Que ele é genial ninguém discute, e a sua importância para as histórias em quadrinhos também é notória, e é claro, é fácil até de afirmar que o universo de hqs não seria tão ampliado se não fosse a sua mente e criatividade em escrever contos e sagas fantásticas que deixaram registro no imaginário de muitos leitores.

Enfim, depois de gastar todo o meu vocabulário com adjetivos e tudo mais, fica claro que só posso estar me refererindo a uma pessoa: Alan Moore.

Mais um texto interessante para a sexta-feira.

Visto no Baixa Cultura

O verdadeiro Mago

O caso de Alan Moore é o de um artista relevante dentro e fora da obra, ou o de um artista cuja obra ultrapassa a soma dos livros e inclui a ética de sua escrita, as opiniões que distribui e até a pertinência dos temas sobre os quais opina.

Ou ao menos é o que The Mindscape of Alan Moore me faz pensar.

Mindscape, essa invenção bonita da língua inglesa cuja tradução é ruim, ‘paisagem mental’, fazer o quê.

Desde a primeira fala, quando apresenta a distinção essencial entre ficção e mentira, até a intrincada analogia entre as linguagens da arte e da magia, o Grande Barba é uma palavra só: autenticidade.

Ou talvez seja muitas outras. A elegante ironia, sobretudo auto-ironia, a clareza de visão sobre qual deva ser o papel do artista dentro de uma sociedade cujo funcionamento depende sobretudo de passividade e torpor coletivos, a radical certeza do caos, o real desprezo pela estrutura da fama, o didatismo do pensamento mais complexo, essas coisas todas que foram lapidarmente definidas por Bruno numa conversa recente de MSN: “o cara é fodão e pronto!”

Como se não bastasse, é O Homem Que Recusou Hollywood Money em prol de uma integridade de cuja existência o cinismo de nossa educação exige suspeita.

O documentário, de 2003, alcança o Velho Doido do último ponto de sua carreira até aqui, o trabalho que pela, digamos, profundidade no tratamento do tema (as possiblidades artísticas da pornografia) terminou não só com sua publicação, mas com o casamento dos autores.

The Mindscape of Alan Moore é um filme que inclusive dispensa imagens.

É pura densidade de discurso de um dos artistas mais essenciais que andam respirando por aí, infelizmente condenado pela precariedade da leitura dispensada à linguagem que lhe deu fama.
[Reuben da Cunha Rocha.]

Visto no Baixa Cultura

Renato LebeauAlan Moore,The MindscapeQue ele é genial ninguém discute, e a sua importância para as histórias em quadrinhos também é notória, e é claro, é fácil até de afirmar que o universo de hqs não seria tão ampliado se não fosse a sua mente e criatividade em escrever contos e sagas fantásticas...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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