior concepção do homem: é um companheiro, um ajudante na concretização de grandes feitos, o robô instiga, o robô intriga, mas também desafia e contribui ao nosso intelecto.

O primeiro conto, é na minha opinião, um dos melhores, talvez por ser o mais tocante. Em “Robbie” conhecemos um robô-baba, limitado, mas que demonstra traços de sentimentos muito fortes pela criança que cuida.

Daí pra frente, vamos acompanhando a evolução do pensamento robótico, como os robôs vão adquirindo raciocínio próprio, sentimentos e reações imprevistas frente a situações de perigo, até vermos o primeiro robô que consegue ler pensamentos. Desde o surgimento dos primeiros modelos feitos pela U.S. Robots, vemos os avanços tecnológicos e o desenvolvimento social focados na exploração espacial.

Sempre citadas, as 3 leis da robótica são a base para todos os contos, são elas:

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou segunda lei.

IMG_0256Um pouco mais tarde Asimov acrescenta a “Lei Zero”, acima de todas as outras: um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal.

Isaac Asimov é um acima de tudo um filósofo e um crítico. Temos várias reflexões sobre a vida e sobre o ser humano, como sua vida é frágil, sua insignificância perante um vasto universo e principalmente, sobre os caminhos da humanidade.

Respondendo outra pergunta referente à obra original: o filme estrelado por Will Smith em 2004 difere drasticamente. Apesar de ambos falarem de robôs o filme tem um único drama bem diferente dos contos do livro.

A nova edição da Editora Aleph está excelente. Diagramação diferenciada, revisado e com intertítulos caprichados, trazendo uma leitura muito mais agradável. A capa foi refeita e está muito bonita com o novo título prateado.

Essa pode não ser a obra mais celebrada de Assimov, apesar de eu discordar um pouco, mas figura entre os expoentes mais significativos da tecnologia e robótica e com o passar dos anos, o livro só se concretizou como uma leitura obrigatória.

Eu, Robô
Editora Aleph
Ano (1ª edição) 2014
320 páginas
14 x 21 cm
R$ 39,90

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2015/03/capa_eurobo1-1024x654.pnghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2015/03/capa_eurobo1-300x300.pngVini Moreirafora das HQsAleph,Eu Robô,Isaac AsimovÉ sempre difícil falar de clássicos como “Eu, Robô”. Aliás, é sempre complicado escrever sobre livros que influenciaram diretamente muitos avanços que temos hoje no pensamento científico e na evolução tecnológica... Escritos por Isaac Asimov, um dos maiores escritores de ficção científica da história, inicialmente, “Eu, Robô” eram 9 contos...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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