Guerra 1939-1945, álbum lançado neste mês de junho pela Conrad editora, marca a estréia de Julius como autor

Álbum composto de seis histórias, um para cada ano do conflito, é a estréia do paulista Julius Ckvalheiyro como autor e retrata a Segunda Guerra Mundial com desenhos extremamente realistas. Cada história é apresentada por um texto de contextualização e narrada sob o ponto de vista de personagens com envolvimento direto. O resultado final é um álbum singular e realista da Segunda Guerra, que certamente agradará os amantes de quadrinhos e de narrativas bélicas.

Com a HQ Guerra 1939-1945, a Conrad Editora pretende marcar a retomada da tradição de HQs de guerra produzidas no Brasil entre as décadas de 1960 e 1970 tendo a revista Combate como grande expoente.

Julius Ckvalheiyro para compor a obra, frequentou cursos de ciência política, sociologia política e história moderna da civilização na UnB, USP, UneSP e BBC de Londres, além de pesquisar livros de relatos de historiadores russos, alemães, japoneses e franceses para compor os personagens.

O autor fala mais sobre a Guerra 1939-1945:

Como foi a ideia de fazer o livro?
A ideia nasceu por conta de algumas paixões que tenho. Desenhar histórias em quadrinhos, aviões de guerra, história da humanidade e a fixação do meu pai por fotografias e sua imensa coleção de retratos sobre o assunto. Juntei tudo e escrevi os desenhos baseados nesta referência fotográfica.

O livro é todo narrado pela ótica das personagens?
O livro trata de histórias de combatentes anônimos e mostra que as ideologias eram o que menos importava no front. Acho que o resultado final mostra bem a impotência dos envolvidos com o conflito, contra o rolo compressor que foi a II Guerra Mundial sobre a Europa.Os personagens mergulhados na guerra só esperam sobreviver. Há o oficial nazista, o piloto apaixonado pelos aviões do inimigo, o japonês kamikaze, o russo, o preso anônimo no campo de concentração, o francês, são várias as perspectivas da guerra. Dividi o livro tendo uma história para cada ano da II Guerra Mundial.

Que público espera atingir com este seu primeiro trabalho?
O público leitor é aquele que gosta de quadrinhos, que gosta de assuntos sobre a guerra e da história da humanidade. No livro, pra cada ano de guerra há uma contextualização histórica pra situar o leitor no período que vai de 1939 até 1945, mostrando os fatores que levaram o mundo à guerra. Nessa história, os fatos e a ficção andam sempre entrelaçados. Os curiosos serão bem-vindos e aqueles que nunca leram uma HQ, mais bem-vindos ainda! Meu objetivo principal é não deixar que as pessoas se esqueçam da guerra e de suas atrocidades. Quem esquece faz de novo!

Falando um pouco do traço, você se inspirou em alguém?
Meu traço é uma bagunça, muito sujo, riscado e escuro. Eu gosto de P&B e sinceramente sou péssimo com cores. Meu desenho é todo baseado em referências fotográficas. Desenho, passo pro computador e faço o acabamento.

Como você vê o momento atual do quadrinho nacional?
O quadrinho nacional vive de respiros. Conheço o mercado há 25 anos e já publiquei revista, fiz tira pra jornal, já preparei projeto pro mercado americano e só consegui sobreviver desenhando no mercado publicitário. Acho que o horizonte se mostra receptivo pras HQs nacionais, mas já vi isso acontecer outras vezes. Para a coisa não ir por água abaixo, como já aconteceu é importante o papel das grandes editoras em buscar na produção nacional, e a Conrad é pioneira nisso, trabalhos que estimulem as HQs daqui. Qualidade temos de sobra.

Renato Lebeauentrevistas2º Guerra,conrad,Julius CkvalheiyroGuerra 1939-1945, álbum lançado neste mês de junho pela Conrad editora, marca a estréia de Julius como autor Álbum composto de seis histórias, um para cada ano do conflito, é a estréia do paulista Julius Ckvalheiyro como autor e retrata a Segunda Guerra Mundial com desenhos extremamente realistas. Cada...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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