Entre as inúmeras atrações da Comic Fair, muitos visitantes se impressionavam com a arte e técnica com lápis de cor de Mário Freire, professor na Escola ÁreaE.

O artista que durante o evento ministrou um workshop sobre o assunto, durante o evento em seu stand produziu uma pintura ao vivo de um desenho do Homem de Ferro. Muitos que passavam não acreditavam que com apenas lápis de cor é possível alcançar o efeito obtido pelo artista.

O Impulso HQ conversou rapidamente com Mário Freire a respeito de sua carreira e sobre a sua técnica com lápis de cor. Acompanhem:

Impulso HQ: Gostaria que você falasse um pouco do seu trabalho, fizesse uma apresentação. Quem é Mario Freire?
Mário Freire:
Estou no mercado principalmente no de desenho e pintura dando aula há 14 anos em minha especialidade que é lápis de cor e grafite. Tenho um tratamento todo especial com lápis e a parte de desenho para os alunos, sou voltado mais para aula do que trabalhar para fora para editora. Estou preparando esse pessoal para editoras.

IHQ: Como você começou a sua técnica com lápis de cor?
M.F.:
Começou quando precisei fazer um curso de desenho. O professor que ensinava com lápis de cor tinha uma certa disponibilidade de tempo e comecei a desenvolver a técnica. Percebi que eu conseguiria com um material acessível e barato, fazer um trabalho que não deixava nada a desejar em relação às outras técnicas. Inclusive o pessoal admira por causa disso pensa que é foto e realmente acreditam que seja foto, mas não é – por causa do realismo que o lápis de cor pode dar.

E falando um pouco da técnica com o lápis de cor, até brinco com o pessoal que desde de criança eles são ensinados errados na escola, o modo de usar o lápis de cor, como utilizar o modo de pintar se é forte ou fraco, o pessoal fica frustrado com a técnica do lápis de cor porque as crianças são ensinadas erradas.

A forma como ensino e voltada para o realismo com bastantes misturas de muitos degradês, sombra e luz. É demorado os trabalhos demoram em média de 3 a 4 meses para ficar pronto. A velocidade só vem com a prática.

IHQ: Aonde que sua técnica se aplica melhor: Mercado editorial de quadrinhos ou desenho de ilustração?
M.F.:
Acredito que na pintura, principalmente os alunos que estão entrando no mercado agora. Quando eles partem para pintura digital têm todo conhecimento de degradê, sombra e luz, textura que é essencial ajuda bastante os alunos.

Por causa do aprendizado da pintura realista, o aluno tem a possibilidade de não apenas trabalhar só com mangá ou HQ, ele pode explorar todo um mercado.

IHQ: Qual o perfil dos seus alunos e faixa etária?
M.F.:
O aluno mais novo tem onze anos e o mais velho 70. O curso abrange todas as faixas etárias não trabalha só com um tipo de perfil, tem o pessoal que curte pintura em tela, que curte HQ, mangá, realismo, paisagem, enfim atinge a todos os tipos de gosto. Mas o público de mangá se empolga mais

IHQ: Para um iniciante qual a maior dificuldade de utilizar o lápis de cor?
M.F.:
A maioria é o que eu já tinha comentado no começo, são vícios errado na escola. Quando o aluno chega, eu tenho que mudar toda a mentalidade de usar o lápis de cor. Inclusive o professor de um aluno queria ir à escola conversar comigo porque ela ensinava de um jeito eu do outro, eu falei não tem problema é uma técnica que aprendi sozinho estou desenvolvendo e esta funcionando.

IHQ: Você falou que seus alunos demoram de 3 a 4 meses para finalizar um trabalho. Você demora quanto tempo?
M.F.:
Depende da obra. Um quadro de folha tamanho A 2 que é grande, com bastante realismo demora de 15 a 20 dias para terminar. Eu falo para os meus alunos que a única vantagem que eu tenho é a experiência e não escondo nada deles. Por que tudo que eu aprendi até hoje eu passo para eles o que demora é a falta de experiência.

Tenho um aluno que está praticamente no mesmo nível que eu, ele é o mais dedicado.

IHQ: O que é mais complexo no lápis de cor, uma pessoa com realismo ou paisagem?
M.F.:
Acho que o realismo em matéria de pessoa é mais complicado eu sou tão exigente, aponto de querer que os alunos façam até os poros. No realismo você tem que se preocupar com tudo, não que paisagem seja menos difícil, você pode cometer um errinho aqui outro ali, no rosto humano não tem como, todas as falhas, toda textura da pele, cabelo, vai ter que estar tudo ali. O realismo na questão de fotografia rosto humano é o mais complicado.

IHQ: Quanto tempo o profissional começa a lidar com lápis de cor, consegue atingir um resultado parecido com o realismo?
M.F.:
Depende muito da dedicação de cada aluno, tem aluno que com 3 meses consegue um efeito fantástico, outros levaram de 1 a 2 anos. Vai muito da dedicação e qualidade de cada um.

Renato LebeauentrevistasComic Fair,Mário FreireEntre as inúmeras atrações da Comic Fair, muitos visitantes se impressionavam com a arte e técnica com lápis de cor de Mário Freire, professor na Escola ÁreaE. O artista que durante o evento ministrou um workshop sobre o assunto, durante o evento em seu stand produziu uma pintura ao vivo...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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