O Impulso HQ abre as entrevista do ano de 2013 com Cassius Medauar, editor da editora JBC, empresa que há anos publica mangás no Brasil. Cassius Já tem uma longa experiência com quadrinhos e em 2012 assumiu o cargo, o que foi recebido com grande entusiasmo pelos leitores de mangás.

Na entrevista a seguir, que foi realizada em parceria com Lilly Carroll, o editor fala de vários assuntos como a volta de Samurai X e Sakura Card Captor, títulos shoujos e yaois, decisões editoriais e o que o leitor pode esperar para 2013. Confira:

Impulso HQ: Em um sentido de programação editorial, qual é a diferença entre você e o antigo editor Marcelo Del Greco, e o que o leitor vai ganhar com essa nova “gestão” dentro da JBC?
Cassius Medauar:
Não sei dizer, é difícil comparar momentos, além do que, não trabalhei junto com o Marcelo, então não tenho como dizer.

IHQ: Um dos grandes problemas que o leitor de mangá enfrenta é a qualidade do papel das publicações. Todas as novas edições da JBC serão com um papel de uma qualidade melhor?
C.M.:
Discordo. Acho que quando algo é repetido à exaustão, acaba virando verdade. Como leitor, sinceramente não acho que o papel seja um problema em nenhuma das publicações de mangá no Brasil. Sobre a JBC especificamente, temos mangás diferentes com papeis diferentes, mas tudo que sair a partir de agora, se for em papel jornal, sai na gramatura maior anunciada.

IHQ: Por que relançar Samurai X e Sakura Card Captors novamente? Do ponto de vista estratégico, a editora está buscando os antigos leitores de mangás?
C.M.:
Porque coisas publicadas há muito tempo merecem uma republicação, ainda mais se saíram em formatos diferentes dos publicados hoje. Muita gente não teve oportunidade de ler e pode conhecer esses materiais.

IHQ: Falando nos antigos leitores, Yu Yu Hakusho também voltará a ser publicado?
C.M.: Pode vir a ser um dia, mas não tem nada acertado ainda.

IHQ: Muitos apontam que os mangás se tornaram um produto de nicho, já que a falta de animes na TV brasileira não atrai novos leitores. Um investimento em publicidade fora do “círculo otaku” não ajudaria a atrair novos leitores?
C.M.:
Não necessariamente. É difícil dizer o que funcionaria ou não.

IHQ: Quando divulgada a sua entrada no lugar de Del Greco, em junho de 2012, a mudança foi anunciada como “nova fase” da editora, e muitos leitores (inclusive os antigos) se manifestaram positivamente, principalmente devido a sua experiência editorial. Você sente muita pressão ao lidar com um público tão fervoroso e que tem boa memória nesses meses em que você está à frente das decisões?
C.M.:
Não sinto pressão, pois como você mesmo citou, trabalho no mercado de quadrinhos há mais de dez anos e já conheço bem tudo isso. Só posso fazer o que sempre fiz o melhor trabalho possível.

IHQ: Em comparação a sua principal concorrente de publicação de mangás, a Panini, a editora JBC investe pouco nos shoujos. Por quê?
C.M.:
Porque por enquanto não vemos quase nenhum título shojo com boa possibilidade de retorno. Isso pode mudar no futuro.

IHQ: Até hoje, o número final das vendas de seus títulos, como Gravitation (único mangá yaoi publicado pela JBC), são cercadas de lendas e especulações. Isso gera comentários absurdos que circulam em diversos blogs e sites. Em sua opinião por que as editoras do Brasil tem a política de guardar a sete chaves seus números de venda?
C.M.:
Porque é a política corriqueira desde sempre no país. Ninguém quer entregar números estratégicos para seus concorrentes.

IHQ: Continuando sobre Gravitation, por que você acredita que atualmente no Brasil, não se investe em títulos yaois?
C.M.:
Porque isso é o nicho do nicho, portanto a chance de dar certo é muito pequena.

IHQ: Do mesmo modo que aconteceu com Evangelion, a editora JBC pretende retomar mais algum título que a Conrad deixou de publicar?
C.M:
Não temos nenhum plano para isso.

IHQ: Uma postura que a JBC manteve é de sempre estar em contato direto com os estúdios no Japão. Nota-se pelas notas divulgadas na imprensa que a editora está cada vez mais próxima dos mangakás. Isso significa que a JBC não vai mais cometer alguns deslizes do passado como traduzir o mangá da versão em inglês, o que gerava muita controvérsia entre os leitores?
C.M.:
Mais uma vez, discordo da sua premissa, isso não é um deslize, é uma decisão editorial.

IHQ: O que os leitores da JBC podem esperar para 2013?
C.M.:
Os leitores podem esperar um ano espetacular. Estamos preparando muita coisa legal, mais interatividade, vem muita coisa boa por aí.

Renato LebeauentrevistasCassius Medauar,JBC,mangáO Impulso HQ abre as entrevista do ano de 2013 com Cassius Medauar, editor da editora JBC, empresa que há anos publica mangás no Brasil. Cassius Já tem uma longa experiência com quadrinhos e em 2012 assumiu o cargo, o que foi recebido com grande entusiasmo pelos leitores de...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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