Lançado na San Diego Comic-Con 2011 e depois no Brasil, o Diburros Sketchbook 2011 é um apanhado de desenhos de observação, esboços, rabiscos de Marcelo Braga, que em 52 páginas, 35 inéditas, reúne a obra do quadrinista, que esteve nos principais eventos de quadrinhos para divulgar esse tipo de publicação que ainda não é muito comum no Brasil.

Durante o Rio Comicon, o Impulso HQ conversou com o quadrinhista que falou mais sobre o por que de publicar um álbum de sketchs, e quais são as maiores dificuldades. Confira:

Impulso HQ: Por que você escolheu um álbum de sketch para ser o seu primeiro lançamento para divulgar o seu trabalho?
Marcelo Braga:
Em primeiro lugar é o que eu tinha na mão quando eu decidi ir para a San Diego Comic-Con. Sempre imaginei que essas convenções são recheadas de Sketchbooks, e raramente eu vejo um aqui no Brasil. Mas dá para entender o motivo. Já é difícil fazer um gibi, e é mais complicado você fazer um Sketchbook, porque ele é um subproduto de um trabalho que você já fez. Teve esse dois motivos: achei interessante, e foi fácil eu produzir porque eu já tinha esse material pronto.

IHQ: Como foi a receptividade para Diburros Sketchbook em San Diego?
M.B.:
Foi boa. Eu estava bem localizado, e estava no mesmo stand que o Gustavo Duarte e os Gêmeos (Bá e Moon), que já são conhecidos, então isso ajudou bastante. Lá o público tem uma cabeça mais aberta, então apesar de ser uma convenção basicamente de fãs, tinha um pessoal interessado em conhecer coisa nova. Foi bem bacana.

IHQ: Qual é a função do sketchbook?
M.B.:
O sketchbook não é pra você ler, ele é um produto pra você olhar. A função dele é você tentar entender o processo de produção do autor. Eu gosto, porque eu gosto de desenho. Eu gosto de saber como os desenhistas que eu admiro constroem as suas formas e a sua diagramação. No sketchbook você consegue perceber como o desenhista risca, como é o seu traço, como é a sua precisão e etc. Pra mim isso funciona como uma aula.

IHQ: Você acha que os leitores nacionais conseguem adquirir essa cultura do sketchbook?
M.B.:
Acho que sim. Se você mostra uma coisa legal para qualquer pessoa que gosta, ela vai gostar. Não tem nada no sketchbook que impeça alguém de gostar. Acho que só falta tempo para que venha uma maior variedade de sketchbooks.

IHQ: Já teve algum retorno dos leitores brasileiros sobre o Diburros Sketchbook?
M.B.:
Todo mundo que comprou achou legal. Vendeu muito bem e está indo mais rápido do que eu esperava. Teve bastante procura desde quando eu lancei. Acho que a maioria entendeu a proposta.

IHQ: Então pra você foi uma surpresa essa procura?
M.B.:
Foi uma surpresa sim. Do jeito que a coisa aconteceu, foi bastante positiva. Foi bem bacana.

IHQ: O que é mais fácil: produzi uma história em quadrinho ou um sketchbook?
M.B.:
Eu acredito que seja mais fácil produzir um sketchbook porque você já tem o hábito de fazer o sketch, que é o rabiscar e o desenhar. Isso também vai do desenhista, pode ser que para alguns seja mais fácil produzir a HQ, se ele não rabisca muito.

IHQ: Tem alguma vantagem ou desvantagem de ter o primeiro lançamento um sketchbook?
M.B.:
Não sei se tem vantagem ou desvantagem. Acho que no fim dá tudo na mesma. Talvez eu apareceria mais se eu tivesse produzido uma história em quadrinho, porque mais gente está interessada em comprar uma história do que um sketchbook, mesmo porque ainda não temos essa cultura, como a gente conversou. Mas pra mim foi bacana, era o que eu queria fazer, não me preocupei com o que seria melhor para o público e sim o que seria mais interessante pra mim. Isso me abriu várias portas, já conheci bastante gente e fui em vários lugares, pra mim está sendo super bom. Talvez tivesse sido ainda melhor se eu tivesse produzido uma HQ porque mais gente compra. O sketchbook compra quem gosta de desenho, ou seja, é um público menor.

IHQ: Para os próximos projetos serão mais sketchbooks, ou você irá produzir uma HQ?
M.B.:
Eu vou fazer uma história completa, e vou fazer mais sketchbooks. Tenho uma história com uns personagens que estou fazendo há algum tempo, mas não divulguei nada ainda, e não sei se ela será de forma independente. Vou deixar ela pronta e vou mandar para alguns editores, se eles se interessarem pode dar certo, senão eu publico independente e divido em capítulos porque é uma história comprida. Não sei se será para o ano que vem. Primeiro eu pretendo finalizá-la.

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Para conhecer mais sobre o trabalho de Marcelo Braga acesse o site do autor diburros.com.br.

Renato LebeauentrevistasDiburros,Marcelo Braga,SketchbookLançado na San Diego Comic-Con 2011 e depois no Brasil, o Diburros Sketchbook 2011 é um apanhado de desenhos de observação, esboços, rabiscos de Marcelo Braga, que em 52 páginas, 35 inéditas, reúne a obra do quadrinista, que esteve nos principais eventos de quadrinhos para divulgar esse tipo de...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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