O Homem-Aranha enfrenta mais uma vez uma ameaça de clones na série The Clone Conspiracy que chega a sua quarta edição com muito fôlego. Com um arco bem dramático, combinado a alguns personagens históricos em momentos chocantes, a trama com a arte impecável de Jim Cheung, John Dell, Cory Smith e Justin Ponsor não desapontou até o momento. Até o momento, calma.

Há alguns anos vimos os fiascos da saga do clone original, que iniciam-se quando o Chacal procura criar um clone de Peter Parker/Homem Aranha, só que dá tudo errado e o clone se deforma, no fim das contas Peter Parker derrota os dois e então temos o início de um arco que nos apresenta Ben Reilly, o Aranha Escarlate.

Na saga do clone II conhecemos mais de Ben Reilly, que na verdade era o Aranha Original (??), e após muitos combates contra Kaine e o Chacal, Peter decide abandonar o traje de Homem Aranha, dando a Ben a responsabilidade de usar o uniforme e o nome, para que ele pudesse finalmente viver uma vida normal. Nesse tempo, Peter usa seu traje antigo mais algumas vezes até perder seus poderes em uma aventura em Portland, e quase falece.

Já no início, The Clone Conspiracy quase se curvou sob seu próprio peso com seu elenco esparramado e cheio de referências de outras histórias do teioso, mas Dan Slott e Jim Cheung conseguem moderar o ritmo frenético desta quarta edição com uma carga dramática de apostas combinada com alguns momentos que mexem no caráter de Peter Parker.

Ao contrário de arcos como o Homem-Aranha Superior ou “Spider-Island”, a premissa de The Clone Conspiracy se concentra mais no cerebral e menos no visual. O próprio conceito de clones na história é relativo à identidade o que carrega consigo situações que são resolvidas com diálogos, que são mais pesados do que um punho no seu estômago.

Há lutas em The Clone Conspiracy # 4, embora elas pareçam que foram “encaixadas” na sequência mais para preencher um esquema de que toda história do Aranha tem que ter porradaria.

Claro que eu TENHO que comentar sobre novo uniforme do Aranha Escarlate, que ficou horrível, mas ok, não se pode ter tudo, sinceramente eu nem acredito que a revista solo dele deve durar muito pois, com ela, temos 10 títulos teiosos nas bancas gringas e a Marvel Comics sabe que não adianta franquiar um título desta forma, os leitores mal dão conta de acompanhar todas as histórias dos Guerreiros da Teia e da Gwen Stacy Aranha.

Mas voltando a falar de Slott, dá pra ver que ele conhece o elenco do trabalho que faz e foi capaz de conectar habilmente a parcela de Peter Parker com Doutor Octopus através de toda a história, fazendo o leitor perceber que Peter finalmente entendeu que seu voto de que “ninguém morre” é uma promessa infantil e irrealizável, e que os planos de Ben Reilly para ressuscitar os mortos são uma demonstração definitiva de grande poder sem a grande responsabilidade necessária.

Eu disse que essa história ia ser do car#¨%72!

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2017/01/Clone-Conspiracy-4-3.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2017/01/Clone-Conspiracy-4-3-150x150.jpgVini MoreiranotíciasDan Slott,Homem-Aranha,Jim Cheun,Marvel,Spider-Man,The Clone ConspiracyO Homem-Aranha enfrenta mais uma vez uma ameaça de clones na série The Clone Conspiracy que chega a sua quarta edição com muito fôlego. Com um arco bem dramático, combinado a alguns personagens históricos em momentos chocantes, a trama com a arte impecável de Jim Cheung, John Dell, Cory...IMPULSO HQ é um site que se propõe a discutir histórias em quadrinhos e assuntos derivados como cinema, games e cultura pop em geral.