Visto no Gibizada

O Ministério da Educação divulgou esta semana os livros que serão entregues às escolas públicas, estaduais e municipais, no primeiro semestre de 2009, dentro do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola).

Segundo o informe, foram avaliadas 2.088 obras e escolhidas 600, metade para o as séries finais do ensino fundamenal e a outra metade para o ensino médio.

Dentre os 12 gêneros literários escolhidos, há uma boa quantidade de quadrinhos, mais do que os oito do ano passado e do que os dez do ano anterior.

Foram, pelas minhas contas (corrijam-me, se estiver errado, por favor), 15 livros de histórias em quadrinhos escolhidos.

Um belo número que comprova o poder do gênero entre os leitores e seu enorme potencial na educação.

Ainda não se fala em tiragem, mas os números são muito maiores do que os habituais dois, três mil exemplares, podendo chegar a 10, 20 vezes esse número, já que atenderão a 66.798 escolas do Brasil.

Dos livros escolhidos pelo Ministério para educar muito bem os alunos, vale destacar dois de Laerte Coutinho (“Suriá – a garota do circo” e “Deus segundo Laerte”); “D. João carioca”, de Spacca; “Níquel Náusea – tédio no chiqueiro”, de Fernando Gonsales; o coletivo “Domínio público”, editado por Mascaro e Lin; e TRÊS de Will Eisner: “Um contrato com Deus”, “A força da vida” e “O sonhador”.

Além de Laerte, Fábio Moon e Gabriel Bá também entraram com dois títulos na lista.

Um é a versão em quadrinhos para o clássico “O alienista, de Machado de Assis, vencedor do Prêmio Jabuti deste ano na categoria “Melhor livro didático e paradidático de ensino fundamental ou médio”.

O outro livro é “Meu coração, não sei porquê”, publicado originalmente em 2001 e relançado há alguns meses pela Via Lettera.

“Meu Coração, Não Sei Por Quê” é nossa história mais querida e saber que várias crianças poderão ler nossa história na escola é uma alegria que não tem tamanho – diz Gabriel Bá por email ao Gibizada.

– Ela já foi publicada em inglês e italiano, mas é em português que ela tem mais força, faz mais sentido. Desde o título, passando pela forma de contar a história pelo ponto de vista das crianças e, principalmente, pelas citações de Guimarães Rosa.

As escolas estão mudando? O que acham do uso das HQs nas salas de aula?

– O mundo está mudando, as crianças estão mudando. As escolas precisam mudar – reflete Gabriel Bá.

– Os quadrinhos podem contar histórias tão interessantes, criativas e profundas quanto a literatura e ainda têm um enorme apelo visual que ajuda a prender a atenção do leitor, além de ajudar as crianças a desenvolverem a habilidade de compreensão da história pela soma das informações contidas tanto no texto, quanto nas imagens.

Acho que tudo isso é um ponto a favor dos quadrinhos no incentivo à leitura.

Visto no Gibizada

Renato LebeauquadrinhosFábio Moon,Fernando Gonsales,Gabriel Bá,Laerte,Mascaro e Lin,PNBE,Spacca,Will EisnerVisto no Gibizada O Ministério da Educação divulgou esta semana os livros que serão entregues às escolas públicas, estaduais e municipais, no primeiro semestre de 2009, dentro do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola). Segundo o informe, foram avaliadas 2.088 obras e escolhidas 600, metade para o as séries finais do...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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