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Oliver Borges

A sexta edição do FIQ! foi palco para grandes nomes dos quadrinhos nacionais e internacionais, mas também teve espaço para a produção independente de diversos estados do Brasil, no festival era possível encontrar quadrinhistas do Maranhão, Bahia, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e muito mais.

Era só andar um pouco e perceber um sotaque diferente para entender que era mais um profissional querendo divulgar o seu trabalho, e entre eles separamos para o post de hoje o quadrinhista Oliver Borges, da Bahia, um dos responsáveis pela revista Aurora Comics, que traz um universo de ação e aventura e que para a edição de número zero teve acabamento e impressão de alta qualidade, o que faz parte da estratégia do grupo já que a publicação trata-se de uma web comic.

Em seguida você confere Pablo Casado e Felipe Cunha falando sobre o seu novo projeto o DUO e o que mudou para eles depois de ganhar o Troféu Alfaiataria de Fanzine e para finalizar, Rodrigo Alonso fala sobre o seu fanzine Eterno que depois de muitos capítulos a história chega ao fim, confira a opinião do quadrinhista em relação a fazer um zine tão comprimido e quais são as vantagens e desvantagens segundo ele.

Não deixe de conferir os links para as galerias de imagens do FIQ!2009 no fim do post!

Acompanhem as entrevistas:

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Oliver Borges – Aurora Comics

IHQ: Como é o mercado de quadrinhos na Bahia?
Oliver Borges:
Na Bahia é mais difícil do que Minas e em toda região sudeste, centroeste e sul do país. É uma capital turística, muito bonita e muito legal, mas os quadrinhos não são reconhecidos. Não faz parte da cultura bahiana as HQs, então são poucas pessoas que produzem quadrinhos, como o pessoal da Aurora Comics. Existem nomes na Bahia, gente muito boa desenhando na Bahia, e a Aurora Comics foi feita para isso.

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IHQ: A publicação é online, mas aqui no FIQ! está sendo lançada a número zero de forma impressa. Por que essa estratégia?
Oliver Borges:
A estratégia é a seguinte, geralmente sempre descobrimos coisas boas na Internet, por pura coincidência, e nós não queríamos que a revista fosse descoberta assim.

Queríamos uma forma de divulgação mais direcionada, e como um evento como o FIQ! reúne um público muito grande, achamos que seria o momento de lançá-la. È uma publicação online, mas como você pode ver a qualidade da revista, sem o apoio seria difícil lançar mensalmente em impresso.

IHQ: Fale um pouco da Aurora Comics, o que o leitor irá encontrar dentro das páginas da publicação?
Oliver Borges:
É uma revista basicamente de aventura e ação, dentro do padrão dos quadrinhos tradicionais de super heróis, mas com uma nova leitora, com heróis mais pessoais, com personalidades duvidosas, para mesclar o realismo e a fantasia. É uma revista neutra, não tem como tema um único personagem ou equipe.

Ela funciona como um almanaque, onde nela sempre pode aparecer aventuras novas sem ter a obrigação de ter a ligação entre elas. È uma publicação que tem toda a liberdade de colocar na web as histórias que vão surgindo.

Na Internet a revista é para visualização então todos poderão acompanhar, mas o plano é o seguinte: ainda temos a cultura de quadrinhos colecionáveis, então pretendemos a cada seis histórias publicadas no site, lançaremos uma edição impressa, o leitor conseguirá colecionar a cada seis meses conseguir a sua edição.

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Felipe Cunha e Pablo Casado – DUO

IHQ: Sobre o que se trata Duo?
Pablo Casado:
Duo surgiu ano passado quando eu estava conversando com Felipe Cunha sobre nossa parceria vem desde de 2005, então decidimos fazer algo que se chama mais atenção que Terra do Nunca Love Song Five, que foi o nosso primeiro fanzine e teve uma repercussão bacana, inclusive ganhamos o premio de menção honrosa no Troféu alfaiataria de Fanzine, na categoria melhor fanzine.

Duo é a reunião do trabalho desse período até 2008, o Terra que é uma republicação, e duas inéditas: Temporada Macabra, que fizemos para uma antologia canadense mas acabou sendo recusada, e o Céus de Fênix, que é um troteiro que eu tenho há muito tempo mas não tinha encontrado ninguém que desenha-se do modo que eu havia pensando, então ofereci para o Felipe.

IHQ: Existe algum novo projeto?
Felipe Cunha:
Eu, Pablo e o Hector estamos trabalhamos juntos, em um novo projeto chamado Ink Shot, onde cada um está produzindo uma parte. O projeto é uma antologia que reuni várias histórias curtas de autores nacionais, para divulgar lá fora e aqui dentro também. Nesse momento tem gente produzindo e estamos reunindo material.

IHQ: Sobre levar a Ink Shot para o mercado estrangeiro, esse é um caminho que vocês pretendem seguir?
Felipe Cunha:
Não sei se é mais vantagem agora, porque o momento agora está até bom para os quadrinhos nacionais, mas tem aquela coisa, se vem de fora parece que as pessoas dão mais atenção.

IHQ: Depois de ganhar o Troféu Alfaiataria de Fanzine, mudou alguma coisa?
Pablo Casado:
Como é um prêmio de fanzine foi legal porque, Zé Oliboni gostou muito e fez uma resenha um para o site Universo HQ que encheu a nossa bola, e disse que queria ver mais trabalhos nossos. Quando fizemos o fanzine gostaríamos que ganhássemos, mas a premiação foi totalmente justa e por votação acabamos levando a menção honrosa. Foi legal porque teve uma repercussão e a gente acaba usando isso para currículo.

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Rodrigo Alonso – Eterno

IHQ: O que o leitor pode esperar do fanzine Eterno?
Rodrigo Alonso:
O Eterno tem desenhos do Felipe, e é a nossa segunda história longa, a primeira foi Chuva contra o Vento, que foi indicado ao HQMix. O eterno também já foi indicado ao premio porque começamos a história em 2007, mas é a primeira vez que ele está pronto, estamos lançando aqui no FIQ! a história completa.

Eterno conta a história de um menino que descobre que tem um Deus dentro de si e pode salvar a humanidade se ele se sacrificar, e ter a vida eterna. Como ele não espera nada do mundo, ele aceita o sacrifício, mas em seu ultimo dia ele conhece uma garota que o faz mudar de ideia e a história segue por esse caminho.

IHQ: Fazer um fanzine em tantas partes tem mais vantagens ou desvantagens?
Rodrigo Alonso:
A vantagem é que podemos nos aprofundar nos personagens e saber que em três páginas eles não vão morrer, mas da parte técnica são só desvantagens. Estamos a dois anos produzindo, e quando encontramos as pessoas o que mais ouvimos é quando vão ficar pronto ou quando sairá o próximo.

Acho que para uma editora que pode lançar na deve ser ótimo saber que o seu leitor está acompanhando, mas para nós até ela ficar pronta dava a impressão que dava é que estávamos entregando um trabalho incompleto, mas agora ela está completa, agora ela é uma história.

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Confira as galerias de imagens sobre o FIQ! 2009:

Galeria 1 | Galeria 2 | Galeria 3 | Galeria 4

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