Está repercutindo na internet a decisão da DC quanto à situação dos Robins. De acordo com a cronologia da editora, que será reiniciada, deve consistir mais ou menos em algo como “o manto do tordo é um treinamento intensivo muito difícil”. Tudo bem, nada contra os parceiros-mirins do Homem-Morcego… Na abordagem que passa a vigorar a partir de setembro, os super-heróis estão na ativa há apenas cinco anos… Exceto Batman, cuja linha do tempo não foi tão mutilada e deverá manter determinados eventos, como os ocorridos em A Piada Mortal (ocasião em que o Coringa aleijou Barbara Gordon) e Batman o Filho do Demônio (cuja consequência mais relevante é Damian Wayne, filho de Bruce e Tália) – Bom, sou capaz de apostar que tal exceção servirá para gerar N furos na vindoura “nova” linha do tempo, mas no momento é esperar pra ver…

O impulsivo leitor deve se lembrar que num texto recente referimo-nos com estranheza o fato de Bárbara Gordon ser Batgirl e eis que surge a “explicação”: Essa “compactação” do histórico dos personagens, que em teoria visa torná-los mais jovens e adaptados para o século XXI, na minha opinião, tem tudo para estourar em tanta confusão quanto aquelas para as quais Crise nas Infinitas Terras foi criada para corrigir… Ao término da publicação da saga cosmo-espaço-temporal que uniu o Universo DC contra o Anti-Monitor, em 1985, a mesma “exceção” foi concedida ao Flash Wally West, supostamente o único personagem que se lembraria do evento. Cerca de 10 anos depois, Zero Hora assumia a inglória missão de limpar os refugos de sua então recente, mas já bagunçada cronologia… E vastas cronologias tem atrapalhado potencialmente a aquisição de leitores.

A “gentil exceção” concedida ao Batman não é (nem será) coerente com o cenário ao redor, pelo pouco que se sabe da proposta até agora. Num mundo em que o Superman e o Lanterna estão na luta contra as forças do mal há meros 5 anos, Batman se deleitava nos braços da bela filha de R’as Al Ghul muito antes… Afinal, Damian confirmará isso – sem falar num Bruce Wayne seguramente quarentão. Esse “recurso criativo”, de manter a criação de Bob Kane “diferente” dos demais, certamente servirá para deixar o personagem extremamente experiente em relação aos demais – algo que imagino próximo ao que Grant Morisson fez durante sua fase a frente do título da Liga da Justiça (e que muita gente considera a “idiotização” dos demais super-heróis DC) e que parece ter feito escola.

Agora, a editoria (mercadológica?) da DC envereda por um caminho similar aquele tomado na década de 1980. Se a medida para reagir às baixas vendas foi o “reboot”, por qual motivo não encarar toda a “limpeza” que isso exige? Uma cisão em busca de inovação, oras! Como não? É fato que a “nova” DC terá “uma janela” promissora para conquistar leitores com seu universo (teoricamente, insisto) mais dinâmico e coeso… Resta saber se a Distinta Concorrência da Casa das Ideias aprendeu com seus erros pretéritos.

Acredite, sou DCnauta e espero muito estar errado… Mas acho que a “nova” DC tem tudo para cometer um “velho” erro. Infelizmente.

Dennis RodrigoquadrinhosBatman,DC Comics,RobinEstá repercutindo na internet a decisão da DC quanto à situação dos Robins. De acordo com a cronologia da editora, que será reiniciada, deve consistir mais ou menos em algo como “o manto do tordo é um treinamento intensivo muito difícil”. Tudo bem, nada contra os parceiros-mirins do Homem-Morcego......O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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