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Muito antes dos Super-Heróis Brasileiros se tornarem uma “febre” na internet, um quadrinhista  já os exaltava e escrevia novas aventuras dos Super-Heróis Brasileiros da Era de Ouro, os reunindo num grupo e publicando HQs em fanzines.

O COMANDO JUSTIÇA de Darlei Nunez, fez sua estréia em 1995 em um fanzine de baixa-tiragem, reunindo Capitão 7, Superargo, Mylar, Judoka, Hydroman, Raio Negro, Fikom e outros super-heróis brasileiros clássicos, atualizados para os novos tempos em uma super-equipe.

Darlei Nunez é formado em Educação Física em Publicidade e Propaganda, com pós-graduação em Marketing. Sempre buscando novos rumos e ramos, fez vários cursos na área de desenho, HQ e computação gráfica, no mesmo período em que estudava na faculdade de Publicidade, por volta de 1985.

Publicou vários fanzines, com personagens próprios, todos dentro do gênero super-heróis, atuando como argumentista e desenhista em “OS PROTETORES” (1983), “VIGILANTES DO VERDE” (1989), “DESAFIADORES” (1990) e “ESQUADRÃO C.A.O.S.” (1994).

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Atualmente é campeão de Muay Thay, o boxe tailândes, além de colaborar desenhando HQs do personagem Blenq, editado pela editora Júpiter 2.

Entrevista:

Rod Gonzalez: Quando você começou a produzir seus próprios quadrinhos?
Darlei Nunez:
Acho que como todo mundo nesse negócio, comecei a desenhar
quadrinhos desde menino.
Mas produzir material próprio foi em meados dos anos 80, quando já estava na faculdade de publicidade e trabalhava em agências de propaganda.

R.G.: Quais foram as suas influências?
Darlei:
John Byrne, George Pérez e John Buscema, os John Romita (pai e
filho) e outros mais recentes, como Carlos Pacheco e Dan Jürgens.

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R.G.: Quando surgiu seu interesse pelos super-heróis brasileiros?
D.N.:
Me criei lendo HQ de super-heróis brasileiros, na década de 60 e 70. Devorava tudo que aparecia na frente.
Anos mais tarde, já arriscando uns desenhos por conta própria, me indagava por que não surgia mais material com personagens brasileiros.

Hoje vejo que se tratava muito mais de uma questão de auto-estima baixa do que uma suposta incapacidade para produzir histórias e personagens interessantes com o conceito de super-herói.

E, cá pra nós, acho que existem pessoas que insistem nessa segunda teoria de forma intencional, menosprezando o trabalho e as idéias de muita gente boa em nosso país.

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R.G.: Qual o melhor quadrinhista brasileiro na sua opinião?
D.N.:
É pra dizer um só? Bá, mas tem um monte. O Renato Guedes, o Luke Ross, o Deodato, o Damaggio.

Sem falar nos ícones Emir Ribeiro, Colonese, Shimamoto e Flávio Colin.
Mas no momento atual, pela sua relevância, eu acho que seria o Ivan Reis.

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R.G.: Em que ano surgiu o Comando Justiça?
D.N.:
Comecei a trabalhar no conceito do Comando aí por 1993.
E os primeiros materiais do grupo surgiram em 1995.

R.G.: E quantas HQs já foram produzidas com o grupo?
D.N.:
Bom, como eu não trabalho mais diretamente com arte (larguei a publicidade no início dos anos 90 e fui pra minha segunda paixão, a Educação Física), fica difícil ter uma regularidade.

Mas entre 1996 e 2008, já produzi cerca de 25 histórias do grupo (material que, infelizmente, quase tudo perdeu-se na poeira do tempo – inclusive a história de origem, que pretendo redesenhar).

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R.G.: Você possui seus próprios personagens, além das homenagens que faz no Comando Justiça? Quais são eles?
D.N.:
Sempre trabalhei com a temática da equipe de heróis, acho um conceito bárbaro, e que permite criar interações muito interessantes entre os personagens.

Tenho mais três supergrupos com os quais tenho trabalhado com mais regularidade.
Os Protetores, que são pessoas cujos pais foram usados como cobaias de medicamentos experimentais e que obtiveram habilidades especiais.

O Esquadrão C.A.O.S., que é uma tropa meta-humana de elite e os Vigilantes do Verde, que são uma patrulha ambiental.

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R.G.: Quantas HQs você já produziu?
D.N.:
Entre fanzines e material não publicado, cerca de umas 60 ou 70 HQs.
Tudo bem, dos meados dos anos 80 pra cá. É uma média de 3 ou 4 por ano.

R.G.: Gostaria que fizesse uma comparação entre suas ambições enquanto quadrinhista quando começou a produzir as suas HQs e suas pretensões atuais.
D.N.:
Tchê, a minha ambição básica é a mesma: uma desculpa pra desenhar!
Claro que no início tu tens grandes expectativas de como as pessoas vão receber os trabalhos, se o seu traço é bom, se o texto está OK… e isso gera muita insegurança.

Hoje eu prefiro que as pessoas conheçam o Comando e curtam uma HQ legal do que ser reconhecido como um desenhista “fora de série”.
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O Impulso HQ agradece mais uma vez a Rod Gonzalez por sua gentileza em enviar a entrevista e permitir que ela seja publicada.

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