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Visto no Super Ultra – por André Sirangelo

Quando Heroes estreou, foi aquele estardalhaço. Há muito ninguém fazia super-heróis darem certo no horário nobre da TV americana (o Batman do Adam West conta?).

A série do ‘Salve a Cheerleader, Salve o Mundo’ fez isso parecer fácil, com uma 1ª temporada cool e cheia de surpresas.

A audiência explodiu e o programa ainda por cima virou case de marketing online, exemplo máximo do uso da internet para alavancar conteúdo na TV e vice-versa.

Aí veio o 2º ano, encurtado pela greve dos roteiristas, e tudo começou a ir ladeira abaixo. Nem dá para culpar a paralisação, que só antecipou o final de uma temporada fraquíssima, que começava a mostrar a dificuldade dos escritores em evitar as armadilhas que eles próprios criaram.

Truques como viagem no tempo, personagens imortais, desenhos que prevêem o futuro e a destruição aparentemente inevitável de Nova York/Tokyo/Mundo/Universo viraram carne de vaca e perderam qualquer impacto dramático. Cedo demais, Heroes deu de cara com a total e completa falta de coerência, maldição que assola os gibis de super-heróis da Marvel e da DC.

A 3ª temporada, que começou em setembro do ano passado, foi o fundo do poço. Eram tantas tramas paralelas (e absurdas) que não era possível se interessar por nenhuma delas. A audiência despencou e a imprensa passou a repercutir a crise criativa que afundou o seriado.

O criador Tim Kring pediu desculpas publicamente e chegou a ter uma espécie de colapso, xingando a audiência e dizendo que dramas serializados (como Heroes e Lost) são uma maldição.

Escritores foram demitidos e pelo menos um voltou para tentar pôr ordem na casa: Bryan Fuller, criador de Dead Like Me, que tinha se ausentado para cuidar da genial e recém-cancelada Pushing Daisies.

Esta semana, finalmente, começou nos EUA o Volume 4 da saga dos heróis. “Fugitives” promete uma “volta às origens” para trazer Heroes das cinzas. Perto da estréia horrenda do Volume 3, esse episódio é uma obra-prima.

Talvez o melhor já escrito pelo Tim Kring, e isso não quer dizer nada, porque todos os PIORES episódios de Heroes são todos dele.

Mas, sim, foi um recomeço tolerável. Ninguém viajou no tempo e viu um grande cataclismo que vai precisar ser evitado a todo custo durante os próximos 10 episódios.

Ninguém voltou dos mortos, Sylar deixou de ser bonzinho e voltou a abrir crânios, a conspiração Primatech/The Company/Pinehearst que assombrava a série aparentemente foi resolvida, e a maioria dos personagens voltou a uma vida normal, com empregos normais.

A ameaça dessa vez é Nathan Petrelli, que, por motivos ainda obscuros, resolve sequestrar todo mundo que tem habilidades especiais. Para isso ele conta com a ajuda de uns homens de preto e de um cara que é igualzinho ao Ray Fiske de Damages e ao Andre Drazen da 1ª temporada de 24 Horas.

Talvez você se lembre de quando J.J. Abrams prometeu uma “volta às origens” para resgatar Alias do poço da podridão na 4ª temporada, e no que isso deu (FAIL! A série foi cancelada no ano seguinte). 24 Horas, por outro lado, ficou insuportável na 6ª temporada, não foi ao ar em 2007, mas voltou para um 7º ano surpreendemente sólido, apesar da fórmula batida.

Ainda é muito cedo para dizer qual dos dois caminhos Heroes vai seguir. Se você ainda se importa com Hiro, Peter e Claire, é bom torcer para que o reboot dê certo — a próxima temporada da série ainda não está garantida.

Visto no Super Ultra – por André Sirangelo

Renato LebeauquadrinhosHeroes,Tim KringVisto no Super Ultra - por André Sirangelo Quando Heroes estreou, foi aquele estardalhaço. Há muito ninguém fazia super-heróis darem certo no horário nobre da TV americana (o Batman do Adam West conta?). A série do 'Salve a Cheerleader, Salve o Mundo' fez isso parecer fácil, com uma 1ª temporada cool...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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