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Esse ano, mais precisamente em junho, as bancas ganharam um novo título de quadrinho que com certeza pegaram muitos leitores de surpresa, trata-se de Luluzinha Teen, série que assim como Turma da Mônica Jovem transforma os personagens que originalmente são crianças em adolescentes e os colocam em situações atuais, e que tem como uma característica o traço mangá (estilo japonês).

Após seis meses de publicação e atualmente em seu segundo arco de histórias, o Impulso HQ conversou com Daniel Stycer, editor-chefe da revistinha Luluzinha Teen e Sua Turma, sobre como foi à decisão de se adaptar Luluzinha para uma versão teen, se a Turma da Mônica Jovem teve alguma influência, a receptividade do público, as novidades para as próximas edições e é claro sobre o boato de outros personagens clássicos serem adaptados para uma versão teen.

Confira a entrevista:

IHQ: Existe alguma relação com o sucesso da Turma da Mônica Jovem para motivar a adaptação teen de Luluzinha?
Daniel Stycer:
Turma da Mônica Jovem, assim como dezenas de livros, revistas e sites voltadas para o público infanto-juvenil, nos mostram que há uma demanda enorme por conteúdos inteligentes e divertidos.

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IHQ: A escolha do estilo mangá foi decidido logo no início do projeto ou foi analisado depois? Por que dessa decisão?
D. S.:
Logo no início. O mangá é uma das linguagens mais apropriadas para falar com o jovem de hoje. A influência dos traços japoneses está em toda parte: desenhos animados, games e revistas.

IHQ: Como está o retorno dos leitores?
D. S.:
O retorno está fantástico. Tanto do ponto de vista de vendas de revistas como de acessos ao site da Lulu (www.luluteen.com.br) e aos perfis dos personagens no Twitter. Mais de 55 comunidades foram criadas no Orkut desde o lançamento da edição 1, em 5 de junho.

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IHQ: Qual é o público de lê Luluzinha Teen? São os adolescentes que cresceram assistindo a Luluzinha (criança) nos desenhos animados da televisão?
D. S.:
A maior parte dos adolescentes que lê “Luluzinha Teen e sua turma” tem hoje entre 8 e 13 anos; eles têm uma ótima recordação da Lulu criança, pois viam os desenhos animados na televisão. Além disso, até hoje ouvem seus pais falarem do Clube do Bolinha, para se referir a um grupo de meninos e o mesmo para a Luluzinha.

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IHQ: Por que escolher personagens como Luluzinha e sua turma para se adaptar a uma versão teen? Como foi a pesquisa de mercado para chegar à conclusão de que se teria um público leitor?
D. S.:
Escolhemos Luluzinha porque ela é uma personagem interessantíssima, uma menina esperta, curiosa, antenada e boa amiga. Entendemos que ela também seria perfeita para passar valores positivos para os adolescentes. Além disso, possui uma família de personagens ao seu redor que permite a construção de um bom arco dramático.

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IHQ: Como é o processo criativo das histórias já que além de adaptar um personagem dos anos de 1935 para uma versão adolescente, vocês precisam colocá-la no nosso mundo atual? Como é feita a escolha dos temas?
D. S.:
Lulu foi lançada em 1935, mas passou por algumas transformações até chegar a ser a Lulu que conhecemos há 30 ou 40 anos. Para fazê-la adolescente, procuramos manter características básicas de sua personalidade. As temáticas que abordamos são as mesmas que mobilizam os adolescentes brasileiros: as relações e os conflitos com os amigos, os pais, namoros, o que esperam do futuro, a escola, o shopping. Enfim, adolescentes que sonham e se divertem.

IHQ: Quando noticiaram a Luluzinha Teen, muitos desenhos de como os personagens deveriam ser circulou pela net, o desenhista sofreu alguma pressão por causa disso?
D. S.:
De forma alguma.

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IHQ: Como esta à relação da equipe que faz Luluzinha Teen com a editora, agora que a revista é o único título da Pixel?
D. S.:
Não entendi a pergunta. A relação da editora com a equipe HQ, que é terceirizada, é a melhor possível. Entendem o que desejamos e sugerem soluções criativas. É um time de primeira linha.

IHQ: Tem se falado da possibilidade de outros personagens clássicos serem adaptados para uma versão teen, isso é verdade? Quais personagens seriam?
D. S.:
Por motivos óbvios, de mercado, não posso antecipar nada sobre isso.

IHQ: O blog tem mais de 80 mil visitas / mês, isso tem algum reflexo nas vendas em bancas?
D. S.:
Naturalmente, o blog, assim como o twitter e as demais redes sociais, são ferramentas que ajudam a difundir a revista.

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IHQ: Percebe-se que como estratégia além da própria turma teen da Luluzinha, vocês inserem referências como Kill Bill, e a adaptação de bandas como Pitty e Forfun, como se dá à conversa com essas bandas para elas serem adaptadas?
D. S.:
Procuramos inserir nos roteiros referências a filmes que julgamos interessantes. Quanto à participação de artistas e bandas, convidamos aqueles que têm boa receptividade entre os adolescentes. Não há nenhuma remuneração.

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IHQ: O projeto tem um número de edições estipuladas para durar? Quais os planos futuros para essa turma Teen? Vocês poderiam adiantar algum novo personagem para a turma?
D. S.:
Esperamos vida longa para Luluzinha Teen e sua turma. Muitas aventuras a aguardam.
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O Impulso HQ agradece a Daniel Stycer pela entrevista concedida.

Renato LebeauquadrinhosBolinha,Daniel Stycer,Lulu,Luluzinha,Luluzinha teen,mangá,Pixel,Turma da Mônica JovemEsse ano, mais precisamente em junho, as bancas ganharam um novo título de quadrinho que com certeza pegaram muitos leitores de surpresa, trata-se de Luluzinha Teen, série que assim como Turma da Mônica Jovem transforma os personagens que originalmente são crianças em adolescentes e os colocam em situações atuais,...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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