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Abaixo segue um encontrado no Splash Pages e vale a pena conferir.

Fiquem com o texto.

Graphic Novel ou Encadernado?

Bom, Graphic Novel foi um termo inventado pelo Will Eisner em 1976 quando ele lançou seu primeiro romance gráfico (a tradução literal de graphic novel), Um Contrato com Deus.

Até meados da década de 80 esse termo designava histórias que foram pensadas como um romance e que foram ilustradas na forma de arte seqüencial (quadrinhos).

Mas aí surgiu uma certa minissérie chamada Batman – O Cavaleiro das Trevas (Dark Knight Returns), por Frank Miller, a mini foi publicada de uma forma diferente de como as minisséries vinham sendo lançada até então.

Com papel de luxo, capa encorpada, formato um pouco maior sem contar nas cores aquareladas de Lynn Varley a missérie foi um sucesso imediato, tanto é que mudou o status quo do Batman para sempre.

A DC, muito esperta que é, resolveu lançar a minissérie em um TPB (Trade Paperback – Encadernado) e para consolidar as vendas chamou a compilação das histórias de Graphic Novel. Não tardou muito para que outras obras seguissem esse mesmo caminho (como Watchmen) e o sentido original de Graphic Novel se perder.

Durante o final da década de 80 e início da década de 90, a Marvel e a DC lançaram uma série chamada Graphic Novel destacando seus principais personagens ( Um exemplo – X-Men: O Conflito de Uma Raça (Deus ama, o homem mata), Chris Calremont e Brent Anderson, que mais tarde inspiraria X2).

Estas histórias, porém não eram minisséries compostas e sim, uma história com começo meio e fim, que se aproximavam mais dos álbuns europeus do que com os ideias de Eisner.

Por volta de 2002 e 2003, o mecado americano de quadrinhos começou a produzir TPBs em larga escala reunindo tanto minisséries como arcos fechados de suas revistas regulares.

Em 2006 foi percebido que a indústria dos comics estava lucrando muito mais com a venda destes encadernados do que com suas próprias revistas, devido ao sucesso de filmes como Sin City e V de Vingança.

Por isso, a tendência é de que surjam cada vez mais encadernados no mercado, tanto dos EUA como no Brasil, pois como o público de quadrinhos é pequeno, se comparado a outros meios, vale mais à pena fazer tiragens menos e de preço mais alto do que lidar com o encalhe.

Com todo este alarde sobre os encadernados muitos deles tem sido chamados de Graphic Novels para se destacarem comercialmente, mas estão distantes do sentido original da expressão.

Por isso, eu classificaria, por exemplo, Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha como um encadernado (TPB). Uma história concebida para ser um romance gráfico e publicada em formato de luxo (com capas ou papel diferenciado) poderia ser classificada como Graphic Novel, exemplo: Wolverine: Saudade ou Pride of Bagdah, do Brian K. Vaughn e do Niko Henrichon.

Já 300 (em formato widescreen), ficaria entre estas duas definições, uma vez que por uma lado ela foi anteriormente uma minissérie, por outro, publicá-la em formato widescreen resultou numa maneira de contar e mostrar a história totalmente nova.

Retirado do Splash Pages

Renato LebeauGraphic Novel,Splash PagesQuem acompanha o blog Impulso Hq, sabe que de sexta-feira é dia de buscar textos sobre Hq na internet. Abaixo segue um encontrado no Splash Pages e vale a pena conferir. Fiquem com o texto. Graphic Novel ou Encadernado? Bom, Graphic Novel foi um termo inventado pelo Will Eisner em 1976 quando ele...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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