O primeiro Assassin’s Creed teve grande repercussão na mídia antes de debutar no ano de 2007. Ele era uma das grandes apostas da geração atual de consoles, pois além de ter um visual de encher os olhos, prometia em termos de ambientação, principalmente por sua história se passar no período correspondente as cruzadas, no antigo oriente médio.

Contudo, apesar das qualidades artísticas e de sua excelente história, o jogo pecava pela falta de variedade das suas missões secundárias. Cenários tão imensos e detalhados eram apequenados pela falta do que fazer, pela ritualidade de coisas redundantes que não acrescentavam nada a trama principal e ao idealismo elegantemente frio proposto ao personagem principal.

É bem verdade que tais defeitos não importaram muito aos jogadores, e o título estourou em vendas, batendo a marca de 9 milhões de cópias em 2009, elevando-se ao status de maior marca da Ubisoft, antes legada a série de espionagem, Splinter Cell do escritor Tom Clancy’s.

O sucesso de Assassin’s Creed fez com que a Ubisoft Montreal iniciasse o desenvolvimento de uma continuação. E dessa vez, já preparado e amadurecido, o estúdio entregou aos jogadores um jogo magnifico. O que era bom ficou melhor e o que era ruim foi extensivamente amenizado. Com outro sucesso de vendas em mãos a produtora resolveu cerimoniar anualmente a série, seguindo os passos do gigante Call of Dutty da Activision Blizzard e das séries esportivas da Eletronic Arts.

A história de Assassin’s Creed é dignamente robusta e altamente sofisticada. Mexe com o imaginário de muitos jogadores por investir na amplidão das teorias conspiratórias e nos muitos segredos que as envolvem, sim, porque muito do enredo principal é inspirado nos dogmas do criacionismo, isso, claro, sob uma perspectiva ficcional. O próprio nome fonte indicia a familiaridade dos personagens chaves com a religião e os obscuros mistérios das sociedades secretas, bem representadas pelos Templários e a Irmandade dos Assassinos.

Revelação
O quarto jogo da série debutou com um excelente trailer ao som de Iron do grupo Woodkid na E3 deste ano (recentemente premiado no Video Game Awards 2011), arrancando suspiro dos jornalistas e convidados presentes no evento. A introdução de Assassin’s Creed: Revelations não difere muito do que fora mostrado no trailer e não desaponta no aspecto que mais expectava, a ação.

Essa introdução acalorada dispõe de um prático tutorial sobre os comandos homicidas dos assassinos Ezio e Altair. A partir daí fica claro que Revelations, não é apenas um hiato comercial, mesmo que ao fim da aventura fique a impressão de que um maior polimento, num intervalo longo de tempo, gestaria melhor a história e as missões do jogo.

O game conta com três personagens conhecidos da saga: Altaïr Ibn-La’Ahad, Ezio Auditore da Firenze e Desmond Miles. Após os eventos de Assassin’s Creed: Brotherhood, Desmond, em coma, vê-se preso mais uma vez dentro do Animus, máquina capaz de resgatar virtualmente memórias de outras vidas.

Confuso ele busca uma saída do que parece ser um grande e estranho quarto sem fim enquanto o Animus sincroniza e alterna sua mente entre suas encarnações, Altaïr e Ezio, revelando mistérios antes escondidos. A saga se passa no ano de 1511 d.C. na antiga e bela Constantinopla (atual Istambul), que conta com quatro distritos: Constantino, Capadócia, Beyazıt Imperial e Beyazıt Gálata.

É bom que fique claro que a mecânica usada em Brotherhood pouco foi alterada, em contra partida, ao menos, novas e cruéis finalizações agora fazem parte do repertório dos assassinos. Quem gosta da série provavelmente não irá reclamar da morosa evolução, pois o efeito narrativo flui regularmente bem ao longo que a trama se desenrola.

A principal mudança em relação ao título anterior recai mais pelo amadurecimento da equipe de desenvolvimento, mas precisamente os projetistas. Os gráficos perderam um pouco da cor e assim como os personagens parecem mais frigidos e limpamente bordados, com belos cenários abertos, e excelente modelagem corporal e gestual dos bonecos humanoides.

Um detalhe intrigante à Jogabilidade de Revelations é a inclusão do minijogo inspirado em Tower Defense (defenda a torre), um gênero de estratégia, mais comumente presentes no PC, cujo objetivo é reforçar as defesas de uma edificação para resistir a uma invasão inimiga. A ideia é louvável, a execução, contudo, decepciona. Talvez o corpo do jogo não seja tão receptivo a experiências desse tipo, ou quem sabe a equipe precisasse de mais tempo para trabalhar nesse sistema. A verdade é que não colou.

Além das armas que já fazem parte do arsenal de Ezio e Altair, um novo aparato bélico fora adicionado a Jogabilidade. O jogador agora poder criar e explodir bombas enquanto cumpre missões ou pratica Le Parkour por Constantinopla.

Assassin’s Creed: Revelations recebeu um aporte musical monstruoso, contém uma trilha com 80 faixas originais. Apesar de ser o compositor oficial da série desde o seu primeiro título e também trabalhar no jogo, Jesper Kyd não assina o tema de Revelations, o cargo ficara a Lorne Balfe e sua linda suíte “Assassins Creed Theme”, bem pudera, é de longe a melhor música do álbum.

A música também se destaca no modo multijogador, conteúdo adicional de Brotherhood que se mantém presente em Revelations, e de fato, o modo online é o grande chamariz do jogo e o motivo do título manter notas altas nas análises.

Num mundo totalmente conectado, muitas vezes a campanha individual é ignorada, o jogador abre o lançamento já pensando em se gladiar com oponentes espalhados por todo o globo, e o Multiplayer de Revelations é realmente viciante. Matar silenciosamente nunca foi tão divertido.

Assassins Creed: Revelation
Desenvolvedora: Ubisoft Montreal
Publicadora: Ubisoft
Projetista: Alexandre Amancio
Produtor: Martin Schelling
Escritor: Darby McDevitt
Compositor: Lorne Balfe e Jesper Kyd
Plataforma: Microsoft Windows, PlayStation 3, Xbox 360
Gêneros: Ação e Aventura
Série: Assassin’s Creed
Modos de jogo: Um jogador, multijogador online
Mídia: Disco óptico, distribuição digital
Site oficial: http://assassinscreed.ubi.com
Preço: PC (R$ 99,00) Consoles (R$ 129,00)

José NunesquadrinhosAssassin's Creed,UbisoftO primeiro Assassin’s Creed teve grande repercussão na mídia antes de debutar no ano de 2007. Ele era uma das grandes apostas da geração atual de consoles, pois além de ter um visual de encher os olhos, prometia em termos de ambientação, principalmente por sua história se passar no...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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