Sim amigos leitores. Abaixo você confere a entrevista que o Impulso HQ fez com ninguém menos que Chris Claremont, o homem que tornou os X-men a maior equipe campeã de vendas da Marvel, e que esteve a frente dos roteiros dos mutantes por mais de 15 anos seguidos.

Pela primeira vez no Brasil, durante o Rio Comicon 2011, Clameront com certeza foi uma das grandes atrações do evento, e esteve cercado por fãs por todos os momentos. A equipe do Impulso HQ conseguiu uma brecha em um dos momentos de descontração do roteirista e conversou com esse ícone dos quadrinhos, principalmente para qualquer fãs dos mutantes da Marvel. Confira:

Impulso HQ: Inegável que a sua carreira está ligada aos X-men. Como foi a sua reação ao ver os personagens que o consagrou nos cinemas? Você gostou do resultado?
Chris Claremont:
Toda vez que você faz uma adaptação é muito difícil agradar a todos. As maneiras que o diretor decide contar a história são diferentes do escritor por inúmeras razões. A chave de tudo está como o diretor colocou o que é realmente importante para compor o personagem, e as situações certas. Se o diretor faz isso não haverá problemas.

O divertido nos filmes de X-men é que no trabalho de Brian Singer ele seguiu isso, principalmente na escolha do elenco que foi feita por Lauren Shuler Donner e ele. Os atores certos para cada papel. Ele colocou a essência necessária de cada personagem que deveria aparecer nas telas. Para mim não interessa se o Wolverine dos cinemas não tem 1,64 de altura, porque Hugh Jackman tem as outras qualidades que eu espero que o personagem tenha. Não interessa se Halle Berry tem as características físicas da Tempestade, a essência que ela representou em seu papel estava certa, em termos de personagem.

A relação entre os personagens com a sociedade que é demonstrada nos filmes é a mesma que está nos quadrinhos. Então não importa para onde os personagens vão, em termos de interpretação foi maravilhoso. Você não pode julgar pelo o que você vê se os atores não são parecidos com os personagens, por exemplo, Liev Schreiber como Dentes de Sabre representou 99% de tudo o que o é personagem. Estava tudo lá.

IHQ: Você está acompanhando o projeto da continuação do filme do Wolverine? Você se preocupa se vão mudar a história?
C.C.:
Não há nada que possa me preocupar. A 20th Century Fox tem o controle do material, então eles controlam o filme, o diretor e o produtor, e sei que eles contrataram quem eles confiam pra fazer o projeto.

Eu como criador da história que será o material de origem, tenho que confiar que eles sabem o que estão fazendo. Mantenho os meus dedos cruzados e espero ver o que será. A pergunta essencial é que isso está totalmente fora das minhas mãos. Eu espero que seja uma boa adaptação do trabalho que Frank e eu fizemos porque esse foi um projeto duro de fazer e foi feito há mais de 20 anos, e com certeza eu quero ver isso nos cinemas. Mas o que acontece depois é uma decisão entre as pessoas que vão produzir o filme e o estúdio.

IHQ: Em sua carreira, grandes desenhistas já deram vida aos seus personagens como Frank Miller e Milo Manara. Tem algum que não desenhou uma história sua e você gostaria que ele fizesse?
C.C.:
Com certeza o Jack Kirby. Eu acredito que os roteiristas sempre querem trabalhar com alguém que tenha a habilidade e encare o desafio surpreender, para que possamos falar “eu adoraria trabalhar com ele”. Eu gostaria de trabalhar novamente com vários outros artistas que eu já trabalhei. O desenhista Bill Sienkiewicz é um deles.

IHQ: Qual é o grande desafio quando você encara um novo projeto de criar um arco de história para qualquer personagem?
C.C.:
O grande problema do desafio de encarar um projeto é ter tempo, e achar desenhistas que tenham tempo. Você procura por um desenhista e tenta conciliar o seu tempo com o dele. Isso atrapalha a inspiração e talvez a sua independência. Por isso na maioria das vezes eu escrevo pra mim. Com tempo é mais divertido.

IHQ: Tem algum personagem que você ainda não escreveu e gostaria de trabalhar?
C.C.:
Nos quadrinhos não. Eu já escrevi bastante sobre super-heróis que eu tinha interesse. Agora eu prefiro escrever sobre os meus próprios personagens, e é isso. Hoje em dia eles me divertem mais.

IHQ: Você acompanha os profissionais brasileiros de quadrinhos no exterior?
C.C.:
Não, porque o acesso da produção brasileira de quadrinhos é muito difícil. Entretanto eu já trabalhei com desenhistas brasileiros e argentinos.

IHQ: Você possuiu uma legião de fãs nos quadrinhos. Você sente alguma responsabilidade maior quando vai escrever uma HQ por causa deles?
C.C.:
Eu acho que todo escritor é responsável pelo que escreve e cria. Achar a melhor maneira de criar uma história requer personagens que sejam excitantes, empolgantes e inspiradores. Se eu quero que os leitores gastem o seu tempo lendo o meu trabalho, eu preciso que eles se divirtam e que queiram virar a página e pensem sobre os fatos. Essa é a minha responsabilidade. Qualquer coisa a mais que isso seria pretensão.

Renato LebeauentrevistasChris Claremont,x-menSim amigos leitores. Abaixo você confere a entrevista que o Impulso HQ fez com ninguém menos que Chris Claremont, o homem que tornou os X-men a maior equipe campeã de vendas da Marvel, e que esteve a frente dos roteiros dos mutantes por mais de 15 anos seguidos. Pela primeira...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
Compartilhe