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O quadrinhista americano Craig Thompson

Para esse post de entrevista realizadas durante o FIQ!2009 separamos um time ilustre de quadrinhistas internacionais que estavam presentes no festival, trata-se do americano Craig Thompson, autor de Retalhos, obra autobiográfica que vem fazendo muito sucesso aqui no Brasil, depois você confere o francês Olivier Tallec, ilustrador do álbum Negrinha, que nos apresenta um Rio de Janeiro dos anos de 1950 e fala sobre preconceito, em seguida o canadense Guy Deslile, autor de Pyongyang, Crônicas Birmanesas e Shenzhen e para finalizar o americano Ben Templesmith, autor de 30 Dias de noite.

O bate-papo com os artistas foram bem rápidos e ficaram concentrados na questão se eles conheciam a produção nacional e os artistas brasileiros, e qual é o próximo projeto deles.

Vocês irão perceber que a entrevista com Ben Templesmith foi feita de maneira diferente e foi colocado apenas um relato do que o quadrinhista falou, isso é devido que no momento da entrevista eu estava sem o meu fiel gravador, o que me impossibilitou de transcrever por completo o que ele disse, mas não deixei de anotar os pontos cruciais da conversa.

Não deixe de conferir os links para as galerias de imagens do FIQ!2009 no fim do post!

Acompanhe as entrevistas:

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Craig Thompson

IHQ: O que você conhece sobre quadrinhos brasileiros?
Craig Thompson:
Eu conheço a arte de alguns brasileiros como Gabriel Bá, Fabio Moon e Rafael Grampá, porque já vi a arte deles nos Estados Unidos. Estou vendo algumas coisas agora durante o festival, e adoro a energia que vejo nos quadrinhos brasileiros.

IHQ: Você sabia o sucesso de público de Retalhos no Brasil?
Craig Thompson:
Eu estou achando maravilho. A primeira vez que ouvi isso foi quando me convidaram para fazer uma sessão de autógrafos dizendo que o livro ia muito bem no Brasil, mas só quando cheguei aqui para autografar é que realmente percebi o tamanho do meu público.

IHQ: Você pode falar um pouco sobre o seu novo projeto?
Craig Thompson:
Estou trabalhando em um novo projeto chamado Habibi, que fala sobre as noites árabes. Trata-se de um épico com cerca de 700 páginas e é como se fosse uma história de cowboy, com fugas, e armadilhas, só que em outro ambiente, a ação se passa no deserto árabe. É meio fantástico, mas é praticamente uma história de amor como as mais conhecidas no mundo e pretendo terminá-la em um ano.

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Olivier Tallec

IHQ: É a sua primeira vez no Brasil?
Olivier Tallec:
Não, é a segunda vez que visito o país. Estive no Brasil há três anos atrás na cidade do Rio de Janeiro, durante dois meses para trabalhar no livro Negrinha, eu precisava conhecer as pessoas e a atmosfera da cidade para conseguir desenhar.

IHQ: O que você sabe sobre a produção de quadrinhos no Brasil?
Olivier Tallec:
É difícil achar quadrinhos brasileiros na Europa, eu realmente só descobri a produção depois que cheguei aqui, e encontrei algumas coisas bem interessantes.

IHQ: Sobre o que fala o álbum Negrinha?
Olivier Tallec:
De fato o livro conta a história de uma garota que vive no Rio de Janeiro em 1953 e de sua mãe que pretende mantê-la longe de certas pessoas de classe mais baixa. É um livro que fala sobre divisão de classes e questão racial.

IHQ: Qual é o seu próximo trabalho?
Olivier Tallec:
Estou trabalhando na continuação do álbum Negrinha, que seria o final da história, mas não tenho ainda uma data para acabar, eu terei uma definição em um ano.

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Guy Deslile

IHQ: Você sabe da receptividade do publico brasileiro em relação as suas HQs?
Guy Deslile:
Na verdade não. É a minha primeira vez no Brasil. Estou lançando o meu terceiro livro e não sei como foi o resultado dos dois primeiros, na verdade eu não tenho meios de como saber se o meu livro foi bem aceito aqui no Brasil.

IHQ: O que você sabe sobre os quadrinhos brasileiros?
Guy Deslile:
Eu conheço o trabalho de Flávio Collin, mas não muito alguns livros apenas. Durante o FIQ! circulei pelos estandes para conhecer mais e dar uma olhada nas revistas, mas no geral eu não conheço muita coisa que é produzida aqui no Brasil.

IHQ: Qual é o seu próximo trabalho?
Guy Deslile:
Estou trabalhando em um livro que são vários sketches que fiz durante eu estava na Ásia, e eu ficava observando a arquitetura ao redor e eu ficava desenhando bastante. Agora eu vou colocar tudo em um livro.

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Ben Templesmith (30 dias de noite)

Na verdade ele não sabe a repercussão de 30 dias de noite no Brasil e sabe pouco sobre a produção nacional, mas que gosta muito dos artistas brasileiros que se destacam nos Estados Unidos como os gêmeos Gabriel Bá e Fabio Moon e que considera fantástica a arte de Rafael Grampá.

Sobre a adaptação do filme ele considera que não ficou ruim e que até o momento ninguém tinha entrado em contato com ele para uma possível continuação.

Atualmente ele está trabalhando e dividindo o seu tempo em três projetos: uma série de terror e ficção científica para a Image Comics que será dividida em seis edições chamada Choker, uma edição especial de G.I. Joe chamada Baroness e Wormwood: Gentleman uma série em três edições.
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Confira as galerias de imagens sobre o FIQ! 2009:

Galeria 1 | Galeria 2 | Galeria 3 | Galeria 4

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