Um dos convidados nacionais do Rio Comicon foi o quadrinhista Rafael Grampá, que a cada dia consegue mais espaço e destaque no mercado internacional de quadrinhos. Depois do imenso sucesso de Mesmo Delivery, Grampá vem se tornando um dos profissionais mais requisitados.

Depois de ser o primeiro brasileiro a escrever uma história para a Marvel Comics para a revista Strange Tales II, cstrelando o mutante Wolverine, o brasileiro também pode revitalizar um dos personagens mais clássicos da mitologia mutante, o Noturno.

Recentemente foi anunciado que Mesmo Delivery ganhará uma versão para os cinemas e a direção ficará com Mauro Lima, diretor de Meu nome não é Johnny. Apesar de estar em estado embrionário, como mesmo disse Grampá em sua palestra para o Rio Comicon, o quadrinhista se divide entre outros trabalhos como a produção de sua próxima HQ a Furry Water, que o quadrinhista não prefere falar muito, pois ela se tornou algo maior do que o projeto original. “Falarei dela na hora em que formos lançarmos. Teremos muita coisa legal para falar, e vamos falar muito. Não quero gastar bala”, disse Grampá sobre a HQ.

Impulso HQ: Você está sendo requisitado para projetos importantes como a reformulação do visual do Noturno. Teremos mais trabalhos seus seguindo essa linha de reformulação? Haverá novos roteiros seus para outros personagens?
Rafael Grampá:
É bem possível. Sempre primo pela escolha de fazer os meus próprios personagens, mas eu tenho um carinho especial pelo Demolidor e pelo Batman. O Wolverine eu já fiz, e não quero fazer outra porque aquela história ficou muito boa. E se eu for fazer outro personagem será o meu roteiro.

IHQ: Você escreveria para um título mensal?
R.G.:
Mensal eu nunca vou fazer. Uma graphic novel especial eu toparia fazer, mas com esses personagens que eu falei. Com qualquer outro super-herói eu não toparia.

IHQ: Por que você topou a reformulação do Noturno?
R.G.:
No caso do Noturno fiz porque ele não tinha um visual definido e ele iria voltar. A Marvel me pediu para reformular, mas pediram para o cara errado. Eu faço um trabalho muito detalhado e depois não vão conseguir fazer, porque vai ser difícil repetir.

IHQ: Você ficou frustrado pela recusa do projeto da reformulação do Noturno?
R.G.:
Não porque não foi uma coisa de “faça assim desse jeito”. Perguntaram pra mim se eu estava a fim de fazer e eu topei, mas eu avisei que eu iria fazer do jeito que eu quero. Eu fiz um lance que eu curti. Não fiquei frustrado porque curti muito o visual e eu vou usá-lo para um personagem meu.

IHQ: O que você pode adiantar sobre a adaptação de Mesmo Delivery?
R.G.:
O projeto está em estado embrionário. A gente recém fechou o projeto que está capitado e escolhemos o diretor que é o Mauro Lima. A gente sabe mais ou menos o que queremos fazer, minhas ideias e as do Mauro estão se complementando, e estamos escrevendo o roteiro do filme juntos. Como está embrionário eu estou acompanhando passo a passo, mas não tem muito o que falar ainda.

IHQ: Falando de outra adaptação, como anda o projeto de Dobro de Cinco?
R.G.:
Esse projeto está engavetado. O orçamento estava muito caro na época. As produtoras nem são mais sócias, então eu acho difícil esse projeto sair. Eu ouvi boatos de que queriam fazer de novo porque agora teria investidores interessados, mas não sei se os produtores andaram conversando. Me falaram isso por cima e perguntam se eu toparia, mas eu não sei se eu faria não. Hoje em dia eu perdi um pouco do tesão pelo o que rolou, e se for pra fazer, prefiro fazer algo meu.

IHQ: Com toda a sua exposição na mídia alterou alguma coisa no seu trabalho ou o modo que você enxerga as histórias quadrinhos?
R.G.:
Não, eu continuo o mesmo. Desenho todos os dias o dia inteiro. Minha visão dos quadrinhos é uma página em branco e os quadros surgindo na minha frente. Ler quadrinhos eu ando lendo pouco. Eu continuo matando um leão por dia. Sou um trabalhador do Brasil.

O lance de estar na mídia ou não é algo do trabalho e da exposição que teve lá no início, mas não atrapalha e ajuda bastante porque eu acho que o trabalho artístico tem que ter isso.

IHQ: Depois de Furry Water qual é o seu próximo projeto?
R.G.:
Estou acabando a Furry Water, mas ainda tenho um bom trabalho pela frente e quando for lançada as pessoas vão entender. Tenho um convite de uma editora francesa para fazer um álbum, e outros projetos que não posso falar, mas são muito bacanas. Preciso acabar a Furry Water para começar esses outros projetos. Tenho possíveis projetos como diretor para dirigir os capítulos de uma série, mas isso eu também não posso falar.

Renato LebeauentrevistasFurry Water,Mesmo Delivery,Rafael GrampáUm dos convidados nacionais do Rio Comicon foi o quadrinhista Rafael Grampá, que a cada dia consegue mais espaço e destaque no mercado internacional de quadrinhos. Depois do imenso sucesso de Mesmo Delivery, Grampá vem se tornando um dos profissionais mais requisitados. Depois de ser o primeiro brasileiro a escrever...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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